A Meio da Noite, 27 a 29 abril, TNSJ

tnsj_2A Meio da Noite [Festival DDD]

27 a 29 abril, sexta 22h | sábado 19h | domingo 17h, TNSJ

Na obra de Olga Roriz, "A Meio da Noite" surge depois de "Antes que Matem os Elefantes" (2016) e de "Síndrome" (2017), espetáculos que falavam de guerra, destruição e reconstrução, num movimento que ia do exterior para o interior, do grito para o recolhimento. "A Meio da Noite" parece dar continuidade a esse caminho em direção a um território mais abstrato e introspetivo. O título reenvia-nos para a hora do lobo, essa hora entre a noite e o dia, quando todos os fantasmas se libertam, quando mais pessoas morrem e mais pessoas nascem. Eco ou reminiscência de "A Hora do Lobo" (1968), um dos mais impressivos títulos da filmografia de Ingmar Bergman, em cuja obra Olga Roriz mergulha agora em busca de inspiração e diálogo. "A Meio da Noite" poderia ser descrito como uma visita da coreógrafa portuguesa ao cinema do realizador sueco, esse “génio de todos os possíveis” que, para além dos corpos, nos deu a ver almas em filmes habitados por personagens modestas, misteriosas, abissais. “É nessa visão do realizador que me irei inspirar”, diz-nos Olga Roriz, “nesses homens e mulheres assustadoramente reais, na solidão em luta constante com o interior, em busca incessante de entendimento de si próprios e dos outros.”

direção Olga Roriz | seleção musical Olga Roriz, João Rapozo e intérpretes | cenografia Ana Vaz | figurinos Olga Roriz | desenho de luz Cristina Piedade | vídeo Olga Roriz, João Rapozo | desenho de som Sérgio Milhano | apoio dramatúrgico Rita Calçada Bastos | apoio vocal João Henriques | tradução e elocução em sueco Birte Lundwall | assistência de ensaio Ricardo Domingos | assistência de cenografia e figurinos Rita Osório | interpretação André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alexandre, Bruno Alves, Catarina Câmara, Francisco Rolo, Rita Calçada Bastos | coprodução Companhia Olga Roriz, Teatro Municipal de Bragança, Teatro Municipal de Vila Real, TNSJ

tnsj_3Impro Sharana (Festival DDD]

4 a 6 maio, sexta 22h | sábado 19h | domingo 17h, TNSJ

Na génese de "Impro Sharana" mora uma jubilosa possibilidade de tradução simultânea. Ela fala silenciosamente com o corpo. Ele improvisa uma banda sonora imaginária para esse corpo em movimento. Ele é Ferran Savall, guitarrista e cantor de origem catalã, cultor de música improvisada e frequentador das músicas do mundo. Ela é Shantala Shivalingappa, bailarina nascida no Sul da Índia mas criada no coração da Europa, alguém que cresceu com os rigores e os esplendores do “kuchipudi”, um estilo de dança clássica indiana, mas que tem vindo a trabalhar com alguns dos nomes fundamentais das artes performativas ocidentais, como Maurice Béjart, Peter Brook, Pina Bausch ou Sidi Larbi Cherkaoui. Na companhia de quatro músicos de várias latitudes geográficas, Ferran e Shantala encontram-se neste concerto coreografado que acontece no interior de uma cenografia que recria uma íntima e acolhedora sala de estar.

coreografia e interpretação Shantala Shivalingappa | criação musical Ferran Savall | músicos  Ferran Savall (guitarra e voz), Jordi Gaspar (contrabaixo), David Mayoral (percussão), Nedyalko Nedyalkov (kaval – flauta), Driss El Maloumi (oud) | desenho de som e gestão Jordi Rotès | desenho de luz Nicolas Boudier | coprodução [H]ikari – Compagnie Shantala Shivalingappa (Nantes), Mercat de les Flors (Barcelona), Festival Temporada Alta (Girona), FIND – India-Europe Foundation for New Dialogues (Roma), CIMA – Fundació Centre Internacional de Música Antiga (Barcelona)

tnsj_4Rumor [Festival DDD]

