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Otelo, 28 set a 13 out, TNSJ

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Otelo

28 setembro a 13 outubro, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ

Ele conquista a nossa simpatia de um modo mais imediato do que qualquer outro herói de William Shakespeare, mas alguém notou que existe um inferno (“hell”) em Othello. Mas só existe Otelo – o nobre e destemido guerreiro, o “estranho forasteiro / de aqui e toda a parte” – porque existe Iago, o profeta do ressentimento e da desordem, e porque existe a bela Desdémona, palavra shakespeariana que significa “amor”. A peça começa e termina numa escuridão que é perfurada pela luz e avança, imparável, por entre as sombras de Veneza e Chipre, geografias da ordem e do caos, mergulhadas ou rodeadas de água, elemento que conduz, transporta, reflete, espelha, distorce. ”Otelo” perdura na nossa memória e imaginação porque é a tragédia por excelência da diferença e da alteridade, da dúvida e da vulnerabilidade, do ciúme e da traição. Mas é também a tragédia da linguagem, essa encantatória “música de Otelo” que é aqui reinterpretada pelo poeta Daniel Jonas.

de William Shakespeare | tradução e versão cénica Daniel Jonas | encenação, cenografia e figurinos Nuno Carinhas | desenho de luz Nuno Meira | desenho de som Francisco Leal | assistência de encenação Sara Barros Leitão | interpretação António Durães, Diana Sá, Dinarte Branco, Joana Carvalho, João Cardoso, Jorge Mota, Maria João Pinho, Paulo Freixinho, Pedro Almendra, Pedro Frias | produção TNSJ | Língua Gestual Portuguesa + Audiodescrição: 7 outubro, 16h | Conversa pós-espetáculo: 5 outubro

tnsj_2Teatro

18 a 28 outubro, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ

Em 2012, numa sala de ensaios do Teatro de Arte de Moscovo, Pascal Rambert encontrou uma atriz com quase oitenta anos, a quem pediu que refizesse uma cena, para ela memorável, de “A Gaivota” de Tchékhov: “Ela esperou um segundo de olhos fechados e refez a cena, sessenta anos depois de a ter representado. Tudo estava lá. No seu corpo. Na sua voz. Toda a história do teatro estava ali. E foi nesse preciso momento que nasceu “Teatro”. Uma peça onde cabe todo o amor pelo teatro. Rambert gosta de escrever a partir da memória e do corpo e da voz dos atores. “É aí que vive a emoção”, reconhece.

texto, encenação e espaço cénico Pascal Rambert | apoio ao elenco infantil Sandra Pereira | tradução e apoio à dramaturgia Joana Frazão | interpretação Beatriz Batarda, Cirila Bossuet, João Grosso, Lúcia Maria, Rui Mendes | elenco infantil (Porto) Maria Abreu, Matilde Simão | produção Teatro Nacional D. Maria II | Língua Gestual Portuguesa: 28 outubro, 16h

tnsj_3Do Alto da Ponte

8 a 25 novembro, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ

No centro de “Do Alto da Ponte” vamos encontrar Eddie Carbone, um estivador que trabalha nas docas entre a Ponte de Brooklyn e o pontão onde começa o mar. Na peça, alguém descreve este lugar como “a garganta de Nova Iorque que engole a tonelagem do mundo”. Uma imagem ameaçadora que enquadra e escurece este drama passional que Arthur Miller escreveu nos anos cinquenta, a era da “ameaça vermelha”, da “caça às bruxas”, os anos infames do Macarthismo. “Do Alto da Ponte” fala-nos disso: de medo, traição, delação, imigração ilegal, escolhas difíceis. Mas Jorge Silva Melo recupera esta peça para nos falar dos dias de hoje: “Sem receios, sem dogmas. Cruamente, como Miller nos convida.”

de Arthur Miller | tradução Ana Raquel Fernandes, Rui Pina Coelho | encenação Jorge Silva Melo | cenografia e figurinos Rita Lopes Alves | desenho de luz Pedro Domingos | desenho de som André Pires | produção executiva João Meireles | assistência de encenação Nuno Gonçalo Rodrigues, Inês Pereira | com Américo Silva, Joana Bárcia, Vânia Rodrigues, António Simão, Bruno Vicente, André Loubet, Tiago Matias, Hugo Tourita, Gonçalo Carvalho, João Estima, Hélder Braz, Inês Pereira/Sara Inês Gigante, Romeu Vala, Miguel Galamba | coprodução Artistas Unidos, Teatro Viriato, São Luiz Teatro Municipal, TNSJ

