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Crónicas

Habitar a cidade, por David Pontes

David Pontes é a personalidade que lança mais um tema de discussão neste espaço de debate. Se concorda, discorda ou quer opinar sobre o assunto escreva-nos ou, preferencialmente, vá a www.viva-porto.pt e deixe a sua opinião. Acompanhe o debate durante o trimestre e volte a participar no fórum. Tantas vezes quantas quiser!

david_pontes

Habitar a cidade

E se num curto intervalo de discutirmos o que "eles" fazem, ou prometem que farão, nos confrontássemos com aquilo que nós prometemos à cidade e tantas vezes nos esquecemos de fazer? Sim, a proposta é mesmo a de parafrasear John F. Kennedy, e perguntar, não aquilo que o Porto pode fazer por nós (ou se quiserem os políticos), mas aquilo que nós podemos fazer pelo Porto.
O ponto de partida não é muito simpático, porque muitos terão de encarar o facto de que o fenecer de um determinado estilo de vida, as ruas vazias, os mercados sem clientes, os cinemas desaparecidos, as associações em decadência, não podem ser somente assacadas às acções, ou falta delas, dos empresários ou do poder político.
O cerco montado ao Porto pelos centros comerciais não é possível sem a participação militante dos milhares de pessoas que, designando-se portuenses, se esquecem de habitar a cidade. O que proponho é discutir se estamos dispostos a abdicar de um pouco do conforto dos corredores de ar condicionado para desfrutar das surpresas que ainda resistem. Uma ida mensal ao Bolhão? De quinze em quinze dias, percorrer as livrarias da Baixa e tomar café na Avenida? Levar as crianças ao jardim e mostrar-lhes as nossas igrejas? Fazer compras de Natal no comércio tradicional? Inscrevermo-nos numa associação ou ver com regularidade os espectáculos produzidos pelos artistas locais? Até que ponto seremos capazes de contrariar os nossos hábitos suburbanos e a nossa proverbial capacidade para responsabilizar todos os outros por uma cidade deserta, de que afinal também somos responsáveis?

David Pontes
Director-adjunto da Agência LUSA

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Metro do Porto, por Manuel Serrão

Na edição anterior, a Viva lançou o desafio aos leitores de poderem intervir com a sua opinião relativamente a um tema lançado à discussão pública por personalidades ligadas à cidade ou à região. Paulo Morais deu o pontapé de saída na rubrica "Crónica e as cidades", sob o tema «Espaços Públicos» que gerou uma discussão interessante acerca do aproveitamento (ou falta dele) dos espaços públicos da cidade.

Manuel Serrão, com uma bem vincada ligação ao Porto, é a personalidade que lança mais um tema de discussão neste espaço de debate. Se concorda, discorda ou quer opinar sobre o assunto deixe aqui a sua opinião. Acompanhe o debate durante o trimestre e volte a participar no fórum. Tantas vezes quantas quiser!

manuel_serrao

 

Metro do Porto

Nunca é demais discutir o Metro do Porto. Do Porto Região. A atestar a sua utilidade, ainda agora na semana da Queima das Fitas atingiu novos recordes de passageiros por dia.

Convém recordar que isto acontece num tempo em que o nosso Metro está ainda coxo. Por culpa do Estado centralista, que não só não paga o que deve à empresa, como não deixa que o Metro prossiga o seu normal plano de expansão. Atempadamente previsto para cabal satisfação das populações da Região.

Mesmo que estes motivos impeditivos não fossem antigos, acresce agora a crise e a necessidade de preservar o Ambiente, que favorecem o metropolitano como o meio de transporte mais barato e menos poluente.

Isto não tem discussão. Para discutir fica saber se a nova linha deve ou não ser enterrada e se a opção deverá ser Campo Alegre ou Boavista!

Manuel Serrão
Empresário

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Espaços públicos, por Paulo Morais

A VIVA inicia hoje a rubrica "A crónica e as cidades" que pretende se assuma como um espaço de debate, por excelência. Convidamos o professor Paulo Morais, docente universitário e ex-vice-presidente da Câmara do Porto, para dar o pontapé de saída no que desejámos venha a ser um fervilhante fórum cívico que, noblesse oblige, irá preferencialmente utilizar as novas tecnologias.

Se concorda, discorda ou quer opinar sobre o tema que Paulo Morais trouxe a debate, deixe aqui a sua opinião.

paulo_morais

 

Espaços públicos

Os cidadãos andam divorciados do espaço público. Urge reconciliá-los. Com um esforço de parte a parte.
Por seu lado, os cidadãos têm de regressar ao convívio na cidade, aos cafés e às tertúlias, aos passeios ao entardecer e aos tradicionais serões portuenses.
O maior esforço de aproximação cabe, contudo, ao espaço público e aos seus gestores.
As ruas e os passeios, em estado de abandono crónico, têm de ser requalificados. A via pública deve ser amiga das famílias, permitir a circulação de carrinhos de bebés. A limpeza urbana tem de ser regra e não excepção. Os transportes públicos devem circular mais limpos, pontuais e assíduos. Há que ter estacionamento facilitado e barato. A oferta cultural e de animação tem de se multiplicar, com os multiplexes e salas de cinema a regressar aos centros. Por fim, os cafés e restaurantes devem poder trabalhar sem constrangimentos de horários.
Há que implementar um novo conceito de centro cívico, fervilhante de gente e animação. A vida urbana tem de regressar ao seu habitat natural, o espaço público.

Paulo Morais
Professor da Universidade Lusófona

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