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A Pérola Negra da rádio

perola_negra_3O Mundo em celebração também passa pelo Porto!

O programa radiofónico Pérola Negra (RUM/Oxigénio) celebra o seu segundo aniversário em abril com duas datas especiais no Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural do Porto e no Lux Frágil nos dias 20 e 24 de abril, respetivamente. Pretexto para o microfone passar para a VIVA!, com o objetivo de conhecer melhor o projeto.

Pérola Negra integra parte da grelha da RUM - Rádio Universitária do Minho das 20h às 22h de todos os domingos, com transmissão em 97.5FM ou através do site rum.pt, e da grelha da Oxigénio, das 23h à 01h, com transmissão em 102.6FM ou através do site oxigenio.fm. Tem como anfitriões Ludovic (Con+ainer Music), Mojo Hannah e Nuno Di Rosso (Connected, Neopop).

É um programa de música onde se procura contextualizar historicamente sonoridades de anos passados, importadas de terras longínquas que vão de pequenas ilhas do Pacífico até às belas costas de Matosinhos.

Nos últimos 24 meses, o Pérola Negra nunca deixou também de convidar a cada quatro semanas algumas das figuras portuguesas e internacionais associadas às artes e à sua divulgação. Exemplos: Joaquim Durães Fua (Lovers & Lollypops), Filipe Ribeiro (BOP), John Player Special, DJ A Boy Named Sue, Melo D (ex-Cool Hipnoise), Paulo Cunha Martins, Keso, Rui Maia (X-Wife), Vinnie Jones (Cooperativa dos Otários), Ângela Polícia, Selvagem, PZ (Meifumado), Edu Matracas, Francisco Coelho, entre outros.

maus_hbitos_prola_negraO programa celebra o seu segundo aniversário em abril com duas datas especiais no Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural do Porto e no Lux Frágil. Mais uma vez, estes eventos servem para angariar fundos para o programa, pois todas as edições são gravadas num estúdio no Porto com material próprio.

Como e quando surgiu a ideia para este programa?

O programa surgiu através de um convite da Rádio Manobras, uma rádio comunitária do Porto.

Dada a natureza do programa, duas emissões em direto foram feitas e depois disso o conceito continuou através do Mixcloud, em mixtapes sem apresentação. Na altura apenas eu (Ludovic) fazia parte do Pérola Negra.

A divulgação da música do mundo inteiro através das décadas sempre fez parte do conceito até hoje e quando apresentei uma proposta de parceria com o Nuno e a Ana, concordamos em continuar com essa mesma missão. Fizemos o convite à RUM para considerar transmitir os nossos programas e a direção decidiu entregar-nos duas horas de emissão ao domingo logo à primeira.

Apesar do nome e o conceito existirem há mais de dois anos, para mim a data oficial do início do projeto é mesmo aquela marcada pela primeira emissão com os três ao comando. Até então éramos apenas conhecidos da vida noturna, onde às vezes partilhávamos cabines, mas ao partilhar as responsabilidades do programa acabamos por criar uma amizade, que se reflete na química que temos nas emissões.

Perola_Negra_12A vossa primeira casa foi a RUM, passando simultaneamente a abraçar a Oxigénio. Como olham para estes progressos?

É uma ótima forma de conseguirmos chegar ao máximo de ouvintes no país em FM e na internet sem perdermos o espírito independente. Tanto a RUM como a Oxigénio são plataformas que nos dão a liberdade que precisamos para sermos genuínos no programa e fazermos alterações ou edições sem permissões ou requerimentos especiais.

Como tem sido o feedback do público relativamente a este projeto?

Tem sido muito bom, sempre em sentido ascendente. Sentimos todos que hoje há mais abertura por parte do público, não só por cá mas por toda a Europa, para ouvir música de várias épocas e de variadas coordenadas e é bom pensar que também contribuímos modestamente para essa abertura.

Porquê Pérola Negra?

Não há grande história para o nome do programa, mas é óbvia a vontade de associar duas coisas: por um lado, o conceito de "Pérola Negra" como música boa que o tempo esqueceu. Por outro, tendo sido o programa criado no Porto, a brincadeira com o nome da mítica bôite.

As vossas influências são certamente bastante ecléticas. É complicado fazer o alinhamento?

São mais do que ecléticas, são esquizofrénicas. É certo que nos focamos mais no passado, mas temos lugar para tudo, basta que nos apeteça. O alinhamento é fácil, porque não existe, é fruto da nossa euforia mental enquanto melómanos, tem vida própria.

Há artistas favoritos, ou considerados obrigatórios?

A única coisa a que nos obrigamos é fazer como nos dá vontade, mesmo que possa não fazer sentido. Temos artistas "repetentes", e cada um de nós se "especializa" mais num ou outro estilo. O Nuno é fã do Prince, o Ludovic é fã de Pink Floyd e eu [Mojo Hannah] sou fã da Rita Lee, mas o objetivo será, também, influenciarmo-nos mutuamente. Será essa concordância que nos mantém juntos e ávidos de mostrar descobertas uns aos outros.

perola_negra_4A gravação é feita no Porto. Como se processa toda essa aventura?

Neste momento estamos a gravar na Dj Factory, mas já passámos pelos estúdios da RUM, em Braga, e pelos estúdios Zumbido. Temos saudades de ir a Braga semanalmente, em comitiva e com farnel bem regado, mas também estamos muito felizes agora na Dj Factory, onde podemos sempre adicionar alguns efeitos tecnológicos e fazer algumas brincadeiras com os sintetizadores.

Algum convidado especialmente marcante?

Como só temos convidados uma vez por mês recordamos momentos especiais com todos, até porque alguns são amigos de longa data, mas o episódio que gravamos na Flur em Lisboa com o Julinho Da Concertina e o Celeste/Mariposa ficou gravado na nossa memória, talvez pela simplicidade e generosidade do Julinho, que nos presenteou com um pequeno concerto e uma imensidão de histórias fascinantes sobre a sua vida de menino em Cabo Verde e a aventura que foi emigrar para o nosso país, onde viu um verde como nunca tinha visto. Foi emocionante ouvir uma lenda falar das concessões que teve de fazer e os sacrifícios vividos por amar a música.

perola_negra_6O que podemos esperar destas duas festas?

Podemos esperar uma extensão do que fazemos habitualmente nos programas, mas numa perspetiva da pista de dança o que obriga a que as canções mais calmas fiquem em casa, para dar lugar aquelas que nos fazem dançar efusivamente. É óbvio que mantemos a matriz de esquizofrenia musical, mas direcionada para nos fazer a todos, porque as nossas festas são uma partilha entre nós que escolhemos a música e as pessoas que a dançam, levitar alegremente durante umas horas, chegando ao fim cansados mas de barriga cheia de música inacreditável vinda dos quatro cantos do planeta.

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