Desemprego no Norte abaixo dos 200 mil pela primeira vez desde 2009

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centro_emprego3O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, considerou como um marco “simbólico importante" o facto do Norte de Portugal ter conseguido baixar a barreira psicológica dos 200 mil desempregados no mês de março, algo que não acontecia desde 2009.

Segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número total de desempregados registados em março recuou 3,3%, em comparação com o mês anterior, o que representa menos 16.155 pessoas.
Na região Norte, o desemprego ficou abaixo dos 200 mil desempregados pela primeira vez nos últimos oito anos, com um total de 196 mil desempregados e depois de ter estado acima dos 300 mil em 2013.
"Agora foi a vez de o Norte baixar também a barreira psicológica dos 200 mil desempregados [em março] que era algo que desde 2009 que não se registava em termos de inscrições nos Centros de Emprego e, portanto, são dados animadores", declarou Miguel Cabrita à agência Lusa, à margem de uma visita à empresa Salvador Caetano, em Vila Nova de Gaia, considerando o facto como um marco "simbólico importante".
O secretário de Estado do Emprego classificou os dados nacionais hoje conhecidos como “muito animadores”.
“Do ponto de vista nacional, os dados são muito animadores e no fundo confirmam aquela que é a tendência que temos vindo a registar nos últimos meses. Tivemos uma redução de cerca de 18% em relação a 2016, portanto temos 470 mil desempregados a nível nacional. É a maior redução homóloga desde que há registo, o que mostra bem o ano que, felizmente, tivemos do ponto de vista de evolução do emprego muito positivo e que é uma tendência que esperamos que possa vir a acentuar-se”, afirmou.
Miguel Cabrita destacou ainda a redução “ainda mais acentuada” no desemprego jovem.
“Estes 18% de redução homóloga, se olharmos para os jovens são ainda mais acentuados. É uma redução de 24% de desemprego jovem que temos ainda em Portugal, o que nos anima também para o resto do ano e para o próprio percurso que estamos a fazer”.
O crescimento económico e a expectativa nos agentes económicos e nas famílias de que "a situação do país está a melhorar e vai continuar a melhorar” foram as causas apontadas por Miguel Cabrita para a recuperação do desemprego no passado mês de março.
No entanto, o responsável admitiu que mesmo com “a recuperação do emprego”, Portugal ainda tem “várias centenas de milhares de postos de trabalho a menos do que antes da crise”.
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