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Sugestões Casa da Música

Sugestões Casa da Música

Beatrice Rana
Quarta, 13 novembro, 21h, Sala Suggia | 18,80 € – 22,55 €
Beatrice Rana piano
Fryderyk Chopin 12 Estudos, op.25
Igor Stravinski Petruchka
Restante programa a anunciar
Com apenas 25 anos, a pianista italiana Beatrice Rana é artista exclusiva da Warner e premiada nos concursos de Montréal e Van Cliburn. Após o sucesso conquistado no seu recital de estreia na Casa da Música, em que interpretou as Variações Goldberg de Bach, regressa ao Ciclo de Piano com um programa verdadeiramente desafiante. Para além dos estudos de Chopin, um marco do repertório pianístico que representa a reinvenção desta forma levada a cabo pelo compositor polaco, o recital apresenta a personagem Petruchka, do incontornável bailado de Stravinski, o Polichinelo de teatro de marionetas russo numa obra verdadeiramente endiabrada. Uma noite preenchida por obras geniais que ficaram na história.

João Canedo
Super Bock Unlock
Quarta, 13 novembro, 21h30, Café Casa da Música | Entrada livre
Guitarrista e compositor, João Canedo apresenta o seu quinto álbum de originais, primeiro de estúdio, intitulado Gasta Essa Esperança, com uma sonoridade limpa e clara ainda e sempre influenciada pela música tradicional. A forma peculiar como Canedo toca guitarra, fruto de uma aprendizagem autodiacta, é uma marca distintiva da sua musicalidade, vertida em canções de forte pendor emocional.

Hristo Goleminov & Miguel Meirinhos
Quinta, 14 novembro, 22h, Café Casa da Música | Entrada livre
Cruzando influências da música erudita e do jazz, este duo apresenta uma proposta que mantém o lirismo da tradição jazzística ao mesmo tempo que experimenta sonoridades contemporâneas dos mais diversos quadrantes. Vários anos de colaboração noutros projectos e uma enorme partilha musical resultam numa performance orgânica, intimista e de evidente natureza simbiótica.

Fado à Mesa
Sexta, 15 novembro, 20h30, Restaurante | 39,5 €
Com Maura Airez e Francisco Moreira
Mensalmente, o Restaurante Casa da Música torna-se uma verdadeira Casa de Fados, em que o fado é “servido à mesa” por intérpretes de eleição, honrando a nossa melhor tradição, mas também a contemporaneidade da canção portuguesa por excelência.

Coração Ardente
Sábado, 16 novembro, 18h, Sala Suggia |13,15 € – 16,9 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Peter Rundel direção musical
Thomas E. Bauer barítono
Jörg Widmann Das heiße Herz, para barítono e orquestra
Johannes Brahms Sinfonia nº 3
O primeiro ciclo de lieder de Jörg Widman – O Coração Ardente – é escrito sobre poemas pouco conhecidos da célebre coletânea Des Knaben Wunderhorn, que tanto inspirou os compositores germânicos do Romantismo, a par de outros de Klabund, Brentano e Härtling. Textos radicalmente simples e genuínos, que apontam ao coração. Também Brahms foi um prolífico autor de canções, mas o que o traz a este concerto é a sua “Terceira Sinfonia”, com pinceladas de mistério e harmonias enigmáticas que nos deixam suspensos. No seu luminoso terceiro andamento, inclui uma das melodias mais célebres da música sinfónica, tanto que tem sido repetidamente adaptada à cultura popular.

Polifonia Intemporal
Domingo, 17 novembro, 18h, Sala Suggia | 9,4 € – 13,15 €
Coro Casa da Música
Paul Hillier direção musical
Manuel de Correia Hostias et preces
Pedro de Cristo Inter vestibulum
Duarte Lobo Pater peccavi
David Fennessy Letter to Michael; Ne Reminiscaris; Hashima Refrain
Tomás Luis de Victoria Alma redemptoris mater; O magnum ysterium; Salve Regina
O Coro Casa da Música regressa ao período dourado da polifonia portuguesa, com obras de alguns dos seus mais dignos representantes: Pedro de Cristo, mestre de capela no Mosteiro de Santa Cruz (1597-1618), Duarte Lobo, mestre de capela da Sé de Lisboa (1591-1639) e Manuel de Correia, compositor da geração seguinte que exerceu actividade essencialmente em Espanha. Nome central da polifonia renascentista espanhola é Tomás Luis de Victoria, um dos compositores europeus mais destacados do seu tempo com uma linguagem que associa o fervor místico a um intimismo de estilo muito pessoal. Num outro plano, este concerto inclui um tríptico muito recente do compositor contemporâneo irlandês David Fennessy.

