A Verdade Inconveniente de Al Gore no Porto Post Doc

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gore_2Na passada quinta-feira, 30 de novembro, a VIVA! assistiu à estreia do documentário de Al Gore “Uma Sequela Inconveniente: A Verdade ao Poder”. Tratou-se de um verdadeiro convite à reflexão perante um tema que nos afeta diariamente: as alterações climáticas.

As alterações climáticas deixaram de ser uma mera projeção para o futuro e transformaram as nossas vidas. Em 2006, “Uma Verdade Inconveniente”, documentário premiado pelos Óscares, “acordou” o mundo para o problema e trouxe a Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, o Prémio Nobel da Paz. Uma década depois, a sequela apresenta-nos a nova realidade climática.
O filme/documentário "Uma Sequela Inconveniente: A Verdade ao Poder" estreou no Porto esta quinta-feira no Grande Auditório do Rivoli, integrado no festival de cinema Porto/Post/Doc.
Trata-se de um filme mais esperançoso em comparação com “Uma Verdade Inconveniente”, de 2006. O objetivo, e mensagem do filme, passa por cada um de nós fazer mais e melhor.
Momentos antes do filme começar, destaque para a intervenção de João Matos Fernandes, ministro do Ambiente.
“Al Gore é um líder inspirador. A Terra está à procura de equilíbrio. O clima mexe com as nossas vidas”, refere.
terraE avisa: “Somos nós que temos de resolver o problema. O nosso comportamento tem de mudar. É a nossa responsabilidade”, vinca.
Portugal, por sua vez, tem que “trabalhar para a neutralidade carbónica. Cumprir Paris é obrigação de todos os cidadãos e organizações”, remata o ministro do Ambiente.

O documentário: breves considerações
Há uma urgência do tema das alterações climáticas, sendo basilar a intervenção sem tempo a perder.
Temos que aceitar a verdade, por mais inconveniente que seja. Cabe ao homem agir sem hesitações, pois a mudança começa na nossa própria acção.
Documentário informativo, bem contextualizado, talvez perca por estar demasiadamente centralizado em Al Gore e na sua ação e luta individual. Apesar de não ser intencional, pode-se confundir negativamente e erroneamente conceitos como campanha e ideais.

O debate
Após o visionamento do filme seguiu-se uma mesa redonda com a participação de Alexandre Quintanilha, presidente da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República; Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e vereador da Inovação e Ambiente; Paula Sequeiros, Coletivo Clima; Paulo Magalhães, Casa Comum da Humanidade/Zero e Sara Silva, Cidade+, como moderadora.
gore_7Paula Sequeiros olha com inquietude para o documentário de Al Gore. “Tanto tempo dedicado a uma pessoa”, diz.
“Onde estará a saída para esta crise?”, a certo ponto se questiona.
E continua: “O relógio está a contar para trás. As decisões têm de ser corajosas. A história das alterações climáticas é sempre mal contada. A tal Verdade Inconveniente”, refere.
Alexandre Quintanilha, por sua vez, destaca que as alterações climáticas são a nossa “vulnerabilidade. Tudo muito focado ao de leve no filme”.
“Muitas doenças infeciosas estão a começar a voltar. Deve-se enfatizar a necessidade de conhecimento robusto do que se está a passar”.
Para Filipe Araújo, “ver tanta gente aqui subiu completamente as minhas expetativas. Sou um eterno otimista”, afiança.
O vice-presidente da Câmara Municipal do Porto aproveitou para relembrar a aposta do município numa “frota verde”. A Câmara do Porto decidiu adjudicar o contrato de aluguer de veículos automóveis ligeiros elétricos e híbridos plug-in. De relembrar que a medida enquadra-se na Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas e no Plano de Melhoria da Qualidade do Ar para os Óxidos de Azoto. Assim, com as novas viaturas, o Município persegue o objetivo de alcançar a meta de emissões zero em toda a sua frota automóvel.
“Temos cada vez mais condições para mudar”. Mas avisa: “Nem tudo vai correr ao ritmo que queremos. Mas temos de ter mente aberta sem fundamentalismos”, remata.
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