Clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção no Fórum do Futuro

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forum_futuroCom um orçamento de 155 mil euros, clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção são alguns dos temas da quarta edição do Fórum do Futuro, que se realiza de 5 a 11 de novembro, no Porto.

“Esta edição tem mais sessões (26), mais convidados internacionais (32), de 14 países, e faz um esforço suplementar para se internacionalizar. O orçamento deste ano são 155 mil euros, mais dez mil euros do que em 2016”, revelou esta quarta-feira o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, na conferência de imprensa de apresentação do novo fórum, cujo tema é “Terra Elétrica”.

“Com esta edição quisemos explorar as várias possibilidades de reflexão crítica sobre o impacto da ação humana na natureza. Será uma vasta conferência sobre clima, violência, sexualidade, tecnologia e extinção”, afirmou Guilherme Blanc, adjunto de Rui Moreira para a Cultura.

O fórum: destaques
A abertura do Fórum está a cargo do sociólogo Richard Sennett (dia 5, 16h, Teatro Rivoli) e o encerramento cabe a Steven Pinker (dia 11, 21h30, Rivoli), professor catedrático de Psicologia da Universidade de Harvard, que vai refletir sobre quais das mudanças históricas que reduziram a violência no passado terão consequências no futuro, seguindo-se, às 23h30, um concerto dos Flamingods.
Ainda no dia 5, Alexandra Duvekot, que começou a investigar o som das plantas em 2012, apresenta "A Orquestra das Plantas" (“The Plant Orchestra”), uma composição musical em interação com plantas doentes e uma apresentação sobre a possibilidade de comunicação entre o homem e as plantas.
No dia 6, Elizabeth Hadly explica no Rivoli por que motivo considera que a humanidade tem de mudar se não quiser entrar em extinção.
O tema volta a estar em debate no dia 10 (19h, Galeria da Biodiversidade, Jardim Botânico), com Les U. Knight, para quem a extinção humana voluntária é a nova esperança para o planeta e para a humanidade.
O arquiteto Sou Fujimoto (dia 6, 16h, Rivoli), o músico Genesis Breyer P – Orridge (dia 6, 19h, Palácio do Bolhão), o artista argentino Tomás Saraceno (dia 8, 19h, Museu de Serralves) e o arquiteto africano Francis Kéré (dia 8, 21h30, Rivoli) são mais alguns destaques da programação.
Na Casa da Música, o dia 7 é dedicado à “Música Elétrica”, a partir das 18h, com a participação de Karsten Witt, Lowrens Langevoort e Simon Reinink.
“Repensar o Antropoceno” - termo usado por alguns cientistas para descrever o período mais recente na história do Planeta Terra - é o mote para o debate entre a filósofa Denise Ferreira da Silva e a artista Ursula Biemann, com a moderação do coletivo Pipi Colonial.
Também no dia 7, às 19h, Nelly Ben Hayoun, que se apresenta como "designer de experiências" e que criou com a NASA uma Orquestra do Espaço, defende, no Coliseu do Porto, a importância de desafiar a realidade e a convicção de que a condição humana pode prevalecer sobre a tecnologia.
No dia 8 inicia, no quinto piso do Teatro Rivoli, a performance Club Ecosex, uma proposta dos Pony Express descrita como “uma descoberta, um momento de ultrapassagem de inibições e uma forma de alargar os limites da sexualidade, da curiosidade e da interação entre pessoas e o meio ambiente”.
A entrada nas sessões é gratuita mediante levantamento de bilhete (2 por pessoa -  disponíveis no local da sessão, no próprio dia, a partir da hora de abertura da bilheteira).
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