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Rui Paixão

aro“Apostar sempre na honestidade”

É já dia 6 de setembro, às 21h00, que chega ao palco da Praça Central do NorteShopping o espetáculo ARO, de entrada livre. Trata-se de uma criação exclusiva de circo contemporâneo que tem como ponto de partida o trabalho do pintor francês Fernand Léger e que conta com a  participação de Rui Paixão, o primeiro palhaço português a integrar o Cirque du Soleil , com quem estivemos à conversa. Veja o resultado.

O espetáculo ARO assinala a inauguração da exposição “O circo de Fernand Léger” que terá lugar na Praça Central de 6 de setembro a 22 de outubro.

De forma a envolver ainda mais o centro no espírito circense, o NorteShopping convidou o instituto Nacional de Artes do Circo (INAC) para parceiro, oferecendo aos seus visitantes os melhores espetáculos de circo. O primeiro é já dia 6 de setembro e é o primeiro espetáculo exclusivo que representa a ligação entre Léger e as raízes circences , traduzindo a forma como o artista via e interpretava o circo e o circulo.

rui_paixao9Rui Paixão, que integra este espetáculo, nasceu a 6 de outubro de 1995, sendo formado em teatro pela Academia Contemporânea do Espetáculo, no Porto.

Aos 20 anos foi considerado pela Imaginarius a revelação das artes de rua em Portugal e venceu o prémio OFF CIRCADA em Sevilha como artista emergente no circo contemporâneo. Falamos com o artista.

“Os tempos não são para brincar”

Relativamente à participação no espetáculo ARO, Rui Paixão revela-nos que “o público poderá contar com um espetáculo bastante plástico  com referências diretas e não diretas a Léger que aqui, se ainda fosse  vivo, poderia ver a sua obra carregada agora pelo circo. Um circo contemporâneo, atual, com risco, provocador e para as pessoas”.

A sua experiência no Cirque du Soleil vai começar em novembro de 2018. Vou mover-me para a China para integrar uma nova criação da companhia em Hangzhou que tem data de estreia em abril de 2019. Até ao momento tem sido uma experiência formidável e com grande cuidado, estima e tempo”, revelou-nos.

Como recorda a audição em Las Vegas? , perguntamos a certo ponto. “Sempre que me lembro da audição em Las Vegas trago em mim um enorme carinho e respeito. Foi o lugar onde me coloquei à prova, onde me testei e onde encontrei pessoas que guardo até aos dias de hoje”.

A temática das criações de Rui Paixão

“Costumo escrever e pensar o seguinte: ‘I´m looking for the face I had before the world was made.’ by YEATS. Esta é a frase que melhor resume o meu trabalho. Centro-me em procurar o que está escondido ou o que ficou ocultado antes deste mundo ter sido  moldado desta forma, em mim e no contexto social”, contou-nos Rui Paixão.

rui_paixao2E acrescentou: “Tenho vindo a focar a minha investigação no Clown por considerar que é a vertente artística contemporânea com mais liberdade de expressão, sem regras e talvez a única que não precisa de pedir autorização para nada”.

Agrada-lhe o estado de provocação e de confrontação. “Falo de um trabalho que procura novas possibilidades e novas visões para o que temos como certo. Para mim é tão simples quanto isto, o palhaço é aquele que procura o rosto que tinha antes de nos terem  ensinado o que é o certo e o errado, a politica, a religião, a  ciência...”

GODOT e a liberdade criativa

Rui Paixão criou uma personagem a quem deu o nome de GODOT. “O verde nasceu em  processo criativo quando me deparei com a vontade de criar um palhaço  que fosse o contrário da ideia de palhaço mais comum. O GODOT é feito, sujo, cheira mal, não é simpático... não segue o estereotipo do palhaço”, explicou-nos.

“A cor verde no cabelo e em geral no próprio figurino, na pele e nas unhas vem como símbolo. É a cor do que está podre, da náusea, do mau cheiro, do vírus... é  a cor do nosso estado social”, acrescentou.

Os espetáculos do GODOT refletem as suas vontades, as suas questões pessoais e a forma como quer estar na arte. “Agora que vou para a China o projeto chegou ao fim e olho para ele como uma escola onde pude testar e errar, errar, errar, errar... lamento, mas é assim que se aprende. São sempre espectáculos saídos fora da caixa e com algo novo a  experimentar. Sinto-me muito bem por tudo o que experimentei”, disse-nos.

Estado das artes

rui_paixao1“Temos de continuar a aproximar-nos e continuarmos a comunicar de uma forma saudável com as pessoas que têm o poder para legislar e de facto mudar as condições de trabalho que temos. Sobre o circo ... penso que atravessa um bom momento em Portugal e esta é a hora do circo se diferenciar de  outras vertentes artísticas e apresentar-se como uma linguagem atual, com personalidade própria e pertinente e essencial nos dias de hoje.”, confidenciou-nos.

Não poderíamos deixar de perguntar a Rui Paixão qual seria o conselho a dar a jovens artistas. A resposta é simples… “Sou péssimo a dar conselhos. Provavelmente arruinaria umas quantas carreiras até porque o que resultou comigo poderá não resultar com os  outros. De uma forma muito simples, apostar sempre na honestidade! Esse é o  caminho que provavelmente trará mais felicidade e concretização”.


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