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Agenda Cultural

Exposições no Museu de Serralves

serralv_2"Joan Miró e a morte da pintura"

Até 3 março, Casa de Serralves

A exposição "Joan Miró e a morte da pintura” centra-se na produção artística do mestre catalão em 1973, altura em que, com oitenta anos de idade, preparava uma importante retrospetiva no Grand Palais, em Paris. Numa série de telas perfuradas de 29 de março de 1973, de relevos tecidos ("Sobreteixims” e "Sobreteixims-Sacks”) executados em 1972 e 1973 em colaboração com Josep Royo e em cinco "Toiles brûlées” (Telas queimadas) executadas entre 4 e 31 de dezembro de 1973, Miró deu largas à sua raiva estética. Precisamente no momento em que a crítica anunciava a "morte da pintura” como um facto consumado perante práticas que desafiavam as narrativas do alto modernismo - arte processual, performance, land art e instalação -, Miró colocou a pintura à prova, numa tentativa de renovar os seus recursos e procedimentos.  

A exposição reúne onze obras pertencentes à Coleção do Estado Português em depósito na Fundação de Serralves, e vinte e três pinturas e objetos provenientes de coleções públicas e privadas de Espanha e de França. A mostra inclui ainda uma secção documental que oferece ao visitante a possibilidade de observar os métodos de trabalho de Miró na execução dos "Sobreteixims”, incluindo um filme do conhecido fotógrafo catalão Francesc Català Roca que regista o processo de criação e destruição das "Toiles brûlées”.

serralv_3“Joana Vasconcelos: I’m Your Mirror”

Até 24 junho, Museu e Parque de Serralves

A exposição “Joana Vasconcelos: I’m Your Mirror” reúne mais de 30 peças, datadas de 1997 até à atualidade, cobrindo duas décadas de prática artística e analisando o seu desenvolvimento como artista.

Em Serralves poderão ser apreciadas muitas das obras mais conhecidas da artista, como a Cama Valium (1998), A noiva (2001–05), Burka (2002), Coração independente vermelho (2005),  Marilyn (2011) e Lilicoptère (2012), assim como novos trabalhos criados para esta exposição, como Finisterra, I’ll Be Your Mirror ou Solitário (todos de 2018).

Nos jardins do Parque de Serralves foram instalados vários dos grandes trabalhos de exterior.

Joana Vasconcelos usa diversos materiais da vida quotidiana na elaboração das suas obras, incluindo eletrodomésticos, azulejos, materiais têxteis, cerâmicas populares, mobiliário, garrafas, medicamentos ou talheres de plástico. “Partindo destes materiais constrói obras surpreendentes, carregadas de significado, que exploram temas que vão de questões de identidade (indivíduo, mulher, nacional ou europeu) a temas políticos que se centram nas sociedades globalizadas pós-coloniais”, lê-se na página de Serralves. “A obra de Vasconcelos mistura ideias da cultura popular e erudita, clichés nacionais, técnicas de manipulação que incentivam o consumismo e um entendimento muito eficaz do espaço arquitetónico para nos convidar a repensar muito do que tomamos por certo no nosso dia a dia. A artista tanto recorre a técnicas artesanais tradicionais como a tecnologia de ponta para elaborar trabalhos que constituem situações sincréticas de densidade histórica e cultural — como uma visualização tridimensional de uma epopeia multicultural”, acrescenta a instutuição.

A mostra é organizada pelo Museo Guggenheim Bilbao, em parceria com o Museu  de Arte Contemporânea de Serralves e a Kunsthall Rotterdam, Roterdão, e é comissariada por Enrique Juncosa.

serralv_1Tacita Dean

Até 5 maio, Museu de Serralves

"Ao fazer imagens como um jogador de luz, tenho de reconhecer

que a minha preferência pelo filme está ligada à cegueira

de que este necessita para que eu possa ver."

Tacita Dean, 2018

A reconhecida artista britânica-europeia Tacita Dean teve uma exposição individual em Serralves, em 2002. Inspirada pelo Museu, em 2003 filmou “Boots” na Casa de Serralves, filme posteriormente adquirido para a Coleção de Serralves. A mostra atual constitui uma estimulante oportunidade de projetar “Boots” em conjunto com o seu novo e ambicioso projeto “Antigone” [Antígona, 2018], estreado no ano passado na sua trilogia de exposições simultâneas que teve lugar em Londres, na Royal Academy of Arts, na National Gallery e na National Portrait Gallery.