Kyle Eastwood
Domingo, 17 novembro, 21h, Sala 2 | 20 €
Filho de Clint Eastwood, Kyle cresceu rodeado de cinema e de música. Sendo o seu pai um dos mais famosos atores e realizadores do mundo e também um grande amante de jazz, além de competente pianista, não é de espantar que Kyle Eastwood tenha decidido combinar as duas artes na sua mais recente criação, o álbum “Cinematic”, em que arranja para combo de jazz obras de Henry Mancini, Ennio Morricone, Lalo Schiffrin, John Williams e outros notáveis compositores de bandas sonoras. Depois do ecrã, cabe-nos agora desfrutar delas em palco.
[Misty Fest]

Maria Gadu
Segunda, 18 novembro, 21h, Sala Suggia | 30 € – 40 €
Uma digressão de voz, violão e guitarra e um repertório com os seus maiores sucessos e músicas que lhe marcaram a vida. É neste contexto que Maria Gadú, figura de referência da MPB atual, regressa à Casa da Música. Em discurso direto, a autora de temas como “Shimbalaiê” ou “Altar Particular”, que têm corrido o mundo, antecipa o concerto: “A solidão no palco, as canções em suas formas nuas e cruas, o improviso. Lembrando meus tempos de barzinho, tocadora de rua, violeira da noite”.
[Misty Fest]

Henrique Fraga
Terça, 19 novembro, 19h30, Sala 2 | 9,4 €
Henrique Fraga guitarra de Coimbra
Tiago Santos guitarra clássica
Henrique Fraga é um guitarrista formado no seio cultural do mundo académico de Coimbra, onde trilhou caminho pela história da guitarra portuguesa. Solista de forte impulso criativo, prepara-se agora para apresentar um conjunto de temas que dará vida ao seu primeiro álbum de originais. O single ”Ao fundo do túnel” é o primeiro sinal de uma esperança de liberdade, um romper com a corrente que confina a guitarra a um estilo, uma ânsia de descoberta além do horizonte expectável. O seu trabalho nasce no eco transgeracional deste instrumento e afirma a sua identidade num encontro único entre tradição e evolução.

Adriana Calcanhotto
Terça, 19 novembro, 21h30, Sala Suggia | 25 € – 35 €
Com intervalos de dez anos entre cada álbum, Adriana Calcanhotto completou a sua trilogia marítima. Lançado em junho deste ano, “Margem” permite agora à cantora apresentar o projeto por inteiro, recuperando as aventuras musicais de “Maritmo” e “Maré” para um concerto que conta ainda com canções de outros álbuns seus. Tudo na companhia de Bem Gil (guitarra e flauta), Bruno Di Lullo (baixo e sintetizadores) e Rafael Rocha (bateria e percussões), o trio responsável pela sonoridade de “Margem”.

Little Friend
Quarta, 20 novembro, 21h30, Café Casa da Música | Entrada livre
Cinco anos depois de “We Will Destroy Each Other”, álbum que deu a conhecer os Little Friend, a banda de John Almeida está de regresso com “A Substitute for Sadness”. Pelo meio, um processo de desconstrução gradual de tudo o que havia sido escrito e vivido, até ser inevitável uma reconstrução quase total da identidade musical da banda, sem contudo beliscar o seu propósito essencial: fazer canções. Com mais arranjos e orquestração, e uma produção cuidada de André Tentúgal, o novo álbum foi antecipado pelo single “Sombre Song”, que reflete o fascínio pela fronteira sonora entre a estética de cantautor de finais dos anos 60 e a orquestração do início da década de 70, que trouxe temas mais sombrios para as letras.

