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Alberta Marques Fernandes

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Porto de afetos

Todos a conhecem do pequeno ecrã. A jornalista que abriu a primeira emissão da SIC, em 1992, continua na informação, agora na RTP-N. Conhecida pela sua simpatia, Alberta Marques Fernandes é a pivô de voz sensual, que um dia sonhou ser uma «enviada especial». Filha de um portuense e de uma angolana, habituou-se a gostar do Porto, cidade pela qual diz ter um profundo afeto, sempre associado à memória do pai.

Alberta Marques Fernandes, 43 anos, jornalista, nasceu no Porto, na freguesia da Sé, tendo sido batizada, “com muito orgulho”, na Igreja do Bonfim, freguesia onde ainda vive toda a sua família paterna. “Nasci no Porto por vontade do meu pai, tripeiro ferrenho, que queria que o seu primogénito nascesse na sua cidade. Mas passei apenas alguns meses, nunca cá vivi”, diz a jornalista. Angola, a terra da mãe, foi a próxima paragem, onde ficou até aos seis anos porque era lá que o pai, engenheiro de petróleos, trabalhava
Em 1974, a família regressou a Portugal mas foi residir para Lisboa, dadas as funções do pai. ”O Porto sempre foi, até o meu pai morrer, a nossa segunda cidade”, onde eram passadas as épocas festivas como Páscoa, Natal, férias e fins de semana prolongados. “Cheguei a passar seis meses no norte, em Moledo, com a minha mãe e um irmão, na época em que o meu pai foi para os Estados Unidos fazer uma especialização”, conta.

Em nome do pai
As recordações que a jornalista tem, do “seu” Porto da infância e adolescência, confundem-se com a lembrança do pai. “Os passeios pela Foz, o Castelo do Queijo, a Rua de Santa Catarina, o café Majestic, o Liceu Alexandre Herculano, onde ele estudou, a Igreja do Bonfim”, lembra. Durante muitos anos o Porto foi para ela, uma cidade de afetos, a cidade da «família». Com a morte do pai, há mais de vinte anos, Alberta adotou uma espécie de luto da cidade. “Estive vários anos sem querer regressar, provocava-me uma enorme tristeza. Cheguei a passar pelo Porto sem parar porque me fazia sofrer”, conta. Mas “há uns anos” reconciliou-se com a cidade tendo-a redescoberto a uma nova «luz». “Conheci novos lugares como o Parque da Cidade, Serralves, Palácio de Cristal, Casa da Musica. Descobri a noite da Invicta, os espaços renovados, os recantos mágicos de uma cidade antiga e cheia de charme”. Embora já não venha ao Porto nas épocas festivas, a jornalista vem regularmente passar um fim de semana ou quando convidada para alguns eventos. “Adorei participar no último Circuito da Boavista, uma gigantesco evento muito bem organizado e assitir à Red Bull Air Race e aproveito todos os pretextos para regressar”, sublinha. A jornalista admite que só consegue pensar no Porto com o coração. “Cinzento? Adoro o granito, o cheiro a História, a Foz onde o rio se encontra com o mar revolto”. Gosta de calcorrear as ruas e ruelas em pedra, entrar nas inúmeras igrejas e capelas. “Perder-me e encontrar-me numa cidade onde nunca vivi e que me diz tanto. O meu Porto é o «Porto Sentido» de Rui Veloso”, garante.

