Faixa publicitária

Janeiro

janeiro2Fragmentos em formato canção

Deixou Coimbra ainda adolescente para estudar jazz e musicologia. O resto é a história de sucesso que conhecemos. O álbum “Fragmentos” retrata uma busca a nível musical, onde se pode ouvir um blues ou jazz, mas também pedaços da própria vida de Janeiro, com quem estivemos à conversa. Veja o resultado.

O registo, cantado em português, é composto por 12 temas, abarcando já duas faixas conhecidas do público: “Canção para ti” e (“Sem Título”), esta última que compôs e interpretou na última edição do Festival RTP da Canção a convite de Salvador Sobral.

A paixão pela música começou muito cedo, quando o pai lhe oferece um violino. “Eu fico a olhar e a pensar, ‘eu não quero este instrumento para nada’. Então tento substituir o violino, por uma guitarra (risos). Lá por casa começo a dar uns toques, sempre com vontade de aprender mais. Lembro-me que ainda tentei umas aulas de piano, mas não adiantou nada (risos). Não queria estar nas aulas”.

O mesmo não aconteceu com as aulas de guitarra. “Mas era muito autodidata. Lembro-me de o meu pai me sentar à frente de uma aparelhagem, para ouvir determinados discos, naquelas viagens para o Algarve”.

Entretanto, junta uma banda para fazer canções que tinha, em inglês. “Já adorava o português, mas ainda não tinha despertado para esse registo. Quando decido ir estudar para Lisboa, aos 17 anos, a banda acaba. E aqui surge uma mudança, entre o Hot Clube e as aulas de musicologia. Quando acabo esse curso, lanço o meu primeiro EP. Tudo foi de uma forma natural”, lembra-nos Janeiro.

janeiroAs Janeiro Sessions são outro projeto a considerar. “Funcionam como um porto de abrigo enquanto artista, porque me posso mostrar exatamente como sou. Posso falar sobre instrumentos, sobre a vida… Tive lá, por exemplo, o Salvador Sobral, a Ana Bacalhau ou Tiago Nacarato. É uma espécie de laboratório criativo. Há muito espaço para o improviso”, diz-nos, entusiasmado.

A experiência no Festival RTP foi “bastante positiva”, fruto de um convite de Salvador Sobral, com quem mantém uma relação de amizade “incrível, muito próxima. Preocupamo-nos muito um com o outro e somos muito amigos”.

Quanto ao futuro, ter a longevidade de Rui Veloso ainda é uma meta a seguir. “Essa carreira a longo prazo que é tão complexa hoje em dia. E também ser uma pessoa feliz que consiga abordar a vida de uma forma positiva e tranquila. É este o meu plano enquanto músico”.

Vai passar no Marés Vivas a 22 de julho e “vai ser um concerto com a banda, depois de uma fase de performances a solo. Vou tocar algumas canções do EP e do ‘Fragmentos’”.

Janeiro vai estar ainda, de norte a sul do país, nas FNAC´S: Santa Catarina, dia 29 de junho e Fnac Norte Shopping, dia 1 de julho.

janeiro3Os Fragmentos de Janeiro

O processo de gravação do álbum foi natural, mas “difícil. Sou muito exigente comigo próprio. Foi um processo de dois anos. Tinha muitas canções e o álbum vem um bocadinho na ideia de escolher as 12 canções do registo, que me identificam enquanto artista e pessoa”.

As suas influências, aqui, em Portugal, passam muito pelo Rui Veloso e António Variações. A nível internacional menção, a título de exemplo, para Frank Ocean.

O amor e o desamor são os temas que logo associamos ao jovem músico. “Sim, mas este trabalho, ‘Fragmentos’, é muito autobiográfico. É um disco que, sim, toca no amor, predominantemente. Mas também fala de muitas vivências minhas, fragmentos, em dois sentidos. Fragmentos porque é um trabalho em que eu falo de pedaços da minha vida. Por outro lado, também fragmentos porque é um trabalho em si, para mim desfragmentado em género musical”, explica.

Em entrevista ao Observador referiu que o que lhe atraía era a pop com conteúdo. A certo ponto perguntamos: é este o seu caráter diferenciador?. “Espero bem que sim (risos). Quando falo em conteúdo, refiro-me à vertente lírica e melódica. Falo na existência de uma narrativa uma proposição, uma ideia por detrás da canção.”

e-max.it: your social media marketing partner
Faixa publicitária
Faixa publicitária