João Só
Quinta, 21 novembro, 22h, Sala 2 | 12 € – 15 €
Já lá vão 10 anos desde o lançamento de “João Só e Abandonados”, primeiro disco deste cantautor que pelo tempo fora foi cimentando uma posição de relevo na música portuguesa. É, pois, altura de celebrar “como deve ser”: em palco, com a banda e amigos, num concerto de revisão de carreira a que não faltarão surpresas. Passaram 10 anos, mas João diz que é Só o começo.

The Smokestackers
Quinta, 21 novembro, 22h, Café Casa da Música | Entrada livre
The Smokestackers surgem de um gosto em comum – o blues. Sempre com as raízes do género em cena, o duo formado por João Belchior e Diogo Mão de Ferro representa a imagem e o sentimento do blues, num repertório que abrange a tradição e a actualidade. Em formato acústico, com notas de slide guitar e harmónica sobrevoadas por vozes que cantam letras tantas vezes passadas de geração em geração.

Um Americano em Paris
Sexta, 22 novembro, 21h, Sala Suggia | 17,85 € – 21,60 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Takuo Yuasa direção musical
Samuel Barber Adagio para cordas
Samuel Barber adograph of a Yestern Scene
Alberto Ginastera Quatro danças de Estancia
George Gershwin/Robert Bennett Porgy and Bess, quadro sinfónico
George Gershwin Um Americano em Paris
Combinando profundidade e simplicidade, o “Adágio” para cordas é inquestionavelmente uma das obras mais populares do século XX e tornou o norte-americano Samuel Barber um compositor celebrado em todo o mundo. Menos conhecida é a sua peça tardia “Fadograph of a Yestern Scene”, com um título que sugere o fascínio pela poesia de James Joyce. A vida dura nas pampas da América do Sul, com as suas grandes quintas de criação de gado, impressionou o compositor argentino Ginastera levando-o a escrever o bailado “Estancia”. Outra realidade dura e tipicamente americana é a de uma comunidade negra da Carolina do Sul que Gershwin retrata em “Porgy and Bess”, obra que representou uma pedrada no charco do mundo operático quando estreou em 1935. Terminando num tom mais cosmopolita, a Sinfónica apresenta as famosas impressões de um americano que visita Paris e absorve os sons do quotidiano enquanto vagueia pela cidade, naquela que é uma das composições mais icónicas de George Gershwin.

Noble
Sexta, 22 novembro, 23h, Sala 2 | 15 €
Quem ainda não ouviu nas rádios nacionais, ou até mesmo em séries de televisão de sucesso, temas como “Honey” ou “Coming Back”? Pois bem, o autor desses sucessos é português, chama-se Pedro Fidalgo, mas dá-se a conhecer artisticamente como Noble. No dia 22 de novembro apresenta-se na Casa da Música, para dar a conhecer pela primeira vez ao vivo o seu disco de estreia, “Honey”.
Logo com o seu primeiro single, “Honey”, Noble conseguiu uma proeza inédita: ter uma música em inglês como genérico de uma série portuguesa, neste caso, “Amar depois de Amar” da TVI.
“Honey” tem sido um dos temas mais tocados em 2019 nas rádios nacionais, tendo atingido o número um do airplay nacional dos artistas portugueses e contando com mais de um milhão e meio de visualizações no Youtube. Mas quem pensou que Noble seria um homem de um só sucesso, enganou-se; o segundo single, “Coming Back”, já está em crescimento nas tabelas de airplay e já faz parte banda sonora da nova novela da TVI, “Na corda bamba”.

Luís Represas
Sábado, 23 novembro, 21h30, Sala Suggia | 25 €
Luís Represas, em “Boa Hora”, apresenta espetáculo, na Casa da Música.
Dia 23 de novembro, canções a solo e dos Trovante que marcaram a história da música portuguesa, bem como temas do seu novo álbum, vão marcar uma noite cheia de sentido para comemorar 43 anos de carreira.
Para além de recordar grandes sucessos que fazem parte da memória coletiva como “Feiticeira”, “Perdidamente”, Da Próxima Vez, “Timor” ou “125 Azul”, entre muitos, o público vai poder ouvir ao vivo temas que fazem parte do seu mais recente álbum de originais: “Boa Hora”. Um trabalho discográfico, vencedor do Prémio Pedro Osório 2019, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), que conta com várias participações especiais como: Ivan Lins, Carlos do Carmo, Jorge Palma, Paulo Gonzo, Stewart Sukuma e um surpreendente tema com a colaboração de Mia Rose.
Motivos não faltam para assistir a um espetáculo único de uma das vozes mais emblemáticas e reconhecidas do panorama musical português.

