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Automóvel é “um meio de liberdade” para 25% dos portugueses

Automóvel é “um meio de liberdade” para 25% dos portugueses

O setor automóvel enfrenta enormes desafios, seja no âmbito tecnológico, ambiental ou social, mas, segundo a edição 2020 do Observador Cetelem Automóvel, não fica por aqui. O estudo recentemente divulgado pela marca mostra que “a sua utilização varia cada vez mais, dependendo se estamos na cidade ou no campo, do país em que residimos e da idade dos condutores”.

76% dos portugueses têm uma forte ligação ao seu automóvel

Os automóveis são hoje quase tão populares como eram no passado, com 8 em cada 10 inquiridos pelo Observador Cetelem em 15 países a declarar ter uma forte ligação à sua viatura. Italianos, polacos e espanhóis são os mais entusiasmados (9/10), no entanto belgas e chineses (7/10) mostram menos “fervor”.

A crescente taxa de motorização nos países analisados pelo Observador Cetelem é outra prova do sucesso do automóvel, mas com duas reservas: os grandes centros urbanos no ocidente começam a dar sinais de declínio e na China as vendas estão em queda. A China faz também parte da lista de países onde a posse de veículos automóveis é mais baixa (118 veículos por 1000 habitantes), junto com África do Sul (176), Turquia (195) e Brasil (206). Por sua vez, os EUA, sem surpresa, lideram o ranking de número de carros per capita (821 veículos por cada 1000 habitantes).

No que respeita ao caso português, com 611 veículos por cada 1000 habitantes, os portugueses têm uma forte afeição ao seu automóvel (76%), enquanto 24% afirma não ter qualquer tipo de ligação e 20% afirma ter pouca.

Automóvel é meio essencial para deslocação, dizem 42% dos portugueses

Além do “amor” ao automóvel, várias razões, combinando pragmatismo e idealismo, convidam à sua quisição. Para 39% dos entrevistados pelo Observador Cetelem, um carro é acima de tudo um meio para se deslocar, especialmente para quem vive nas zonas rurais (47%) e entre as gerações mais velhas. (44%). Uma característica particularmente destacada na Itália (49%), Bélgica (45%) e Japão (45%), mas também em Portugal, para 42% dos inquiridos nacionais.

No nosso país esta é uma visão que tem maior peso entre a classe média (52%) e habitantes em zonas rurais ou cidades com menos de 20 mil habitantes (56%) e menor entre os agregados familiares com apenas um elemento.

Mas o carro não é apenas um objeto prático, continua também a ser um objeto aspiracional. Para 17% dos condutores, é um meio de liberdade incomparável. Uma opinião partilhada independentemente da geração, em particular pelos espanhóis (40%) e os alemães (31%). 25% no caso dos portugueses. Por outro lado, apenas 5% dos japoneses associam carros a liberdade.

De acordo com Pedro Nuno Ferreira, diretor automotive financial services do Cetelem, “cada vez mais se observam mudanças nas relações dos consumidores com o seu automóvel, que vão muito além do tipo de motorização escolhida. Muito por força das novas formas de mobilidade e da crescente preocupação ambiental temos também assistido a uma mudança na relação que estabelecemos com o veículo automóvel”. “Se, por um lado, temos um grupo de consumidores que continua a ver no automóvel um meio de transporte vital, por outro lado, temos também um conjunto de consumidores, ainda que minoritário, que percecionam o carro como um objeto que é fonte de ruido, poluição e de congestionamento urbano”, salienta.

No top 3 das razões do que significa hoje ser proprietário de um carro, o Observador  Cetelem  encontrou também o facto de os automóveis serem um prazer em si mesmo que não deve ser evitado, principalmente por americanos e sul-africanos (22%). No entanto, no que respeita aos portugueses, apenas 5% estão de acordo com a ideia de que ter carro significa “prazer”.

Para 13% dos inquiridos portugueses a terceira razão do que significa ser proprietário é “uma restrição económica – um luxo que é cada vez mais difícil de pagar”, seguido de “cada vez mais complicado, dadas as restrições de tráfego” (4%) e ainda “desrespeitoso e perigoso para o meio ambiente” (3%).

Importante ainda referir que para 9% do total dos inquiridos dos 15 países (Africa do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia) onde foi realizado o Observador Cetelem Automóvel 2020 acreditam também que é cada vez menos útil em comparação com o crescente número de ofertas de transporte (transporte coletivo, carsharing, carpooling, etc).

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