Recheio

Sugestões Casa da Música

Sugestões Casa da Música

Ciranda
Sexta, 17 janeiro, 11h + 15h, Café Casa da Música | Entrada livre
Sábado, 18 janeiro, 15h, Café Casa da Música | Entrada livre
Domingo, 19 janeiro, 15h, Café Casa da Música | Entrada livre
Inês Vaz acordeão
Gileno Santana trompete
Novo projeto dos músicos Gileno Santana e Inês Vaz, Ciranda une o popular e o erudito, funde a melodia do som puro do trompete com a riqueza harmónica e rítmica do acordeão e faz as raízes da música portuguesa deambular pela modernidade do jazz. O resultado é uma sonoridade única e alegre que transmite tranquilidade e enaltece o valor de um povo, ao evocar a alma portuguesa com tudo que nela há de mais genuíno.

Fim-de-Semana no Ascensor
Ciclo de Cinema Francês
Sexta, 17 janeiro, 21h, Sala 2 | Entrada livre
Filme de Louis Malle
França • 1958 • thriller • 91′
Música de Miles Davis
No âmbito do ciclo de cinema apresentado em parceria com o Cineclube do Porto, na semana de abertura do Ano França na Casa da Música, exibe-se um dos filmes essenciais do vibrante movimento da Nouvelle Vague. Em “Fim-de-Semana no Ascensor”, de Louis Malle, a música de Miles Davis acompanha a magnífica actriz Jeanne Moreau. Na verdade, o uso disruptivo da música de Miles virá a ser definidor de um outro modo de utilização da música – quer seja clássica quer moderna – no cinema francês.

Rituais Franceses
Sábado, 18 janeiro, 18h, Sala Suggia | 13 € – 18 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Baldur Brönnimann direção musical
Pierre Boulez Rituel in memoriam Bruno Maderna
Claude Debussy Prélude à l’après-midi d’un faune
Philippe Manoury Sound and Fury (estreia em Portugal)
Repleto de sensualidade, colorido e poder de sugestão, o “Prélude à l’Après-Midi d’un Faune” de Debussy, baseado em versos de Mallarmé, tem atraído públicos de sucessivas gerações desde a sua estreia em 1894. Este programa ilustra fases diversas da trajetória musical francesa desde então, com obras de três dos compositores mais incontornáveis nesse percurso. De Pierre Boulez ouvir-se-á o “Rituel”, escrito na década de 1970 em memória de Bruno Maderna, no qual que se tira partido da distribuição dos músicos em oito grupos separados no palco. A fechar o programa, destaca-se a estreia em Portugal de “Sound and Fury” de Philippe Manoury, um dos mais importantes compositores franceses da atualidade, cuja obra está em retrospetiva na programação da Casa da Música ao longo de 2020.

JP Simões “Bleu, Blanc, Rouge (Et Noir)”
Vive la France!
Sábado, 18 janeiro, 22h, Café Casa da Música | Entrada livre
A história da canção em França é composta de muita bravata e poesia, de figuras malditas, trágicas, digníssimas ou deliciosamente insolentes, mas também de suavidade e de amor gentil. É uma longa viagem por todas as cores do espectro emocional, das breves alegrias do dia ao pavor filosófico, do amor sacralizado ao amor ironizado, do ridículo ao divino. A patologia do quotidiano nas canções de Boris Vian ou a insinuante insolência de Serge Gainsbourg, as suaves e preguiçosas paisagens cantadas por Henri Salvador ou o lugar fundo de onde parecem brotar as palavras de Léo Ferré são alguns dos cenários que este concerto irá ilustrar pela voz de JP Simões. Em seguida, o ambiente sonoro do Café ficará a cargo do colecionador de vinil DJ Analógico.

Sensible Soccers • Zombie Zombie
Vive la France!
Sábado, 18 janeiro, 22h, Sala 2 | 15 €
A noite prossegue com a apresentação do terceiro disco dos Sensible Soccers, “Aurora”, um álbum otimista produzido por B Fachada, e termina com o electropop de Zombie Zombie, que vem de um percurso iniciado em 2007 com “A Land for Renegades”, na altura considerado um dos 10 álbuns do ano pela Rough Trade. Entretanto a música cinemática deste projeto francês tem aparecido em filmes e até numa produção circense, até ressurgir em disco com o mais recente “Livity”, onde se cruza com influências de psicadelismo tribal e krautrock.