Vossa Nossa
Sábado, 23 novembro, 22h30, Sala 2 | 22 €
Tiago Nacarato, Janeiro e Faro juntam-se num concerto único e irrepetível. Os três jovens músicos, cantautores portugueses nascidos nos anos 90 e amigos de longa data, interpretam temas seus e de outros criadores que os inspiram. Vossa Nossa, movimento da nova canção portuguesa que nasce com influência do Brasil, é também um estado de espírito que simboliza o prazer de fazer música e de a ver brotar de momentos especiais de partilha em comunidade.

Gershwin Comentado
Domingo, 24 novembro, 12h, Sala Suggia | 11,30 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Takuo Yuasa direção musical
Concerto comentado por Telmo Marques
George Gershwin/Robert Bennett Porgy and Bess, quadro sinfónico
George Gershwin Um Americano em Paris
Quem nunca ouviu canções inesquecíveis como “Summertime” ou “Bess, You Is My Woman Now”, que conheceram múltiplas vidas nas grandes vozes do jazz e da música popular? Na verdade, são alguns dos números de “Porgy and Bess”, uma ópera revolucionária que funde a tradição europeia com a cultura popular de uma comunidade negra da Carolina do Sul. Neste concerto comentado dedicado a George Gershwin, poderá ouvir-se um quadro sinfónico que reúne vários momentos-chave da ópera e ainda “Um Americano em Paris”, poema sinfónico que retrata as impressões de alguém que visita a Cidade Luz. Melodias de sabor parisiense, barulhos de rua e até buzinas de carros compõe o panorama, que inclui também sonoridades americanas como o blues.

Eduardo Guerrero
Segunda, 25 novembro, 21h, Sala Suggia | 30 €
Eduardo Guerrero baile
Javier Ibáñez e Juan J. Alba guitarras
Anabel Rivera, Sandra Zarzana, Samara Montáñez vozes/palmas
No século IV a.C., o general Sun Tzu escreveu um livro de estratégia militar, “A Arte da Guerra”, em que afirmava: “A melhor vitória é vencer sem combater”. Assim acontece no teatro de operações do amor, cenário escolhido por Eduardo Guerrero para este novo espetáculo, em cujo centro o bailarino coloca a sua relação com as mulheres, uma guerra feita arte, envolvendo sentimento e sensualidade. “Guerrero” marca um antes e um depois na trajetória artística de Eduardo.

Trio à la Joie
Terça, 26 novembro, 19h30, Sala 2 | 9,4 €
Marina Pacheco soprano
Tiago Matos barítono
Pedro Costa piano
Obras de Clara Schumann, Carl Loewe, Francisco de Lacerda, Fernando Lopes-Graça, Ruggero Leoncavallo, Hector Berlioz, Luís Tinoco e Jacques Offenbach
Os aniversários de nascimento e morte de grandes compositores são o pretexto habitual para os programas do Trio à la Joie, que intercalam árias célebres, duetos, canções e peças para piano. Sem outro mote que não este, a probabilidade de nos depararmos com verdadeiros diamantes que ficaram submersos na história da música também aumenta. Num alinhamento em que se destacam os 200 anos de Clara Schumann e a presença dos compositores portugueses Lopes-Graça e Francisco de Lacerda, o trio afirma a sua versatilidade ao celebrar o aniversário de um contemporâneo, Luís Tinoco.

Cuca Roseta
Terça, 26 novembro, 21h30, Sala Suggia | 15 € – 18 €
Concerto Solidário Vida Norte
Cuca Roseta, um dos rostos mais acarinhados da nova geração do fado, regressa à Casa da Música para um concerto solidário em favor de uma instituição que apoia grávidas e bebés em situação de vulnerabilidade. Faz, pois, redobrado sentido que o repertório escolhido pela fadista se centre em “Luz”, o seu quarto e último álbum, mais um trabalho aclamado e que tem recolhido elogios da crítica internacional.

