Elizabeth Costello, até 28 jan, TNSJ

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tnsj_2Elizabeth Costello
Até 28 janeiro, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ

“Sou escritora. Talvez não me conheçam aqui, mas escrevo, ou escrevi, sob o nome de Elizabeth Costello.” Elizabeth está no limiar da “grande porta”, quer passar “para o que vem depois”, mas terá de enfrentar primeiro um tribunal que parece saído de Kafka – um tribunal do paradoxo. Elizabeth, aquela que se apresenta como uma “negociante de ficções” ou “secretária do invisível”, confronta-nos com as suas crenças e discute com outras personagens “ideias polémicas”, como a essência de Deus e o silêncio dos animais, o Holocausto nazi e o vegetarianismo, o amor e o mal. “Acredita na vida?”, pergunta-lhe um juiz no tribunal. “Acredito em tudo o que não se dá ao trabalho de acreditar em mim”, responde Elizabeth Costello.

de J.M. Coetzee | tradução Maria João Delgado (Leya) | dramaturgia Alexandre Andrade, Cristina Carvalhal | direção artística e encenação Cristina Carvalhal | cenografia e figurinos Ana Limpinho | desenho de luz José Álvaro Correia | desenho de som Sérgio Delgado | produção executiva Bruno Reis | interpretação Bernardo Almeida, Cucha Carvalheiro, Luís Gaspar, Rita Calçada Bastos, Sílvia Filipe | coprodução Causas Comuns, Culturgest, TNSJ | Língua Gestual Portuguesa: 28 janeiro, 16h

tnsj_3Actores
7 a 11 fevereiro, quarta a sexta 21h | sábado 19h | domingo 16h, TNSJ

Durante os períodos de ensaio dos espetáculos, Marco Martins observou muitas vezes os atores nos intervalos do almoço ou nos seus camarins: aproveitavam essas pausas para decorar texto para as telenovelas ou séries de televisão que estavam a gravar na mesma altura. Durante muito tempo, isso incomodou-o, como se os atores traíssem aquilo que estavam a criar juntos, dispersando-se e desperdiçando as suas energias com ocupações secundárias. Depois, tais traições tornaram-se interessantes. São elas que estão na origem de “Actores”, um espetáculo feito de relatos autobiográficos dos próprios intérpretes – falamos de Bruno Nogueira, Luísa Cruz, Miguel Guilherme, Nuno Lopes e Rita Cabaço –, partindo de textos por si representados ao longo dos anos: de fragmentos de grandes clássicos aos guiões de telenovela, passando pelos anúncios de rádio e televisão.

dramaturgia e encenação Marco Martins | cocriação e interpretação Bruno Nogueira, Luísa Cruz, Miguel Guilherme, Nuno Lopes, Rita Cabaço | espaço cénico Fernando Ribeiro | figurinos Isabel Carmona | desenho de luz Nuno Meira | sonoplastia Sérgio Milhano | apoio dramatúrgico Alexander Gerner | assistência de encenação Guilherme Branquinho, Rita Quelhas | direção de produção Mariana Brandão | coprodução Arena Ensemble, São Luiz Teatro Municipal, Centro de Arte de Ovar, TNSJ | residências artísticas A Oficina/Centro de Criação de Candoso | Língua Gestual Portuguesa: 11 fevereiro, 16h

tnsj_4Macbeth
21 fevereiro a 11 março, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ

“É um punhal que eu vejo à minha frente? E o punho, quer a minha mão? Vá, toma-a.” A imaginação perigosa de “Macbeth” regressa ao palco do São João, depois de uma temporada de sucessivas lotações esgotadas em meados de 2017. Num cenário fantasmático e temperamental – máquina de cortinas que se fecha como um “cubículo de anseios descarados” e se expande como um salão, charneca ou floresta –, desencadeia-se a tragédia desse casal unido por um nome que, ambicionando conquistar e subjugar o futuro, fica cativo do próprio tempo. Ritos maléficos, prenúncios, noites sangrentas, insónias, fantasmas: bem-vindos à mais maligna, enigmática e talvez sublime tragédia de William Shakespeare.

