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BoCA de regresso ao Porto

BoCA de regresso ao Porto

Mais de meia centena de artistas estarão entre o Porto, Lisboa e Braga – cidade convidada –  naquela que é a segunda edição da Bienal de Artes Contemporâneas (BoCA). Os espetáculos e exposições da edição deste ano incidem na “identidade, raça e género”.

Os 52 artistas que, de 15 de março a 30 de abril, irão mostrar as suas criações, foram dados a conhecer no início desta semana por John Romão, diretor artístico da Bienal de Artes Contemporâneas (BoCA), no Teatro Carlos Alberto. Às cidades do Porto e Lisboa junta-se, nesta edição, Braga como cidade convidada, “num gesto que propõe a descentralização da oferta cultural através da expansão da representatividade e visibilidade dos artistas e dos seus projetos”, sublinha a organização.

A programação apresenta 22 estreias mundiais e 15 estreias nacionais de obras com escalas e formatos diversos, que irão passar por 37 espaços (museus, galerias, teatros, discotecas) das três cidades.

A Marlene Monteiro Freitas, Pedro Barateiro, Angélica Liddell e Gabriel Ferrandini, nomes já anunciados, juntam-se mais 48, entre os quais se destaca o de Marina Abramovic com a instalação “Spirit House”.

INMUNE-22GesturioTodas as edições da BoCA contam com a apresentação de uma obra que tenha relação histórica com o país. Na edição de 2019, “a proposta é repor em Lisboa uma obra que nasceu há 22 anos, num matadouro municipal das Caldas da Rainha”, revela o comunicado enviado à VIVA!

Em estreia nacional, estará Beyoncé Mass, de Yolanda Norton, celebração religiosa de adoração feminina que usa a música e a vida pessoal de Beyoncé como “uma ferramenta que promove um discurso de empoderamento sobre os marginalizados e esquecidos, particularmente as mulheres negras – as suas vidas, os seus corpos e as suas vozes”; o escritor Gonçalo M. Tavares & Os Espacialistas, que partem do título “Os Animais e o Dinheiro” para apresentarem performances sobre as potencialidades artísticas do quotidiano; o fotógrafo Wolfgand Tillmans; Jonathan Uriel Saldanha, que estreia uma nova criação em parceria com a Universidade Católica do Porto e as INMUNE com “Gestuário II” (16 de março, no Maus Hábitos), estreia absoluta na Invicta.

Paralelamente, um dos pilares do evento é, também, o seu programa educativo, constituído por diferentes acções como laboratórios de pensamento e criação, workshops, conferências, debates e encontros com artistas.

Recorde-se que a Bienal de Artes Contemporâneas (BoCA) é um evento que, desde 2017, estrutura uma série de atividades continuadas ao longo de cada dois anos, compostas por residências artísticas, programação, produção, circulação nacional e internacional, e programa educativo, colocando em diálogo as artes visuais, as artes cénicas, a performance e a música.

Alignigung_William-ForsytheNo Porto podemos ver:

– “Alignigung”, de William Forsythe (Museu Nacional Soares dos Reis)

– “If You Want To Continue”, de Vasya Run (24 de março, no Palácio dos Correios)

– “Rosa. Espinho. Dureza”, de Gabriel Ferrandini (29 e 30 de março, no Teatro Rivoli)

– “Os Animais e o Dinheiro”, de Gonçalo M. Tavares e os Espacialistas (30 de março, no Teatro Rivoli)

– “Congo Tribual”, de Milo Rau (5 de abril, no Cinema Passos Manuel)

– “The Third Part of The Third Measure”, de The Otolith Group (5 de abril, no Cinema Passos Manuel)

– “Scotoma Cintilante”, de Jonathan Uliel Saldanha (9 de abril, Auditório Ilídio Pinho – Universidade Católica Portuguesa)

Otolith_SFCinematheque– “CATTIVO – Instalações para Estantes de Música e Outros Materiais”, de Marlene Monteiro Freitas (10 a 18 de abril, no Mosteiro São Bento da Vitória)

– “Séanse”, de Mariana Tengner Barros (16 a 18 de abril, no Museu Fernando Castro)

– “Hello My Name Is”, de Paulo Castro (17 e 18 de abril, no Teatro Carlos Alberto)

– “Sente-me. Ouve-me. Vê-me”, de Ana Cristina Cachola, Delfim Sardo, Filipa Oliveira + Dimitrios Andrikopoulos, Diogo Alvim (28 de abril, na Casa das Artes)

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