Chico Daniel
Quarta, 27 novembro, 21h30, Café Casa da Música | Entrada livre
Chico Daniel é o nome com o qual Francisco Almeida (BoiteZuleika e Fado Violado) se apresenta na companhia do contrabaixista João Paulo Rosado, propondo novas perspetivas enquanto cantautor e interpretando poemas da sua autoria, mas não só. Sustentado pela guitarra espanhola, realiza uma viagem de Portugal a Espanha, passando por África e Brasil, para regressar ao lugar de partida.

David Fonseca
Quarta, 27 novembro, 21h30, Sala Suggia | 21 €
Após ter celebrado, em 2018, nos Coliseus de Lisboa e Porto, os 20 anos dos Silence 4, David Fonseca preparou algo que há muito queria fazer e a que deu o título de “Radio Gemini_Closer”, um cruzamento entre o cinema e a música num filme interativo em tempo real que permite descobrir muitos dos caminhos secretos por onde as suas composições e um modo particular de olhar o mundo o têm feito passar. “Há um lado imensamente pessoal nesta abordagem, mas talvez seja essa a magia de tocar ao vivo, de me revelar como raramente tenho oportunidade de fazer. Vai ser um espectáculo em cima de uma corda bamba entre imagens e sons, tão real e frágil como a vida, mas maior, mais alto e, se tudo correr bem, com confettis”, antecipa.

João Mortágua & Diogo Alexandre
Quinta, 28 novembro, 22h, Café Casa da Música | Entrada livre
João Mortágua e Diogo Alexandre estabelecem contacto em Coimbra, há cinco anos, e cimentam uma relação de amizade, humana e musical, que se consolidou em diversos contextos e mais recentemente deu origem a este projeto, onde exploram as amplas potencialidades do duo saxofone/ bateria. Partindo de ideias conjuntas, garantem uma viagem fluída, mas também atribulada, rumo a destino incerto.

A Quinta de Tchaikovski
Sexta, 29 novembro, 21h, Sala Suggia | 17,85 € – 21,60 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Baldur Brönnimann direção musical
Jean-François Lézé tímpanos
Luís Filipe Sá piano
Bohuslav Martinů Duplo Concerto para duas orquestras de cordas, piano e tímpanos
Piotr Ilitch Tchaikovski Sinfonia nº 5
Quando o compositor boémio Bohuslav Martinů escreveu o seu “Duplo Concerto”, a Europa vivia tempos conturbados e a expectativa amarga de algo terrível: o início da Segunda Guerra Mundial. Esse sentimento não deixa de estar presente numa obra sob tensão quase permanente e que se tornou o ex-libris da sua produção musical. A fatalidade do destino é uma das ideias características do Romantismo, que dominou especialmente a escrita da “Quinta Sinfonia” de Tchaikovski. A obra encontra-se envolta em mistérios que ainda hoje permanecem por descortinar, e continua a surpreender pelo seu percurso desde a solenidade e tristeza até à apoteose.

Orquestra Jazz de Matosinhos “Jazz in the Space Age”
Sábado, 30 novembro, 21h, Sala Suggia | 12,2 € – 15,95 €
Pedro Guedes direção musical
Músicos convidados:
João Paulo Esteves da Silva piano
Andy Sheppard saxofone tenor
Música de George Russell
George Russell desenvolveu a primeira teoria musical nascida das entranhas do jazz. Criou uma nova abordagem à criação que foi revolucionária e mudou o percurso de figuras como Miles Davis, John Coltrane e Ornette Coleman – o famoso disco “Kind of Blue” de Miles e todo o jazz modal não teria existido sem as ideias de Russell.
As suas obras primas “Jazz in the Space Age” e “All About Rosie” foram dois grandes exemplos práticos desses conceitos que abriam um novo mundo de sonoridades para o jazz. Neste projeto, a Orquestra Jazz de Matosinhos celebra o legado de Russell e a sua música que continua a soar moderna, contando com a parceria de dois grandes solistas.