11 a 13 maio, sexta 22h | sábado 19h | domingo 17h, TNSJ

Quinze anos depois, a coreógrafa Joana Providência regressa à programação do TNSJ com "Rumor", espetáculo que se inscreve num ciclo de criações que têm como referentes obras de artistas plásticos contemporâneos. Relembremos "Mão na Boca" (2004), onde evocou o universo ficcional de Paula Rego, ou "Terra Quente Terra Fria" (2011), onde visitou a pintura de Graça Morais. Agora, parte da obra do pintor, escultor, fotógrafo e realizador francês Christian Boltanski, génio multiforme que vem construindo um universo criativo centrado na sua vida pessoal (real e ficcionada), trabalhando temas como a infância, a morte e o esquecimento. É dele esta frase lapidar: “Somos importantes, porque somos únicos, mas ao mesmo tempo somos facilmente esquecidos.” "Rumor" propõe-nos uma viagem pela memória e pela identidade, pelas “pequenas histórias” que há dentro da História. Ao sondar as relações entre a experiência íntima e o devir coletivo, "Rumor" procura ainda, nos registos e testemunhos de presos políticos portugueses, encontrar um reflexo vivo do contexto social e político de uma ditadura.

direção Joana Providência | apoio dramatúrgico Raquel S. | música  Pedro “Peixe” Cardoso | espaço cénico e vídeo Cristóvão Neto | figurinos Lola Sousa | desenho de luz Cárin Geada | direção de produção Glória Cheio | interpretação e cocriação António Júlio, João Vladimiro, Liliana Garcia, Maria do Céu Ribeiro; Liliana Oliveira, Magda Almeida (estagiárias) | coprodução ACE Teatro do Bolhão, Festival DDD – Dias da Dança, TNSJ | apoio 23 Milhas – Região de Ílhavo

tnsj_5Montanha Russa

30 maio a 10 junho, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ

Antes de escalarem esta "Montanha-Russa", Inês Barahona e Miguel Fragata quiseram saber das palavras e das ideias dos adolescentes. Recolheram diários, letras, imagens, canções, provocaram perguntas e recolheram respostas sobre as suas vidas e visões do mundo. "Montanha-Russa" é uma digressão sobre a adolescência com muita música dentro. À dupla da companhia Formiga Atómica juntou-se Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, o duo dinâmico da banda portuense Clã. Juntos, constroem um espetáculo em que o teatro e a música disputam o palco, desafiando as convenções do “teatro musical” como quem desafia as leis da gravidade num loop. Mas desafia também os lugares-comuns da adolescência, esse lugar de fronteira e de passagem que é aqui observado a partir de uma perspetiva íntima e confessional, uma dimensão secreta, privada, interior, mas que vive no desejo de ganhar um palco onde se possa exibir. "Montanha-Russa" é assim uma espécie de diário deixado em cima da mesa, o diário destilado nas redes sociais ou o diário perigosamente transportado para o liceu: uma intimidade a gritar “leiam-me!”, uma geração a querer fazer-se ouvir, ao som da música. Este projeto completa-se com a exibição de "Canção a Meio", um filme de Maria Remédio que documenta o longo processo de criação do espetáculo, e com a festa Teen Friendly (1 junho, 22h30), onde não faltará muita animação para celebrar a verdadeira montanha-russa que é a adolescência.

de Inês Barahona e Miguel Fragata/Formiga Atómica | encenação Miguel Fragata | dramaturgia Inês Barahona | música original Hélder Gonçalves | movimento Marta Silva | desenho de som Nelson Carvalho | desenho de luz José Álvaro Correia | cenografia F. Ribeiro | figurinos José António Tenente | vídeo Henrique Frazão | produção executiva Sara Cipriano (Formiga Atómica) | interpretação Anabela Almeida, Bernardo Lobo Faria, Carla Galvão, Miguel Fragata eHélder Gonçalves, Manuela Azevedo, Miguel Ferreira, Nuno Rafael (música ao vivo) | coprodução Formiga Atómica, Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Virgínia, TNSJ | Língua Gestual Portuguesa + Audiodescrição 10 junho, 16h

Teatro Nacional São João (TNSJ)

Pr. da Batalha · 4000-102 Porto

Telf: 22 340 19 00 · Fax 22 208 83 03

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