Étienne de Crécy • Acid Arab • André Cascais
Vive la France!
Sábado, 18 janeiro, 23h59, Restaurante | € 10 (Consumo mínimo obrigatório)
A noite é muito curta quando a ideia é dançar ao som destas propostas. A pista do Restaurante abre com André Cascais, DJ com vinte anos de experiência iniciada no Porto (Trintaeum, Urbansound).
Entretanto passou cinco anos em Londres, integrando o cartaz de várias edições das festas Secretsundaze. De regresso a Portugal, foi residente do Lux Frágil e tem dado cartas nos mais variados clubes e festivais do país. A noite prossegue com o projeto parisiense Acid Arab, fundado por Guido Minisky e Hervé Carvalho em 2013.
A sua fusão de sons orientais de inspiração árabe com o acid house de Chicago dos anos 80 conquistou desde logo a crítica e o público. Desde que lançaram o álbum “Musique de France”, há três anos, e agora com o novo “Jdid”, têm percorrido o mundo quer em duo quer juntando instrumentistas às suas atuações. Figura incontornável no panorama internacional da música eletrónica, o produtor Étienne de Crécy assinou álbuns de referência como “Pansoul” (com Philipe Zdar sob o nome Motorbass), “Superdiscount”, “Tempovision” e “Superdiscount 2 & 3”. Fez dezenas de remisturas para artistas como Kraftwerk, Air, Moby ou Lil’ Louis. É também um DJ apaixonado que conquista facilmente o público – o seu disco ao vivo “Beats’n’Cubes” tornou-se uma referência mundial no que respeita a atuações de eletrónica ao vivo.

Jukebox Vinil: France Vintage
Até 19 janeiro, 09h30 – 19h, Bares 1 e 2 | Entrada livre
À atenção particular dos nostálgicos: durante seis dias a Casa da Música terá uma relíquia disponível para utilização nos bares 1 e 2. É uma jukebox original de há mais de meio século, com uma colecção vintage de vinil em 45 rpm, recheada de clássicos intemporais da música francesa que permitem relembrar num contexto sedutor artistas como Serge Gainsbourg, Jacques Brel, Édith Piaf, Leo Ferré, Charles Aznavour, Adamo, Françoise Hardy e tantos outros.

Jules et Jim
Ciclo de Cinema Francês
Domingo, 19 janeiro, 16h, Sala 2 | Entrada livre
Filme de François Truffaut
França • 1962 • ficção • 107´
Música de Serge Rezvani interpretada por Jeanne Moreau
Neste arranque do Ano França na Casa da Música, prossegue o ciclo de cinema proposto pelo Cineclube do Porto. A presença da chanson française no cinema francês vem de uma longa tradição, destacando-se em especial no período da chamada Nouvelle Vague. Um dos filmes centrais deste movimento é “Jules e Jim”, de François Truffaut, em que Jeanne Moreau interpreta um tema original de Serge Rezvani: “Le Tourbillon”. Esta canção torna-se um exemplo paradigmático do uso da música no cinema francês da Nouvelle Vague, no qual a canção e a sua ligação ao filme perpassa do cinema para fora dele.

Swimming Pool
Ciclo de Cinema Francês
Domingo, 19 janeiro, 18h, Sala 2 | Entrada livre
Filme de François Ozon
França • 2003 • ficção • 103´
Música de Philippe Rombi
O ciclo de cinema com a curadoria do Clube Português de Cinematografia – Cineclube do Porto encerra com um filme contemporâneo. A música é de Philippe Rombi, um dos maiores e mais internacionalizados compositores para filmes franceses, que aqui acompanha o sombrio “Swimming Pool” de François Ozon, com Charlotte Rampling e Ludivine Sagnier – um thriller psicológico no qual, na medida dos filmes de Hitchcock, a música desempenha um papel crucial para adensar a tensão dramática.

