Exposições no Centro Português de Fotografia

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cpf_4Exposição “Extraños”, de Juan Manuel Castro Prieto
Até 4 março, Centro Português de Fotografia

Los Corrales 1995
©Juan Manuel Castro Prieto


As fotografias incluídas nesta exposição percorrem, ao longo de vinte anos, o território mais intimista de Juan Manuel Castro Prieto.
Em “Extraños” torna-se visível, não só a excelente qualidade técnica das suas fotografias mas também o fio condutor que atravessa toda a sua trajetória como autor. Castro Prieto cria cenários oníricos a partir da realidade quotidiana; as paisagens, os locais, os retratos são elementos de que se serve para construir um universo pautado de reflexão, magia, mistério e ambiguidade.
São fotografias abertas que denotam a profunda relação do autor com a literatura: cada imagem pode ser parte de uma narrativa interrompida. As suas intervenções – cada vez mais frequentes- destinam-se sempre a gerar esse âmbito de irrealidade omnipresente em toda a sua obra.
“Extraños” é um excelente exemplo da coerência que Juan Manuel Castro Prieto desenvolveu entre 1984 e 2003, um período fundamental no processo de amadurecimento de uma obra multifacetada, que explora a memória desde as pegadas latentes que habitam os seus espaços pessoais e familiares; o sexo e a morte coexistem em algumas das suas imagens como uma dualidade que evidencia um certo fatalismo na sua relação com a vida e, simultaneamente, uma reivindicação lúdica da existência.
Finalmente, através da infância, o autor submerge-se nesse território ambíguo que é a transição para a adolescência: um tempo de abstração e de primeiras introspeções.
Exposição apresentada ao público no âmbito da Mostra Espanha 2017.

cpfExposição “Rituais do Ver”, de Fátima Carvalho
Até 18 março, Centro Português de Fotografia
© Fátima Carvalho

“Esta mostra revela um dos temas mais atuais da fotografia de hoje. Ao fixar o comportamento do público frente a uma oferta institucional, em locais específicos da circulação da cultura, insere-nos num dos problemas a resolver pela sociedade contemporânea, a procura da identidade pessoal.
Fátima Carvalho conhece bem o ato de fotografar, sabe insinuar distâncias, ponto de vista, enquadramentos do todo ou das partes e, acima de tudo, o milésimo de segundo do corte, o momento em que se encena a magia de um diálogo com a obra. E, bem o sabemos, a imagem fotográfica vale mais pelo seu polo poético do que uma qualquer estética.
O que vemos são situações que significam comportamentos do corpo, inconscientes ou reprogramados pelo social: a atenção que exige um endurecimento do tronco e uma breve orientação do olhar, a entrega pela sedução, - os braços caídos e a imponderabilidade física -, a surpresa incontrolada, a pesquisa partilhada pelo grupo, enfim, situações onde invariáveis ou invariáveis do comportamento se revelam com toda a clareza nestas imagens aparentemente limpas e claras. (…)
Traduzir a sedução pode ser, e é-o nos ‘Rituais do Ver’, uma outra sedução. Em fotografia implica mostrar significados sem perder a magia dos significantes, da indeterminação que abre todas as janelas do sentir.
Fátima Carvalho diz-nos que os rituais do ver são universais mas também diferentes em cada um, mas a poética que os revela é só mesmo sua.“ Maria do Carmo Serén

cpf_2Exposição “Ilha”, de Paulo Pimenta
Até 25 março, Centro Português de Fotografia

© Paulo Pimenta

“O que é uma Ilha?
O que é estar dentro e estar fora de uma Ilha? Como é viver num espaço onde as janelas se abrem para muros e as vidas se tecem em arquipélagos de corredores estreitos? Que memórias perduram inscritas nas pessoas e nas paredes das casas? Onde nos cruzamos nesta cidade feita de Ilhas – Casas e Ilhas – Pessoas?
Ao longo de dois anos, foi desenvolvido um trabalho de criação artística com a comunidade do Bonfim, envolvendo um grupo intergeracional a partir destas interrogações em que a fotografia e as artes performativas se complementaram e contagiaram mutuamente.
Esta exposição é o resultado deste processo que se organiza em três abordagens paralelas: a primeira apresenta um retrato da vivência humana, urbana e orgânica de um conjunto de ilhas e do espaço envolvente com uma proximidade emocional e documental apoiada na recolha de histórias e memórias dos seus ilhéus; a segunda, integra o trabalho desenvolvido por crianças e seniores numa experiência de descoberta da fotografia analógica e de descoberta da ilha / lugar individual e do espaço que este ocupa na cidade de todos; a terceira abordagem condensa o registo global do projeto nomeadamente o processo de criação desenvolvido pela PELE e do qual resultou o espetáculo CAL assim como de todo o processo de pesquisa, discussão e reflexão com os grupos envolvidos no projeto.”

Horário: 3ª a 6ª - 10h às 12h30 | 14h às 18h
Sábados, domingos e feriados - 15h às 19h
Entrada Livre

cpfentradaCentro Português de Fotografia/ Direção-Geral de Arquivos
Edifício da Cadeia da Relação do Porto
Campo Mártires da Liberdade - Porto
Telf: 222 076 310 | Fax 222 076 311
www.cpf.pt
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