Jorge Drexler
Domingo, 1 dezembro, 21h30, Sala Suggia | 20 € – 25 €
Magnético e genial: Jorge Drexler chega a Portugal no final do ano para apresentar o seu novo espetáculo “Silente” a 1 de dezembro na Casa da Música, no Porto.
Drexler regressa com um dos seus formatos mais celebrados: guitarra e voz, acrescentando-lhe as ferramentas contemporâneas que o ajudam a criar paisagens sonoras e visuais. Sempre com o silêncio como ponto de partida.
No seu vasto percurso ligado à música e às artes que conta com 13 discos de originais editados, o cantor e compositor Uruguaio ganhou definitivamente popularidade mundial em 2005, enquanto autor da primeira canção escrita em espanhol a ganhar um Óscar – “Al otro lado del río” do filme “Diarios de Motocicleta” (Walter Salles, 2004). Em 2018, foi o grande vencedor dos Grammy Latino (Gravação e Canção do Ano e Melhor Álbum na categoria de Cantautor).

Messias Participativo
Terça, 3 dezembro, 21h, Sala Suggia | 23 € – 27 €
O “Messias” de Händel é certamente a oratória mais célebre do mundo, fama para a qual muito contribuiu o famoso “Aleluia”. Apesar de ter sido composto para as celebrações da Quaresma, a tradição tornou-a uma das obras favoritas do período natalício. A espectacularidade e a beleza das suas árias e coros garante-lhe um lugar de destaque entre as obras mais apreciadas pelo público. A Orquestra Barroca e o Coro Casa da Música reúnem-se com um elenco internacional de solistas para interpretar a obra prima de Händel num concerto participativo promovido pela Fundação “La Caixa”. Com cerca de 200 coralistas do Porto e de Braga preparados pelos formadores do Serviço Educativo, esta será uma experiência imersiva para o público, numa celebração coletiva da música.

Harlem Gospel Choir
Quarta, 4 dezembro, 21h, Sala Suggia | 30 € – 35 €
With A Special Tribute To Prince
O Harlem Gospel Choir regressa a Portugal para nos oferecer um Natal diferente, igualmente espiritual, festivo e capaz de unir toda a família em torno de algumas das mais celebradas canções do mundo.
O Harlem Gospel Choir, talvez o mais famoso grupo de gospel do mundo neste momento, já trouxe a Portugal espetáculos de homenagem a gigantes da música como Michael Jackson, Stevie Wonder ou Whitney Houston, Adele ou Beyoncé, compositores e interpretes de méritos mais do que reconhecidos que nas experientes vozes deste grupo se tornam também autores de hinos universais capazes de capturar o espírito de uma época muito especial.
Este ano, o grupo homenageia um dos mais geniais artistas dos nossos tempos – Prince! Não irão faltar os temas mais conhecidos deste músico de Minneapolis, com arranjos muito especiais como só os Harlem Gospel Choir sabem fazer.
Este grupo, que já cantou ao lado de ou para gente tão importante como Nelson Mandela, o papa João Paulo II, Paul McCartney, Diana Ross, U2 ou Gorillaz, entre tantos outros, tem quase três décadas de história, percurso relevante que lhes permitiu colecionar muitos sucessos que agora se traduzem num envolvente espetáculo, capaz de elevar os espíritos e de inundar de paz qualquer plateia.
O convite é para uma celebração muito especial e dirige-se a toda a família. A banda sonora, essa será de luxo e entregue com o inimitável estilo do Harlem Gospel Choir.

Raul Midón
Quarta, 4 dezembro, 21h30, Sala 2 | 17 € – 20 €
Virtuoso da guitarra, com 10 álbuns de estúdio e duas nomeações consecutivas para os Grammy na categoria “Best Vocal Jazz Album”, Raul Midón conta com uma extensa lista de colaborações com grandes nomes, como Herbie Hancock, Stevie Wonder ou Bill Withers, bem como contribuições para álbuns de Jason Mraz, Queen Latifah ou Snoop Dogg, entre outros, tendo conquistado uma base de fãs e o respeito dos críticos, um pouco por todo o mundo.
Presença regular em festivais e salas de referência um pouco por todo o mundo, regressa a Portugal em dezembro, para apresentar os seus dois últimos trabalhos (nomeados aos Grammy), “If You Really Want” e “Bad Ass and Blind”, sem esquecer os principais êxitos da carreira.
1ª Parte – We Find You
A abertura ficará a cargo dos We Find You, projeto que se inicia em 2015, em Braga, com David Dias (voz) e Miguel Faria (guitarra e coros), e cujas influências vão desde Radiohead ou Coldplay a Ray Lamontagne, Patrick Watson ou Matt Corby.