Te Deum
Domingo, 19 janeiro, 18h, Sala Suggia | 17 € – 22 €
Orquestra Barroca Casa da Música
Coro Casa da Música

Hervé Niquet direção musical
Marc-Antoine Charpentier Missa Assumpta est Maria; Duas Marchas em Ré maior; Te Deum
A Orquestra Barroca e o Coro Casa da Música apresentam-se ao lado de um dos maiores especialistas no Barroco francês, o maestro Hervé Niquet, fundador do prestigiado agrupamento de música antiga Le Concert Spirituel. Naquela que é a sua estreia na Casa da Música, dirige um programa inteiramente dedicado a um dos maiores mestres da música francesa, Marc-Antoine Charpentier, célebre especialmente pela sua extensa produção vocal. Composta na última década de vida de Charpentier, “Missa Assumpta est Maria” é considerada uma das suas obras-primas, escrita para vozes solistas, coro e acompanhamento instrumental. Não podia faltar o célebre “Te Deum” que inclui um ensemble instrumental alargado para a época e cujo prelúdio inicial foi usado como tema de abertura da União Europeia da Radiodifusão e do Festival Eurovisão.

Alceu Valença
Segunda, 20 janeiro, 21h30, Sala Suggia | 25 € – 30 €
Após a bem-sucedida parceria entre Alceu Valença, o maestro Rodrigo Toffolo e o encenador Paulo Rogério Lage, com a criação do espetáculo “Valencianas”, que percorreu o Brasil e Portugal sempre com concertos esgotados, o trio apresenta “Valencianas II”. Com este novo espetáculo chegam novas músicas, novos arranjos e ainda mais sucessos de Alceu. Concebido em 2010 para celebrar os 40 anos de carreira de Alceu Valença, “Valencianas” representou a primeira experiência de orquestração da obra do cantor e compositor pernambucano.

Quarteto de Cordas de Matosinhos
Terça, 21 janeiro, 19h30, Sala 2 | 10 €
Ludwig Van Beethoven Quarteto de cordas nº4 em Dó menor, op.18
Maurice Ravel Quarteto de cordas em Fá maior
Os seis quartetos op.18 são a primeira incursão de Beethoven no domínio do quarteto de cordas. Na tonalidade de Dó menor, que no compositor alemão tem algo de trágico e inevitável, o Quarteto nº 4 fala-nos em discurso direto e sem grandes rodeios, com uma invenção melódica a lembrar Mozart. Termina com grande virtuosismo ao estilo húngaro, uma rara incursão de Beethoven neste estilo que Haydn tanto apreciava e que viria a ser o alvo favorito de muitos compositores do Romantismo. Escrito um século depois, o único quarteto de Ravel completa este recital do Quarteto de Cordas de Matosinhos numa referência ao Ano França na Casa da Música. Obra envolta em polémica na época em que foi escrita, mal recebida pelos críticos mas admirada por figuras como Debussy, rapidamente foi incluída no repertório dos grandes quartetos e se tornou um dos mais tocados do séc. XX.

Edgar Valente [Super Bock Unlock]
Quarta, 22 janeiro, 21h30, Café Casa da Música | Entrada livre
Há pelo menos sete anos que Edgar Valente faz dos palcos a sua segunda casa, coabitando-a com muitos e diferentes músicos, consoante os projetos em que se mete – neste momento, ativos, chegam à dezena. Da reinvenção da música popular portuguesa operada pela Criatura às incorporações no funk com Os Compotas, sem esquecer o afrobeat dos They Must Be Crazy, Edgar tem desenhado um percurso camaleónico, mas sempre acompanhado, até que este ano, finalmente, decide apresentar-se a solo. Um piano, um teclado e um adufe é tudo o que tem à mão para, com a sua voz potente e carismática, nos dar a ouvir canções que foi escrevendo ao longo do tempo.

Puzzle [Super Bock Unlock]
Quinta, 23 janeiro, 22h, Café Casa da Música | Entrada livre
Para Pedro Neves (piano), João Paulo Rosado (contrabaixo) e Miguel Sampaio (bateria), escrever música é juntar “peças” intrincadas de cores, padrões e movimentos. Por isso compõem em conjunto, contribuindo cada um para a construção deste puzzle musical.