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Os 120 dias de Sodoma, 7 e 8 mar, 21h, Rivoli

rivoliOs 120 dias de Sodoma

7 e 8 março, 21h, Rivoli Teatro Municipal

Através de um trabalho colaborativo com a aclamada Theater Hora, companhia composta por atores portadores de Trissomia 21, a mais recente produção de Milo Rau - considerado o mais controverso encenador da atualidade - atira-nos para diante dos olhos um teatro que obriga a pensar em questões fundamentais: qual é o significado do poder? O que é voyeurismo? Como proteger a dignidade da vida? O que é o normal, o que é o anormal? Onde termina a dor e começa a salvação? “Os 120 Dias de Sodoma” apropria-se do título do último filme de Pasolini, por sua vez inspirado no romance de Marquês de Sade, e convoca a sua estética para o teatro. Da literatura do final do século XVIII, às perturbadoras imagens que marcaram a história do cinema nos anos setenta – uma série de rituais sádicos praticados sobre um grupo de jovens em período do regime totalitário em decadência –, Milo Rau atualiza as relações de poder, sexo e violência que moldam os tempos e apresenta-as em carne e osso. O encenador e também sociólogo prolonga assim uma investigação sobre um certo tipo de regra que substituiu o sistema fascista, mas mantém os seus mecanismos de repressão, através da normalização do excesso, a constante otimização do homem, o perverso desejo de escândalo e a constituição de uma sociedade que oscila entre o hedonismo e a desgraça. Ainda que imediata e mediaticamente antecedidos por uma nuvem de polémica, os espetáculos de Milo Rau podem mesmo ser impróprios para os mais suscetíveis na medida em que testam o que é representável e suportável, mas, acima de tudo, ensinam-nos que há no seu trabalho mais ternura que pudor.

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Inaugurações Simultâneas de Miguel Bombarda

Inaugurações Simultâneas de Miguel Bombarda

9 março, 16h, Quarteirão Miguel Bombarda | Entrada livre

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O segundo ciclo em 2019 das Inaugurações Simultâneas de Arte Contemporânea de Miguel Bombarda está marcado para o dia 9 de março, a partir das 16 horas e com acesso livre.

O Resto Já Devem Conhecer do Cinema, 27 mar a 14 abril, TNSJ

tnsj_1O Resto Já Devem Conhecer do Cinema

27 março a 14 abril, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ

Martin Crimp é um dos grandes dramaturgos contemporâneos. Em "O Resto Já Devem Conhecer do Cinema" (2013), regressa às páginas de "As Fenícias", de Eurípides, projetando-as contra o pano de fundo de uma pergunta insidiosa: “Sim, como podem os mortos viver agora?” Vivem ainda Jocasta, Édipo, Antígona, Creonte, Etéocles, Polinices, os enigmas da Esfinge, o coro de raparigas fenícias, a guerra, a honra, a justiça, o caos, o sangue. Mas o agora de Crimp é o agora mesmo, a barbárie do nosso quotidiano, a Europa, “cidade” dividida, decadente e sob ameaça, como Tebas, habitada por personagens que o dramaturgo inglês olha com um sarcasmo temperado pelo humor. Os encenadores Nuno Carinhas e Fernando Mora Ramos reeditam a parceria testada em "O Fim das Possibilidades", de Sarrazac (2015). Um monstro com quatro mãos e duas cabeças, capaz de afrontar e revolver as entranhas deste teatro político, dilemático, lúdico, palavroso, musical. Um teatro que muito duvida e que muito pergunta. “Onde está o mundo?” – “Que filme é esse que continuamente projetas no cinema deserto da minha cabeça?”

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TEDxPorto 2019

tedxoportoTEDxPorto 2019

6 abril, Centro Congressos da Alfândega do Porto

Confiança é o tema da décima edição do TEDxPorto.

No dia 6 de abril, na Sala do Arquivo do Centro de Congressos da Alfândega do Porto, 16 oradores vão refletir sobre a confiança e a sua influência nas nossas interações com outras pessoas e instituições.

“Confiar é um ato da nossa responsabilidade e nas relações interpessoais em que participamos ativamente, é possivelmente o mais importante fator de coesão social, ajudando a criar ligações mais fortes com as nossas famílias, amigos e colegas de trabalho, chefias e colaboradores, parceiros e clientes. E não só: é a confiança que nos liga a instituições. É o único verdadeiro ativo do sistema financeiro mundial, dos governos, meios de comunicação social e tantas outras”, lê-se na página oficial do evento.

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