28º Festival Internacional de Marionetas do Porto - FIMP’17

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fimp28º Festival Internacional de Marionetas do Porto - FIMP’17
Até 29 outubro, vários locais do Porto

Entre os dias 13 e 29 de outubro, o FIMP’17 vai apresentar 14 espetáculos, quatro deles concertos, em vários palcos da cidade do Porto.
“Manipula#som”, da companhia Radar 360º, um concerto visual sobre o universo do circo, será o primeiro espetáculo do festival (Teatro do Campo Alegre, dia 13), antes da abertura oficial no Mosteiro de São Bento da Vitória (MSBV), com “Marionetas tradicionais de um país que não existe”, uma produção do Teatro de Ferro. A peça, “uma viagem imaginária a alguns destinos improváveis da globalização”, tem como cenário uma sala de espera onde ocorrem “danças e rituais de origem indeterminada”.
“Phobos” (MSBV, dia 18) é uma instalação-concerto produzida pela Sonoscopia e dirigida por Gustavo Costa, com “uma orquestra de pequenos robots medrosos e disfuncionais” – diz a sinopse – a interpretar peças compostas por Carlos Guedes, Rui Dias e José Alberto Gomes.
“Quiet Motors” (Rivoli, dia 18), do artista e músico francês Pierre Bastien, é um concerto-performance que combina os sons de um trompete de bolso com o movimento de autómatos construídos com peças e engrenagens de Meccano.
Os espetáculos musicais encerram com “Puppetmastaz” (Hard Club, dia 21), criação do grupo homónimo multinacional vindo de Berlim, uma banda de hip-hop que “clama por uma nova ordem mundial em que as marionetas assumiriam o poder”.
Da Bélgica – um dos seis países representados no festival –, chega pela primeira vez ao Porto a Compagnie Gare Centrale, de Agnès Limbos, que traz “Ressacs” (Rivoli, dia 15), espetáculo que reflete sobre a mais recente crise e do crash financeiro de 2008. “Gobo. Digital Glossary”, do russo Akhe Theatre (Rivoli, dia 21), é uma “patética peça-laboratório” marcada por um humor desconcertante, considerada por Igor Gandra como “uma das mais importantes peças de teatro visual do início do século XXI”.
Outra produção belga é “Gaspard”, do coletivo Une Tribu (Rivoli, dia 21), uma peça “curta mas intensa sobre questões de ordem existencial, como a origem do desejo, da vontade e da capacidade de escolher”, diz o diretor do FIMP’17.
De Itália vem a tradição do teatro de polichinelo e da commedia dell’arte com “La Domus di Pulcinella”, de Gaspare Nasuto (Rivoli, dia 20).
A edição deste ano fica também marcada pelo regresso dos "Bonecos de Santo Aleixo", pelo Centro Dramático de Évora (Rivoli, dia 15).
O programa contempla também criações novas: “Bela Adormecida” (Rivoli, dia 20), apresentada pelo Teatro de Ferro; e “Arcano”, produção do Teatro de Marionetas do Porto com direção de Rui Queiroz de Matos (Teatro do Campo Alegre, dia 20).
De assinalar ainda o regresso ao FIMP d’ A Tarumba, de Lisboa, com “Este não é o nariz do Gógol, mas podia ser… com um toque de Jacques Prévert” (Rivoli, dia 21), em volta dos imaginários destes dois escritores.
A programação do festival chegará a espaços não convencionais com “Lendas da Nossa Terra por Romão, o Ancião”, uma reconstituição da Lenda do Zé do Telhado pelo Limite Zero (Junta de Freguesia de Ramalde, dia 18), espetáculo que será também apresentado na Estação de Metro da Trindade (dia 21).
Este ano houve ainda uma preocupação com a acessibilidade, permitindo que o festival chegue a um maior público, pelo que a organização incluiu várias sessões legendadas em português e inglês e outras traduzidas por um intérprete de Língua Gestual Portuguesa.
O FIMP’17 terá também workshops (WOP) sobre a utilização do boneco de luva, animação de objetos e criação de “seres extraordinários” a partir do corpo humano. E cinco Work in Progress (WIP) com presença de novos criadores, como Elisabete Sousa, Rita Morais, Sara Montalvão e os coletivos Historioscopio e INDRI.

Clique aqui para conhecer o programa completo

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