Um Virtuoso para Schumann
Sexta, 24 janeiro, 21h, Sala Suggia | 18 € – 23 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Olari Elts direção musical
Pablo Ferrández violoncelo
Antonin Dvorák Abertura Carnaval
Robert Schumann Concerto para violoncelo e orquestra
Antonin Dvorák Sinfonia nº 7
O Concerto de Schumann é uma das obras fundamentais do repertório para violoncelo. Mais do que o virtuosismo e o fogo de vista, o que conquista os ouvintes e os próprios intérpretes é a sua densidade emocional e as bonitas sonoridades. O solista convidado para o tocar ao lado da Sinfónica é Pablo Ferrández, um jovem artista que está a construir uma brilhante carreira internacional, sendo premiado do Concurso Tchaikovski e uma aposta da rede europeia de salas de concerto ECHO. A obra é enquadrada neste programa por duas composições de Antonín Dvorák: a “Abertura Carnaval” traz reminiscências da sua Boémia natal, alternando o furor festivo dos ritmos populares e os ambientes pastorais; e a “Sétima Sinfonia” é filiada na grande tradição sinfónica germânica de Beethoven e Brahms e é considerada uma das mais profundas das nove que o compositor checo compôs.

Carnaval dos Animais
Domingo, 26 janeiro, 10h + 11h30 + 16h, Sala 2 | 10 €
Factor E! direção artística
Artur Carvalho, Daniel Sousa, Inês Lapa, Joaquim Alves, Óscar Rodrigues e Tiago Oliveira interpretação
Neste bosque musical, os animais da obra de Saint-Saëns comunicam por melodias e ritmos. Tecem assim a linguagem da sua festa, que adquire a forma de um concerto onde se exploram as sonoridades de instrumentos acústicos e do repertório clássico, em animado convívio com a tecnologia. O antigo e o novo, portanto, celebrando o encanto da vida.

A Sétima de Dvořák
Domingo, 26 janeiro, 12h, Sala Suggia | 11 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Olari Elts direção musical
Concerto comentado por Daniel Moreira
Antonin Dvorák Sinfonia nº 7
Após a sua estreia triunfal em Londres, a “Sétima Sinfonia” de Dvorák fixou-se no repertório como uma obra fundamental descendente em linha directa das grandes sinfonias de Beethoven e Brahms. As influências do folclore eslavo, tão exploradas por Dvorák noutras obras, esbatem-se aqui para dar lugar ao mundo interior e ao universalismo do compositor, revelado em instrumentações imaginativas e no genial tratamento do material musical. Uma obra ambiciosa, sombria e marcada pela intensidade dramática, explicada neste concerto por Daniel Moreira, com recurso a exemplos musicais apresentados pela orquestra antes da sua interpretação completa.

Prémio Jovens Músicos / Antena 2
Terça, 28 janeiro, 19h30, Sala 2 | 10 €
Cristiano Rios percussão
Joaquim Rocha trombone
O Prémio Jovens Músicos destaca todos os anos os novos talentos da interpretação musical em diversas categorias, revelando os artistas com potencial para fazerem a diferença na vida musical dos próximos anos. Neste recital apresentam-se dois dos laureados na 33ª edição do concurso. O percussionista Cristiano Rios estudou no Conservatório de Música da Jobra, onde terminou o curso com nota máxima, e na Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação de Charles Richard Buckley, Jeffery Davis e Pedro Carneiro. Toca regularmente com várias orquestras nacionais, tal como o trombonista que assume a segunda parte do recital: Joaquim Rocha. Este formou-se na Academia de Música de Castelo de Paiva e na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Porto com Severo Martinez, onde obteve 20 valores no recital final da Licenciatura. Frequenta o mestrado em ensino na Escola Superior de Música de Lisboa.

Wim Mertens
Inescapable • 40th Anniversary Tour

Quarta, 29 janeiro, 21h, Sala Suggia | 35 €
São 40 anos de carreira, contados desde a obra eletrónica “For Amusement Only”, que usava exclusivamente sons de máquinas de flippers. Seguiram se clássicos como “Struggle for Pleasure” (1983) e “Maximizing the Audience” (1984). Nas décadas seguintes, Wim Mertens refinou a sua linguagem, compôs para diversos instrumentos e ensembles e firmou o seu nome no panorama internacional com recitais regulares nas melhores salas do planeta, a solo, em pequenas formações e com orquestra. Para assinalar devidamente tão importante marco, lançou o CD quádruplo “Inescapable”, em novembro, com 61 composições – entre marcos do seu percurso, gravações ao vivo e peças inéditas. Esse é o mote para uma digressão mundial que passa naturalmente por Portugal, um dos países que acolheram o compositor belga desde praticamente o início da sua carreira.