tnsj_4Comer a Língua

27 novembro a 1 dezembro, terça a sexta 10h + 15h | sábado 11h + 15h, TNSJ

Andam por aqui muitas palavras à solta. Brincam-se e puxam-se umas às outras, porque “certas palavras estão grávidas de outras tantas palavras” e neste corrupio oferecem-se à reinvenção de quem as ouve e vê, imaginando-as. Criado pelo Teatro do Frio a convite do Serviço Educativo de Guimarães 2012, “Comer a Língua” é um espetáculo dirigido a crianças a partir dos 6 anos mas que na verdade se destina a todos os públicos, miúdos e graúdos, porque acredita na imaginação de todos os experimentadores sem idade. Num palco onde cabe uma língua que não cabe dentro da boca, a atriz Susana Madeira dobra e desdobra as vozes de onze poemas com sentidos diversos e divertidos. Uma língua para ouvir, cheirar, comer e chorar por mais.

texto Regina Guimarães | direção artística e encenação Catarina Lacerda | direção plástica Ana Guedes | direção musical Jorge Queijo | direção de produção Inês Gregório/Pé de Cabra, Lda. | interpretação Susana Madeira | coprodução Teatro do Frio, Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, Maria Matos Teatro Municipal

tnsj_5Verdade ou Consequência

6 a 16 dezembro, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ

O Teatro Experimental do Porto tem estado vivamente ocupado com o longo texto tripartido da “Trilogia da Juventude”, um olhar crítico das “juventudes inquietas” dos últimos cinquenta anos do século passado em Portugal. “Verdade ou Consequência”, com direção artística de Gonçalo Amorim, finca agora os pés no século XXI, olha para o futuro e para as repercussões da Quarta Revolução Industrial já em curso, examinando os temas que enformam as grandes transformações sociais e políticas por vir: “As migrações populacionais, as alterações climáticas, o redesenho das relações laborais, o esvaziamento da força laboral, a fluidez do tempo livre.” “Verdade ou Consequência” interroga-nos sobre as transformações no modo como nos relacionamos, uns com os outros, com a natureza e com o mundo. Que escolhas fazemos? Que jogo jogamos nós afinal?

direção artística Gonçalo Amorim | dramaturgia, pesquisa e criação Catarina Barros, Gonçalo Amorim, Marta Bernardes, Rui Pina Coelho | criação André Perrota, Cárin Geada, Jonathan Saldanha, Jorge Quintela, Paulo Mota, Pedro Serrano, Tânia Dinis | assistência à criação Patrícia Gonçalves | coprodução Teatro Experimental do Porto, TNSJ

tnsj_6Veneza e os Limites da Moralidade

20 dezembro, 21h, TNSJ

“Veneza e os Limites da Moralidade” abre uma janela com vista para a música e para a sociedade do Renascimento italiano. Uma viagem conduzida pel’Os Músicos do Tejo, grupo de música antiga que tem como diretores artísticos Marcos Magalhães e Marta Araújo, aqui na companhia da atriz Luísa Cruz, a narradora de serviço. Época de uma imaginação conflituosa – moralidade e livre-arbítrio, religião e sensualidade, tradição e subversão de modelos –, o Renascimento encontrou na cidade de Veneza, a Sereníssima, o lugar de excelência para acolher e amplificar todas as liberdades e libertinagens. O concerto coloca em relação madrigais e outras peças para voz de compositores como Claudio Monteverdi, Orlando di Lasso, Alessandro Stradella, Cipriano de Rore, e a leitura dramatizada de textos originais da época: da lucidez de uma freira que denuncia a tirania do pai e a desprezível inferioridade dos homens (La semplicità ingannata, de Arcangela Tarabotti), passando pela lassidão de costumes de La retorica delle puttane, de Ferrante Pallavicino, até ao pornográfico e escandaloso L’Alcibiade fanciullo a scola, de Antonio Rocco.

direção Marcos Magalhães, Marta Araújo | tradução dos textos Pedro Braga Falcão | cravo e direção musical Marcos Magalhães | com Clint van der Linde (alto), Arthur Filemon (alto), Carlos Monteiro (tenor), Frederico Projecto (tenor), Tiago Mota (baixo), Juan Carlos de Mulder (tiorba), Marta Araújo (cravo), Luísa Cruz (narradora) | produção Os Músicos do Tejo

Teatro Nacional São João (TNSJ)

Pr. da Batalha · 4000-102 Porto

Telf: 22 340 19 00 · Fax 22 208 83 03

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