Exposições no Centro Português de Fotografia

cpf_3Exposição “Sequestros de Luz”

Até 24 junho, Centro Português de Fotografia

©Gaspar de Jesus

“(…) Uma exposição é um local de abrandamento de ritmos, de pausa, de serenidade e de convite ao intimismo.

O singelo e o individual do ser humano que nos deslumbra e nos desperta o enorme desejo de estar bem ali, no lugar daquela pessoa fotografada ou de estar no local onde o fotógrafo captou uma imagem, são traços que nos preocuparam.

Dar vida aos objetos inanimados, realçar paisagens, sublinhar padrões e texturas originais, névoas ou chuva, pode criar através dos olhos, um descanso silencioso, um remover de distrações para o espectador se sentir sozinho e ver além da imagem. Este é o fim pretendido pelos autores.

Muito dizer com pouco, numa mistura de cores, cinzentos e cores fortes, realçando geometrias, para usar a simplicidade da cor e da forma, do detalhe, ou mesmo da sua ausência, para dar uma mensagem individualmente interpretável.

O horizonte, as janelas sobre o mesmo, separando o intimismo do que nos rodeia mas condiciona, estabelece um caminho interior solitário destinado a uma convergência de emoções. (…)” Matias Serra

Fotógrafos: António Campos e Matos, Carlos Valente, Eduardo Martinho, Gaspar de Jesus, João Menéres, João Paulo Sotto Mayor, Jorge Viana Basto, José Carlos Matias Serra, Óscar Saraiva, Ricardo Fonseca

cpfExposição “Morte à morte! 150 anos da abolição da pena de morte em Portugal/1867-2017”

Até 24 junho, Centro Português de Fotografia    

Cerimónia comemorativa do centenário da Abolição da Pena de Morte em Portugal na Academia de Ciências de Lisboa, 1 de julho de 1967. ANTT

A Assembleia da República assinalou os 150 anos da publicação da carta de lei de 1 de julho de 1867 – reforma penal das prisões e abolição da pena de morte para crimes comuns e de trabalhos públicos –, através da realização da exposição "Morte à morte! 150 anos da abolição da pena de morte em Portugal / 1867-2017", comissariada pelo historiador Luís Farinha.

Enquadrada por um pequeno filme, a mostra destaca o pioneirismo de Portugal na abolição da pena de morte e apresenta, através de textos, imagens e documentos, os antecedentes jurídicos e políticos, as práticas anteriores de execução, as repercussões nacionais e internacionais da aprovação da carta de lei, os sucedâneos da pena de morte (pena celular perpétua e degredo para as colónias), as tentativas de reposição da pena capital, fazendo-se ainda referência à situação atual no mundo. Apresentam-se também mapas ilustrativos dos países abolicionistas e retencionistas em 1880, 1980 e na atualidade.

A exposição inclui três documentos: o livro ‘Dei delitti e delle pene’, de Cesare Beccaria, referência fundamental dos movimentos humanitários e abolicionistas do século XVIII, exemplar pertencente à Biblioteca Passos Manuel, um fac-símile da carta de lei de 1 de julho de 1867, depositada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, e a Constituição de 1976, do espólio da Assembleia da República, que abole a pena de morte em Portugal para todos os crimes e proíbe a extradição por delitos puníveis com aquela pena na legislação do país requisitante.

O título da exposição – "Morte à morte!" – é retirado de uma carta de Victor Hugo ao diretor do Diário de Notícias, em julho de 1867, felicitando Portugal pela abolição da pena de morte.

cpf_4Exposição “Diez miradas al abandono”

Até 1 julho, Centro Português de Fotografia

© Juan Carlos Gargulio

A exposição “Diez miradas al abandono" oferece um percurso fotográfico, através de 32 imagens, que convidam à reflexão sobre transformação, ruína e abandono.

Desde a realidade captada  de uma forma documental, até uma visão  artística e reflexiva do  abordado, a paisagem e o retrato são protagonistas nesta exposição, que inclui obras de artistas de várias nacionalidades (espanhola, portuguesa e argentina), com estilos muito diferentes, unidos pela busca do tema e das suas consequências.          

Estes são: Xavier Ferrer Chust,  Joan Forteza, Rubén García, Juan Carlos Gargiulo,  Rui Morão, Manel Quirós, Rámon Siscart, Pablo Seidedos,Paz Vicente e Cristóbal Carretero Cassinelo.

Pretende-se com a mostra sensibilizar os visitantes para factos da nossa realidade, tantas vezes maltratada por muitas e tão diversas formas e do reflexo que provocam.

cpf_2Exposição “Bloody Landscapes”, de Augusto Lemos

Até 8 julho, Centro Português de Fotografia

© Augusto Lemos

"De abril a junho de 1918 é lançado o último ataque alemão em grande escala: tanques, metralhadoras, nuvens de gás mortífero sobre as trincheiras da Flandres e do norte de França. Junto ao rio La Lys estacionava o batalhão do CEP (Corpo Expedicionário Português) que, ao contrário de todas as tropas em combate, alternadas de 6 em 6 meses, permanecia sem ser substituído há 15 meses e, mal equipado e esgotado, resistiu inutilmente à forte investida de 9 de abril.

Em julho, o quartel-general alemão sabe que perdeu a guerra, essa Grande Guerra que matou mais de 10 milhões de homens, produziu 5 milhões de estropiados, fez cair 4 impérios, o alemão, o russo, o turco e o austro-húngaro, e determinou um novo mapa da Europa e novas identidades.

Para lá dos Pirinéus esperava-se uma guerra curta, fresca e alegre, espelhando o belicismo do momento. Com a comunidade britânica, que arrastou consigo a Austrália ou a Índia, com a entrada do Japão que atacou a China, os diversos ataques às colónias europeias e, por fim em 1917, com a entrada declarada dos Estados Unidos na guerra, esta torna-se mundial. Os cemitérios militares em La Couture, Neuve Chapelle e Vieille Chapelle mostram ainda essa mundialização.

Augusto Lemos percorreu há pouco tempo esses espaços que recuperam a intervenção internacional, como a portuguesa do CEP e a mortífera batalha de La Lys. Encontrou os nomes, as artérias reconstruídas, os novos bairros, a catedral e, destacados e infindáveis os cemitérios, alinhamentos de nomes quase todos de mortos desconhecidos, apenas indicados pela nacionalidade." Maria do Carmo Serén

Horário: 3ª a 6ª - 10h às 18h

Sábados, domingos e feriados - 15h às 19h

Entrada Livre

cpfentradaCentro Português de Fotografia/ Direção-Geral de Arquivos

Edifício da Cadeia da Relação do Porto

Campo Mártires da Liberdade - Porto

Telf: 222 076 310 | Fax 222 076 311

www.cpf.pt

 

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