de William Shakespeare | encenação Nuno Carinhas | tradução Daniel Jonas | cenografia e figurinos Nuno Carinhas | dramaturgia Nuno Carinhas, Pedro Sobrado | desenho de luz Nuno Meira | desenho de som Francisco Leal | desenho de lutas Miguel Andrade Gomes | preparação vocal e elocução João Henriques | assistência de encenação Mafalda Lencastre | interpretação Diana Sá, Emília Silvestre, Joana Carvalho, João Cardoso, João Castro, João Reis, Jorge Mota, Paulo Calatré, Paulo Freixinho, Sara Barros Leitão | produção TNSJ | Língua Gestual Portuguesa + Audiodescrição: 11 março, 16h

tnsj_5Serões de Camilo | Recital
16 março, 21h, TNSJ

A 16 de março de 2018 cumpre-se o 193.º aniversário do nascimento de Camilo Castelo Branco, “mestre da língua” e “supremo romancista do doido amor”, nas palavras de Teixeira de Pascoaes. A soprano Sara Braga Simões – foi a percetora de “The Turn of the Screw”, ópera de Benjamin Britten que Ricardo Pais encenou em 2001 – e o pianista Rui Martins prestam homenagem ao escritor oitocentista, nascido em 1825, tomando como ponto de partida os livros que ele leu e a música que ele ouviu. Na primeira parte, revisitam-se palavras de Almeida Garrett, Lamartine, Victor Hugo e Lord Byron musicadas por, entre outros, Lopes-Graça, Bizet ou Liszt. Depois, somos convidados a escutar árias de Verdi (Rigoletto), Bellini (I Puritani, La Sonnambula) e Rossini (O Barbeiro de Sevilha). Óperas que Camilo viu e ouviu repetidas vezes no Real Teatro de São João (1789-1908), lugar onde inaugurou, com o seu famoso e infame cornetim de lata, um novo tipo de pateada, na contenda que em 1849 opôs os partidários de Clara Belloni e os defensores de Adèle Dabedeille, duas primas-donas de então…

com Sara Braga Simões (soprano), Rui Martins (piano) | colaboração TNSJ

tnsj_6Nathan, O Sábio
22 a 25 março, quinta e sexta 21h | sábado 19h | domingo 16h, TNSJ

Da Companhia de Teatro de Almada – e pela mão de Rodrigo Francisco – chega-nos um clássico da dramaturgia mundial nunca antes produzido no nosso país:
“Nathan, O Sábio” (1779), de G.E. Lessing, principal representante do pensamento e da literatura das Luzes na Alemanha, foi escrito na sequência de uma violenta polémica que envolveu representantes das várias correntes do cristianismo. Mas “Nathan, O Sábio” expande o problema religioso para lá das fronteiras do mundo cristão. Lessing opta por projetar a ação contra o pano de fundo histórico da Terceira Cruzada, no final do séc. XII, numa Jerusalém acabada de conquistar pelo muçulmano Saladino. Recha, filha adotiva do judeu Nathan, e um cavaleiro cristão condenado à morte revelam-se irmãos, ambos filhos do muçulmano Assad, irmão mais novo do sultão. A célebre parábola dos três anéis, extraída do Decameron, que Nathan partilha com Saladino vem aprofundar a dimensão alegórica da peça de Lessing, que aponta para a origem comum das três religiões abraâmicas: judaísmo, cristianismo e islão. Classificada por Goethe como “uma das mais altas criações da humanidade”, “Nathan, O Sábio” é o sonho que o teatro oferece ao mundo de uma existência coletiva fundada nos valores da tolerância e da fraternidade.

de Gotthold Ephraim Lessing | encenação Rodrigo Francisco | tradução Yvette K. Centeno | cenografia Pedro Calapez | figurinos António Lagarto | desenho de luz Guilherme Frazão | desenho de som Miguel Laureano | interpretação André Gomes, André Pardal, Guilherme Filipe, João Farraia, João Tempera, Leonor Alecrim, Luís Vicente, Maria Rueff, Tânia Guerreiro | produção Companhia de Teatro de Almada | Língua Gestual Portuguesa: 25 março, 16h

Teatro Nacional São João (TNSJ)
Pr. da Batalha · 4000-102 Porto
Telf: 22 340 19 00 · Fax 22 208 83 03
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