Verónica Larrenne [Super Bock Unlock]
Quarta, 29 janeiro, 21h30, Café Casa da Música | Entrada livre
Desde 2007, ano da sua estreia discográfica com “Moments”, álbum de originais que apresentou na Casa da Música, Verónica Larrenne tem atuado em importantes palcos nacionais e internacionais. Movendo-se entre a soul, a pop e a dance music, a artista regressa agora ao ponto de partida com dois novos singles e uma seleção de temas de “Moments” rearranjados à luz de cânones mais atuais.

Sérgio Vieira Trio [Super Bock Unlock]
Quinta, 30 janeiro, 22h, Café Casa da Música | Entrada livre
Sérgio Vieira, baterista e compositor brasileiro, traduz em arte aquilo que a vida lhe entrega como matéria-prima, criando com o entusiasmo de quem empresta novas cores ao mundo. O resultado é música viva, polissémica e intemporal. Deste trio de jazz, além de Sérgio Vieira (bateria), fazem parte Marcelo Castilha (piano) e João Próspero (contrabaixo). Juntos, os músicos atravessam paisagens sonoras distintas com grande coesão e sentido de dinâmica.

Redescobrir Beethoven
Sábado, 1 fevereiro, 18h, Sala Suggia | 13 € – 18 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Ryan Wigglesworth direção musical e piano
Ludwig Van Beethoven Concerto nº 1 para piano e orquestra
Mark-Anthony Turnage Frieze (estreia em Portugal)
Ludwig Van Beethoven Sinfonia nº 1
17h15, cibermúsica: Palestra pré-concerto por Helena Marinho
Um Beethoven clássico, herdeiro de Mozart e Haydn, é aquele que se apresenta neste programa com obras escritas na primeira fase da sua vida criativa – mas que já deixavam adivinhar o enorme impacto que o músico alemão viria a ter na história da música. Tal como acontecia no tempo do compositor, também aqui o maestro será simultaneamente solista ao piano. Grande conhecedor do repertório actual e especialmente do universo britânico da música contemporânea, Wigglesworth dirige uma obra que o seu compatriota Mark-Anthony Turnage escreveu em forma de homenagem ao seu compositor favorito, Beethoven. Frieze traz reminiscências da obra sinfónica de Beethoven e o seu título é uma referência a um tributo antigo ao grande compositor de Bona: o “Friso de Beethoven”, obra emblemática do pintor Gustav Klimt patente no Palácio da Secessão, em Viena.

O Génio de Lopes-Graça
Domingo, 2 fevereiro, 18h, Sala Suggia | 10 € – 15 €
Coro Casa da Música
Paul Hillier direção musical
Fernando Lopes-Graça Três Líricas de Camões; Três Canções Corais; Dos Romances Viejos; 6 Canções Regionais Portuguesas; Primeira Cantata do Natal
Pertence a Fernando Lopes Graça o mais importante legado da música coral portuguesa do século XX, com uma obra neste domínio apenas comparável à dos grandes polifonistas do Renascimento. Duas grandes categorias dividem este legado: as composições originais e as harmonizações de canções regionais, domínios nos quais o compositor deixou o seu cunho extremamente pessoal, impregnando os de sonoridades que se associam imediatamente ao seu nome. Resultado do seu estudo de campo na recolha da música tradicional, as suas composições refletem uma imagem das raízes da música portuguesa difícil de encontrar noutros compositores. Foco do interesse do maestro Paul Hillier desde a primeira hora em que assumiu o desafio de criar de raiz o Coro Casa da Música, em 2009, Lopes Graça é o alvo de um concerto monográfico, inteiramente dedicado à sua obra coral, e que resultará num registo discográfico do Coro.

Cat in a Bag
Terça, 4 fevereiro, 19h30, Sala 2 | 10 €
A música de Cat in a Bag é completamente improvisada, tendo como pano de fundo o noise rock e a música experimental. O primeiro álbum da banda foi lançado pela Clean Feed em julho de 2019, altura em que fez o concerto de abertura do Jazz im Goethe Garten (sob a curadoria de Rui Neves). O quarteto é formado por Bruno Figueira (saxofone alto), João Clemente (guitarra elétrica, ímanes), João Lucas (baixo elétrico) e Duarte Fonseca (bateria).

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