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Dino D’Santiago

dino_d_santiago_nash_does_workUm mundo novo reflexo do passado

Dino D’Santiago apresentou recentemente, no Porto, o seu “mundo novo”, nesta verdadeira família que é a cidade Invicta, no âmbito do evento “Enchufada na Zona”. Pretexto para a VIVA! falar com o artista sobre este novo registo e… Madonna.

Este “mundo novo” acaba por ser uma influência do passado vivido na primeira pessoa e com direito a reinvenção. Com efeito, as raízes cabo-verdianas estão bem presentes, com presença do funaná e batuku, “fundindo com o mais contemporâneo em termos de som e estética”.

Mas Dino D’Santiago frisou que são “estéticas lusófonas. Isso é que me deixou muito feliz. Aqui há ritmos tradicionais riquíssimos. O funaná é, por exemplo, muito influenciado pelo folclore português de Trás-os-Montes. Reinventar o que é nosso é mesmo o mote”, assegurou o músico. Com efeito, já vimos Dino D’Santiago navegar por tantos géneros musicais ao longo da sua carreira que há muito que deixou de fazer sentido enumerá-los. “Mundo Nôbu” é um álbum consciente das estruturas fundadoras da música cabo-verdiana ao mesmo tempo que expõe o futuro que poderemos vislumbrar com o aproximar da tradição à música eletrónica de apelo global.

dino_d_santiago_mike_ghost2Kalaf e Seiji foram, por sua vez, fulcrais neste registo. “Era incapaz de chegar a este resultado caso o Kalaf não tivesse a abertura que manifestou, trazendo as pessoas certas para fazerem parte deste ‘mundo’. Houve uma confiança muito grande.

“Quando ele [Kalaf] junta o Seiji a esta tripulação ficou tudo mais claro. Ambos abraçaram as minhas raízes de Cabo Verde, sem nenhum preconceito, ou filtro”, disse-nos Dino D’Santiago.

Menção ainda para a ‘mão’ de Branko neste registo. “Despiu ainda mais a faixa ’Nova Lisboa’. Aqui foram todos decisivos para a mensagem final do álbum”, frisou-nos o músico.

“E qual é a mensagem do disco?”, perguntamos de imediato. “Trata-se de uma homenagem mais do que clara e pura à mulher, mais especificamente a mulher cabo-verdiana, por ter sofrido bastante. É muito subvalorizada. Muitas vezes são essas mulheres que limpam as nossas estações de metro, os nossos aeroportos, as nossas casas. Entram e saem anónimas. São as mesmas mulheres que criam cinco, seis, sete filhos, às vezes sem pai para apoiar. E mesmo assim, conseguem criá-los e fazer deles homens e mulheres para um novo dia. Nem todas são bem sucedidas, mas quando é para representar as suas raízes, seja por exemplo no funaná, estão sempre com um sorriso e a porta sempre aberta para receber mais uma pessoa. Por isso, decisivamente o álbum é uma homenagem a essa mulher”, revelou.

“Depois, a única participação que existe vocalmente sem ser dos produtores é a minha avó em dois temas. Uma mulher de 94 anos que até hoje continua a inspirar-me de uma forma que não se pode descrever… apenas em canções”.

dino_d_santiagoEste, por sua vez, é um álbum transnacional com um percurso bem particular. Há ventos de Praia, Luanda, Nova Iorque, Berlim e Londres a soprarem na direção de Lisboa, a cidade casa que tem o crioulo como a sua segunda língua oficial e com a qual este cantautor, com a sua voz melodiosa, suportada por um som de vanguarda, nos devolve toda a poesia do quotidiano, onde os sentimentos de sensualidade e de alegria se confundem com os de melancolia. “Mundo Nôbu” é o álbum onde cabe toda a vida de Dino.

Campanha no Instagram

Para assinalar o lançamento do novo álbum, “Mundo Nôbu”, a editora Sony Music Entertainment Portugal desenvolveu uma campanha digital no Instagram, através da qual convida as pessoas a entrarem no ‘mundo novo’ do cantor e compositor, numa viagem através do processo de criação deste novo trabalho.

A campanha, que reforça a união de Dino com os fãs, pode ser vista aqui: www.instagram.com/mundu_nobu_start

dino_d_santiago2A ligação ao Porto e a… Madonna

Viveu 11 anos no Porto e agora é lisboeta. “Como caracterizar esta Nova Lisboa?, perguntou a VIVA!. “Aqui sinto que há aculturação”, revelou Dino D’Santiago. No entanto, “em Lisboa facilmente te sentes um número. No Porto, não. Aqui tu és ‘mor, vem cá’. Faz-me lembrar Cabo Verde. A herança de Santiago é muito da gente do Norte”, reiterou

Quanto ao feedback da Madonna relativamente ao seu ‘mundo novo’, Dino é perentório: “Senti mesmo uma coisa pura. Felizmente ela já partilhou que esta Lisboa inspirou o seu novo disco”. E, recordou, “ela celebra os seus 60 anos e a banda sonora é Dino D’Santiago. Tem sido uma grande embaixatriz da nossa cultura”.

“E colaborações futuras com a rainha da pop?”, não resistimos em questionar. “Essa parte espero que seja ela a falar contigo (risos). O que posso dizer é que vais sentir Portugal no trabalho dela… Portugal e seus derivados. A lusofonia na sua integra”.

“E uma mensagem para os leitores da VIVA!?”, lançamos o desafio. “Que entrem neste ‘mundo novo’ sem preconceito, que abracem o crioulo porque é nosso, como o português é. Espero mesmo que desfrutem. Sou mesmo muito feliz por fazer parte desta família chamada Invicta”, rematou.

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