À descoberta do jornalismo
Alberta Marques Fernandes descobriu o jornalismo quando pensou em escolher um curso superior. “Encantou-me a ideia romântica de viajar, conhecer pessoas, nunca ter um dia igual ao outro”, conta. Queria ser enviada especial aos grandes acontecimentos internacionais, foi essa a razão que a fez optar pelo curso de Relações Internacionais que, diz, a ajudou a compreender o mundo. O final da licenciatura coincidiu com o início das televisões privadas e concorreu a ambas. “Enviei o meu currículo para dezenas de pessoas”, diz. O processo de seleção da TVI foi o primeiro e foi uma das pré seleccionadas. Logo de seguida foi convidada a trabalhar na Renascença como estagiária, com os olhos postos na TVI. Mas quando começou a seleção na SIC, sentiu-se atraída pelo projecto e pelos profissionais e decidiu concorrer também. Entrou nos 10 selecionados a um lugar de estagiário, entre os 400 candidatos, tendo sido a escolhida para a abertura da primeira emissão, com um noticiário às 16h30 do dia 6 de outubro de 1992, o que considera uma “honra”. Começou nos noticiários da tarde, passando depois para os de fim de noite e terminou a coordenar e apresentar os jornais das 20 ao fim de semana. Simultaneamente esteve quatro vezes na Bósnia, na cobertura do funeral da princesa Diana, da visita do Papa João Paulo II a Portugal e do Ano do Jubileu em Roma. “Acabei por não ser enviada especial como sonhava mas ainda fiz alguma coisa nessa área”, diz.
Da SIC passou para a RTP porque pensou “com o coração”. “A SIC estava a viver um momento conturbado, o primeiro desde a sua fundação. Algumas pessoas importantes no meu percurso profissional, com destaque para Emidio Rangel, estavam num grupo que tinha um projecto para a RTP. Fui porque acreditei nas pessoas e no projecto”, garante. Na RTP inaugurou um novo espaço de informação das televisões generalistas: as manhã informativas das 7 às 10 com o “Bom dia Portugal” que considera “uma grande experiência”. Cerca de um ano depois era a pivô do Jornal Dois onde permaneceu vários anos, sendo que, atualmente, é responsável pelas tarde informativas da RTPN. “Sinto-me bem em todos os géneros jornalísticos”, garante, salientando a especialização na apresentação de noticiários. “Realizo-me em estúdio, atrai-me a comunicação «olhos nos olhos» com quem está em casa, gosto da ideia de cativar a atenção do telespectador para a importância da notícia”. Adora entrevista, descobrir o outro e trazê-lo para o público. Gosta de aproximar pessoas, de dar a conhecer pessoas interessantes, de descobrir o seu melhor lado. “Ao fim de 18 anos à frente das câmaras sinto que sou sobretudo uma comunicadora, adoro partilhar, seja informação, pensamentos ou emoções.

“Na minha vida faço tudo de uma forma apaixonada e intensa”
A sua carreira tem sido “saborosa”, cheia de aventuras e desafios mas, apesar de a adorar, não a coloca no topo das prioridades. Por isso tem feito opções que privilegiam a vida familiar. “Realizo-me nos afetos e considero a maternidade uma vocação. Só sou feliz se sentir que dou o meu melhor enquanto mulher e enquanto mãe e isso tem custos profissionais que aceito”, sublinha, admitindo, no entanto que as suas maiores oportunidades ainda estão para chegar. Mas quando está a trabalhar entrega-se por completo. “Sou quase obsessiva com notícias mas quando desligo também o faço de forma radical. Não ligo a televisão, não ouço rádio, não vejo jornais. Às vezes só não resisto a dar uma olhadela ao que se passa na internet, nomeadamente no Twitter”, refere, salientando que na vida faz tudo de forma “apaixonada e intensa”.

“Gosto de dançar, de uma boa conversa e de trocar afetos”
Adora navegar nas redes sociais, fá-la sentir mais próxima das pessoas sem barreiras de distância, idade ou condição social. “São espaços de encontro e de afeto. Recebo inúmeras manifestações de carinho na minha página do Facebook e o Twitter é uma comunidade fantástica, sendo ambas já indispensáveis ferramentas de trabalho, canais de transmissão de informação de rapidez insuperável. Já dei várias notícias em primeira mão por estar ligada ao Twitter. Os seus prazeres são simples: estar com quem ama, aproveitar um bom passeio, uma boa conversa, trocar afetos. “Gosto de ler um bom livro, de ir ao cinema e ao teatro, de dançar, de ouvir musica ao vivo”, refere, salientando, no entanto, que a sua grande paixão é viajar. E ainda tem tanto para conhecer...

Discurso direto
Um lugar – a minha casa
Viagem de sonho – África
Livro – “As Primeiras-Damas da Democracia” o primeiro que escreveu
Música – “Ave Maria” de Bach
Filme inesquecível – Cinema Paraíso
Um projeto inadiável – Ser Feliz
Clube do coração – Boavista
Uma figura que associe imediatamente à cidade - Pai
Porto numa só palavra – Pai

Texto: Marta Almeida Carvalho
Revista VIVA! - edição junho 2011
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