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A sonoridade de Mónica Ferraz

A sonoridade de Mónica Ferraz

É um dos nomes de maior sucesso a nível nacional e internacional e regressou, este ano, aos palcos e aos discos com uma mudança artística de relevo, dando, assim, início a uma nova fase da sua carreira. Falamos de Mónica Ferraz, a cantora portuense que, durante alguns anos, foi a voz do grupo “Mesa” e, depois, seguiu a sua carreira a solo.

Já com dois álbuns de sucesso editados, prepara-se para lançar, em janeiro próximo, o seu novo trabalho discográfico, composto por nove temas. Na passada sexta-feira, a cantora realizou a sua primeira festa conceptual, “What The Funge”, no espaço Plano B, no Porto, e, horas antes, conversou com a VIVA! sobre a sua nova experiência profissional.

“Fool” foi o primeiro single a ser apresentado ao público e espelha a nova sonoridade da cantora: forte, atual, pop, energética, internacional. “É, também, uma mudança de sonoridade por causa de um amadurecimento e de uma distância, de um saudosismo, talvez, do meu país”, explicou Mónica Ferraz, que reside em Zurique, Suíça, há quatro anos.

“O «Fool» é especial porque fala de uma experiência e de uma mudança. É mais privado e, logo aí, mais sensível. Foi o tema que deu a viragem de todo o resto do trabalho.”

A inspiração para os seus temas advém, precisamente, das suas viagens, do encontro com as pessoas e de tudo aquilo que, ao longo da sua vida, vem absorvendo, embora escreva, também, muito “à volta do imaginário”. Curiosamente as suas composições, mesmo as mais eletrónicas, começam sempre ao piano e, por isso, saem “sempre numa ideia muito jazzista”.

“É uma ligação quase esquizofrénica porque o jazz não tem nada a ver com a eletrónica, mas são dois amores que eu nunca quero perder. Os meus alicerces e aquilo que me deu força para fazer música foram sempre à base do jazz e essa é uma ligação vai continuar”, conta, revelando que vai “pegar no «Fool» e gravá-lo no Canadá com uma nova roupagem”. E, por isso, no próximo ano, nos festivais de jazz já será anunciado o seu nome.

“É uma ligação quase esquizofrénica porque o jazz não tem nada a ver com a eletrónica, mas são dois amores que eu nunca quero perder.”

O novo álbum, cujo título ainda não foi definido, porque não gosta de “nomes”, uma vez que “muitas vezes dão uma impressão errada do que é o disco”, preferindo, por isso, as siglas, foi trabalhado entre Portugal, Canadá e Suíça, uma oportunidade oriunda, precisamente, desta “mudança de país”. “Deu-me a oportunidade de trabalhar com outros artistas e de viajar muito”, afirmou, ainda, a cantora, que está, agora, em digressão pelo Canadá. O regresso ao seu país, e em concreto à cidade que a viu nascer, está previsto para janeiro, altura em que tem já agendados espetáculos na Casa da Música e no Casino da Póvoa. As datas serão anunciadas muito em breve.

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