Feira do Livro do Porto 2017

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feira_livro2A Feira do Livro do Porto deste ano inclui debates, sessões de ‘spoken-word’, música e teatro. O evento realiza-se de 1 a 17 de setembro nos jardins do Palácio de Cristal.  

A programação cultural, anunciada pela Câmara do Porto, que organiza o certame, inclui ainda um ciclo de cinema, exposições, várias oficinas e atividades para crianças, que decorrem nos próprios jardins e na Biblioteca Almeida Garrett, entre outros espaços.
Entre os convidados internacionais, destaque para o escritor francês Laurent Binet, numa sessão de debate, em 16 de setembro, intitulada “O que pode a língua?” e moderada por Ana Sousa Dias, sobre “realidade e ficção, e sobre a linguagem como instrumento de transformação do Homem e do mundo”.
O autor, que em 2010 ganhou o prémio Gouncourt com o romance “HHhH”, sobre o assassinato do dirigente nazi Reinhard Heydrich, editou em 2016 “A Sétima Fundação da Linguagem”, uma “reinvenção” da morte de Roland Barthes.
No dia 3 de setembro, primeiro domingo do certame, é a sul-coreana Han Kang, que em 2016 venceu o Man Booker International por “A Vegetariana”, que estará presente num debate sobre “A solidão do Oriente”, sobre “a situação da mulher numa sociedade conservadora, como é a coreana, a solidão e a loucura”.
Por seu lado, o autor Teju Cole, de dupla nacionalidade nigeriana e norte-americana, conversa a 10 de setembro com Isabel Lucas sobre os “caminhos da nova literatura africana”, enquanto a escritora e tradutora brasileira Tatiana Salem Levy e a portuguesa Dulce Maria Cardoso discutem, um dia antes, se "a literatura pode salvar o mundo", num debate moderado por Raquel Marinho.

Outras atividades
feira_livroA 16 de setembro, o evento recebe um colóquio sobre o trabalho de Óscar Lopes (1917-2013), antigo diretor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que se destacou como linguista, crítico e historiador literário, com a participação de Artur Santos Silva, Carlos Magno, Isabel Margarida Duarte, José Luís Borges Coelho, José Manuel Mendes, José Pacheco Pereira e Viriato Pina Moura, com moderação de Isabel Pires de Lima.
O texto “Comunidade”, de Luiz Pacheco, um registo “íntimo e autobiográfico” que serve de “testemunho dos anos de privação do escritor, polemista e editor (1925-2008)”, será levado ao palco por Maria Duarte, Gonçalo Ferreira de Almeida e João Rodrigues, a 16 e 17 de setembro.
Nas sessões de ‘spoken-word’destaque para Marta Hugon (voz) e Filipe Raposo (piano) que lembram Clarice Lispector, nos 40 anos da morte da escritora brasileira, a partir de uma seleção de textos de Carlos Mendes de Sousa, no dia 9 de setembro.
Na música, o jazz é o género dominante, nos finais de tarde dos fins de semana, com atuações de Eduardo Cardinho Quinteto, Renato Dias Trio, Impermanence, Pedro Neves Trio e Rui Filipe Freitas Sexteto, além dos blues dos Soaked Lamb.

O mote
sophiaA Feira do Livro do Porto vai ser dedicada a Sophia de Mello Breyner, cabendo ao filho da escritora Miguel Sousa Tavares abrir o ciclo de debates no dia 2 de setembro, com Ana Luísa Amaral e Frederico Lourenço, depois de uma cerimónia de homenagem na avenida das Tílias.
Antes, no dia 1, será inaugurada uma exposição, patente até 12 de novembro na Galeria Municipal, sobre a obra de Sophia, bem como os quatro elementos da Natureza nela presentes, com quatro curadores – Pedro Faro (fogo), Eduarda Neves (terra), Nuno Faria (ar) e Ana Luísa Amaral (água).

As oficinas
A programação inclui ainda várias oficinas de escrita e ilustração, para crianças e adultos, espetáculos infantis, sessões de leitura e um ciclo de cinema, programado em parceria com a Medeia Filmes.

laurent_binetInternacionalização e maturidade são “fatores distintivos” na Feira do Livro do Porto
A Feira do Livro do Porto de 2017 tem a internacionalização e a maturidade da programação como “fatores distintivos”, explicou a Câmara do Porto.
Em entrevista à Lusa, o adjunto do presidente da Câmara Municipal do Porto para a Cultura, Guilherme Blanc, destacou a aposta em três autores internacionais convidados para participar nas sessões de debates, bem como a maturidade da programação cultural do evento, que mantém os eixos programáticos das edições anteriores, como destaques da quarta edição do evento organizado a cargo da autarquia.
“A questão da internacionalização, com três autores fulgurantes internacionais de diferentes geografias, literárias e culturais, é um fator distintivo da feira este ano”, apontou Guilherme Blanc.
Em jeito de balanço das três edições da Feira do Livro até agora organizadas pela autarquia, Guilherme Blanc considerou que o espaço é o mais apropriado e isso deu origem a um “resultado imediato”, em que “se percebeu que a cidade queria” o evento.
De realçar que o programa cultural “tem vindo a maturar e a crescer”, com o projeto a sedimentar-se “no terceiro ano, em que a forma programática estava sólida”, com níveis de público a aumentar e “um nível de qualidade interessante”, sendo que “neste quarto ano era preciso crescer um pouco”, razão que justifica a “dimensão internacional do programa, depois de confirmada a estabilidade e qualidade”.
Uma das reflexões que levaram a mudanças na quarta edição ocorreu sobre a programação infantil, que “estava um pouco sobredimensionada”, pelo que a estratégia foi redefinida para incluir “mais performances, espetáculos e oficinas” e menos eventos “com inscrição prévia, mais rígidos”.
Embora seja difícil prever se o número de visitantes vai aumentar, depois de o município ter anunciado 250 mil em 2016, um valor recorde, Blanc considera que “as pessoas estão mais sensíveis à Feira do Livro e ao espaço onde acontece”, além do aumento do nível do programa, pelo que os números podem aumentar.
Quanto ao recinto, este apresenta potencial de crescimento, embora o ambiente do evento tenha de ser preservado face a “um eventual crescimento da feira, onde esse fator será tido em conta”, até pelo “casamento interessante” entre “o lado romântico da literatura no Porto e os jardins românticos”.
Esta, refira-se, será a quarta vez que o evento é organizado pela Câmara do Porto, que apontou a mesma configuração e número de pavilhões de 2016 – 131 –, depois de no ano passado ter batido um recorde de visitantes: mais de 250 mil visitas, segundo os números revelados pelo município.
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