Color Run Matosinhos

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color_run1Em contagem decrescente para uma explosão de cor

O cronómetro fica em casa para dar lugar aos sorrisos. A correr, a caminhar, a dançar ou até a rastejar, o que importa mesmo é concluir os cinco quilómetros de prova com o corpo vestido de cor. A poucas horas da “Color Run”, iniciativa que nasceu nos Estados Unidos, está tudo a postos em Matosinhos para a receção dos cerca de 12 mil participantes que não quiseram perder aqueles que são considerados “os cinco quilómetros mais felizes do planeta”. Em estreia absoluta na Europa, a corrida partirá de Matosinhos no próximo domingo, mas promete colorir outras cidades portuguesas como Coimbra, Lisboa, Braga e Algarve.

Os participantes, de todas as idades, apenas têm de vestir uma t-shirt branca no início da prova e aventurar-se por uma das três pistas que compõem o percurso colorido. As inscrições esgotaram em apenas um mês, sem surpresa para a organização. “Não me surpreendeu. Nos Estados Unidos também acontece, só não sei se com tanta rapidez”, afirmou Jorge Azevedo, organizador da iniciativa. A “Color Run” vai, assim, chegar a território português nos mesmos moldes em que é organizada no seu país de origem. “A prova não é cronometrada, aliás, costumo dizer que a parte desportiva deste evento representa apenas um terço do que é a festa”, acrescentou o responsável, garantindo tratar-se de “muito mais do que uma corrida”.

color_run2Um brinde de cor a cada quilómetro

Tal como ilustra a organização, os color runners partem para os cinco quilómetros “como um imaculado livro branco”, terminando a prova “como se tivessem caído no caldeirão das cores do arco-íris”. Cada quilómetro da corrida está associado a um tom: amarelo, cor-de-rosa, laranja e azul. À medida que os participantes completam os sucessivos quilómetros atingem as chamadas “Color Zones” [Zonas de Cor], onde são pulverizados com a respetiva cor por voluntários, patrocinadores e colaboradores do evento. E mesmo que, ao longo do percurso, os borrifos coloridos não atinjam completamente a indumentária dos corredores, no final, haverá uma “explosão” – o “Color Blast” – em que todos podem lançar o seu saquinho de cor para o ar, em clima de festa.

Além do referido saco colorido, o kit da “Color Run” inclui a t-shirt branca do evento, com a qual os participantes têm de efetuar a prova, uma pulseira de identificação, um dorsal numerado, uma fita e uma tatuagem. O percurso será feito da Praça Guilhermina Suggia para a Avenida Comércio de Leixões – ponte nova (IC1/A28) – Quinta da Conceição – Ponte Móvel de Leixões – Rua Álvaro Castelões – Câmara Municipal de Matosinhos – Avenida D. Afonso Henriques, terminando de novo na Praça Guilhermina Suggia. De acordo com Jorge Azevedo, a recomendação é apenas uma: que todos os participantes “levem um grande sorriso no rosto” para que consigam desfrutar a 100% desta festa da cor.

color_run3Com o kit colorido já à mão, Elsa Carvalho é uma das 12 mil color runners que recusou perder a oportunidade de participar no primeiro evento do género em solo europeu. “Nunca tinha ouvido falar da ‘Color Run’ até ver nos meios de comunicação nacionais que seria realizada cá e que se tratava da primeira corrida do género na Europa”, confessou, acrescentando ter ficado “imediatamente rendida ao conceito”. “Acho que a ideia de associar a atividade física ao divertimento é um ótimo incentivo, assim como a possibilidade de integrar equipas e poder passar um dia totalmente diferente em família, ou com amigos”, afirmou, em declarações à Viva.

Também Pedro Andrade não quis deixar de “fazer história”. Teve conhecimento da prova numa conversa com amigos e percebeu que o evento “já faz as delícias de muitas pessoas um pouco por todo o mundo”. Efetuar a inscrição foi o passo seguinte. “E não fui o único já que os bilhetes estão esgotados há bastante tempo”, constatou. Os dois jovens vão integrar a equipa “Mas Que Pinta!”, fruto de uma brincadeira dos tempos da faculdade. “É uma longa história que vem desde que andávamos na faculdade e tínhamos um blogue com esse nome. Entretanto, o blog acabou, a faculdade também já faz parte do passado mas achámos que, sendo esta uma corrida colorida, nada seria mais apropriado do que um nome com pinta”, explicou Elsa Carvalho, com boa disposição.
 
“Nunca mais chega domingo”

color_run4Com a proximidade do “Dia D” da “Color Run”, a ansiedade e a expectativa já se sentem em elevadas doses. “Já olhei para o meu kit com o saco de pó cor de laranja umas vinte vezes só esta semana e mal posso esperar para lhe dar uso. Tenho visto inúmeros vídeos e fotos da corrida noutros países e isso só aumenta a minha expectativa”, reconheceu a participante. Segundo Pedro Andrade, os “Mas Que Pinta!” estão totalmente a postos para uma manhã “repleta de boas vibrações”, durante a qual todos vão querer terminar a prova, “seja a caminhar ou a correr”.

O jovem encarou o adiamento da corrida – inicialmente prevista para o dia 10 de março – como um aspeto positivo. “Essa semana tinha sido bem cinzenta e chuvosa. Fiquei aliviado. Afinal de contas, o objetivo da prova é tornar o dia bem mais colorido e alegre para todos os participantes. Com chuva o objetivo do evento desvanece-se”, salientou, numa altura em que os 12 mil color runners fazem figas para que as previsões meteorológicas de sol sejam certeiras.

color_run5Para os participantes, além de um momento de diversão, o evento servirá também para escapar à crise nesta fase de debilidade que Portugal atravessa. “Acho que todos precisamos de dar um bocadinho de cor à nossa vida. Os dias são cinzentos, o stress com o trabalho ou a falta dele é cada vez maior e acho que precisamos de nos lembrar que há motivos para nos divertirmos”, defendeu Elsa Carvalho. Os benefícios da prova para Matosinhos e toda a região do Porto são, segundo Pedro Andrade, fundamentais. “É uma excelente forma de darem a conhecer a região e tudo o que o Porto tem para oferecer aos turistas”, destacou, revelando que tenciona marcar presença em edições futuras. Aliás, continuar a transformar os portugueses em color runners é um dos objetivos da organização. “Este será um ano de aprendizagem e vamos querer continuar a crescer e a levar a prova a outras cidades”, informou Jorge Azevedo, assumindo o desafio de conquistar cada vez mais adeptos deste mundo das explosões de cor.

Texto: Mariana Albuquerque  |  Fotos: The Color Run
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