Museu Nacional Soares dos Reis

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mnsr_2O dinamismo da Rua Nova dos Mercadores em exposição

A exposição “A Cidade Global - Lisboa no Renascimento”, que pode ser vista no Museu Nacional Soares dos Reis, tem deliciosas curiosidades sobre este rico e diversificado contexto cultural, social e económico em Portugal. Apresse-se, pois só tem a oportunidade de contemplar estas relíquias até 27 de agosto!

Falta o quadro principal, mas tal não impediu (e ainda bem!) que o projeto de exposição avançasse. O ponto de partida é um quadro que representa a Rua Nova dos Mercadores em Lisboa, que se revela uma crítica social à época, em que a escravatura imperava. O resto é história, contada por Maria Palmira, licenciada em filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1975). Nesta visita em que a VIVA! mergulhou também participaram membros da ASP, Associação Portuguesa de Profissionais de Secretariado e Assessoria.
mnsr_1Consta que um aristocrata inglês achou o quadro muito curioso, adquirindo-o. No entanto, devido ao seu comprimento (dois metros) dividiu a partitura a meio. Havia a dúvida de qual cidade seria. Constatou-se, num estudo desenvolvido no século XXI (2009/2013), que era Lisboa. A exposição, refira-se, é baseada no livro editado no Reino Unido “The Global City – on the streets of the renaissance Lisbon”, da autoria conjunta de Annemarie Jordan Gschwend  e de Kate lowe .
O quadro apresentava as relações comerciais da época, com uma grande quantidade de negros. Desconhece-se o autor desta obra, crítica quanto baste à sociedade da época, a Lisboa Renascentista.
A mostra dedicada à Lisboa Renascentista reúne cerca de 200 peças, de pintura, escultura e artes decorativas, a documentos originais de época e testemunhos de um tempo que chegam a incluir animais embalsamados, de outros continentes, revelados com os Descobrimentos.
Pintura, astrolábios, livros, porcelanas, caixas decoradas com madrepérola, rosários, tapeçarias, azulejos e mobiliário são algumas das peças que podem ser vistas nesta exposição, que inclui igualmente uma reconstituição possível da casa de Simão de Melo de Magalhães, capitão de Malaca, morador da Rua Nova dos Mercadores,
Na exposição podemos, então, contemplar peças da China, Japão, com influência portuguesa, até à moda das encomendas nos países do oriente.
mnsr_4China, Índia e Japão são as grandes escolhas, com objetos de luxo que eram usados e ostentados nas casas ricas, desde os tecidos orientais às madeiras brasileiras, pintura, astrolábios, livros, animais empalhados, porcelanas, tudo nos lembra que se tratou de uma época de descobertas, que podem ser observadas nesta exposição.
A exposição, sita no icónico Museu Nacional Soares dos Reis até 27 de agosto, traz-nos um olhar sobre o trânsito e as trocas geradas pelos descobrimentos.
Constituiu-se, assim - com o acompanhamento científico de Henrique Leitão, Prémio Pessoa 2014, e Hugo Miguel Crespo -, o guião sobre a reconstituição imaginária de uma das ruas mais importantes da cidade no século XVI: a Rua Nova dos Mercadores, uma das principais artérias comerciais da Europa de então, que se situava na baixa lisboeta, totalmente destruída pelo terramoto de 1755 e que surgia como a grande praça financeira da Europa, marcada pela intensa importação e comercialização de mercadoria.
mnsr_6De referir ainda que a exposição é ilustrada com a pintura da Praça do Chafariz d’ El Rei, uma das raras vistas de Lisboa da época.
Há riquezas também na tapeçaria que demonstram grande imaginação. Tivemos a oportunidade de contemplar a chamada a arte Nanban. De facto, estivemos 95 anos no Japão e isso influenciou a produção cultural. Nós (portugueses) dizíamos como queríamos e este povo oriental concretizava.
É curiosa a decoração geométrica com inspiração árabe. Porcelanas era o que vinha em maior quantidade da China.
Globalmente, havia uma profusão na decoração já a antever o maneirismo e o barroco.
É curioso de referir que havia, por parte dos reis, o culto ao elefante, pois este era um símbolo de poder. D. Manuel I, a título de exemplo, passeava com estes animais.
Acima de tudo, uma perspetiva diferente que nos mostra as novidades que então aportavam á Europa via Lisboa, muitas delas vendidas na icónica Rua Nova dos Mercadores.
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