O Príncipe de Bartók
Sábado, 7 dezembro, 18h, Sala Suggia | 13,15 € – 16,9 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Baldur Brönnimann direção musical
Pedro Lima nova obra para orquestra
Harrison Birtwistle Deep Time
Béla Bartók O Príncipe de Pau (suite)

Escrito em período de conflito mundial por um músico angustiado, “O Príncipe de Pau” é um bailado-pantomina de inspirado sentido poético, um conto de fadas sobre o qual pesa algum simbolismo trágico. Para conquistar a princesa por quem se apaixonou, um príncipe tem de atravessar a floresta enfeitiçada por uma bruxa. Por cautela, envia a sua réplica feita de pau, mas acontece que a princesa se apaixona pelo boneco… pelo menos até o feitiço que lhe deu vida terminar. Além da estreia mundial de mais uma encomenda ao Jovem Compositor em Residência 2019, o concerto inclui a estreia portuguesa de uma obra assinada há apenas dois anos por um dos mais notáveis compositores do nosso tempo, o britânico Harrison Birtwistle. Estreada na Filarmónica de Berlim sob a direcção de Daniel Barenboim, “Deep Time” explora uma ideia de dimensão temporal que nos é inacessível e onde o princípio e o fim se confundem na bruma.

Banda Sinfónica Portuguesa
Domingo, 8 dezembro, 12h, Sala Suggia | 9,4 €
José Pascual Vilaplana direção musical
Mark Camphouse Watchmen, Tell Us of the Night
Jesus Santandreu Children’s Song Symphonic Invention
Johan de Meij Symphony der Liedr nº 4
O mundo das crianças inspira o programa de Natal da Banda Sinfónica Portuguesa, dirigido pelo aclamado maestro espanhol José Pascual Vilaplana e passando por autores dos Estados Unidos, de Espanha e da Holanda. Escrita para voz, coro infantil e orquestra de sopros, a “Sinfonia das Canções” de Johan de Meij é uma metáfora do renascimento, de uma nova vida e de esperança.

Nouvelle Vague
Domingo, 8 dezembro, 21h30, Sala Suggia | 25 €
Em 2004 os Nouvelle Vague editavam o seu álbum de estreia atingindo lugares cimeiros nos tops de vendas de música independente por cá e em toda a Europa, seguindo-se-lhe os Estados Unidos. Consequente, e após inúmeros pedidos, a banda dá o seu primeiro concerto no Lux em 2005 e os bilhetes esgotam no dia em que são colocados à venda, e desde dessa data que a história se repete a cada visita que a banda faz ao nosso país com todos os concertos esgotados.
A lealdade do nosso público é recompensada pela banda através da gravação e edição de dois discos ao vivo, “Aula Magna” (2cd e dvd) e “Acoustic”, disponíveis exclusivamente no mercado nacional. Para celebrar o 15º aniversário, a banda de Marc Collin e Olivier Libaux presenteiam-nos com uma tournée acústica, onde as suas vocalistas mais icónicas e acarinhadas por nós, Phoebe Killdeer e Melani Pain, serão as estrelas de noite e interpretaram temas clássicos e inéditos (temas esses a editar ainda este ano em vinil).

ESMAE Big Band
Terça, 10 dezembro, 19h30, Sala 2 | 9,4 €
Paulo Perfeito direção musical
Ao longo dos anos, aquele que foi o primeiro curso superior de jazz do país tem alimentado o circuito nacional com músicos criativos e projectos de alto nível artístico. Este é o concerto em que os alunos do Curso de Jazz da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo mostram a sua escrita para um formato exigente, a big band, apresentando-se num papel misto de compositores, arranjadores e intérpretes. Sem espartilhos estilísticos, aqui se poderá ouvir um esboço do futuro do jazz em Portugal.

Academia de Música de Costa Cabral
Terça, 10 dezembro, 21h, Sala Suggia | 10 €
A Academia de Música de Costa Cabral apresenta várias das suas orquestras de cordas, sopros e percussão, guitarra e Orff, no âmbito do trabalho pedagógico que tem vindo a desenvolver em prol de um trabalho artístico de conjunto. Sob a direção musical dos maestros Tiago Ferreira, Hélder Tavares, Marcelo Marques, Ricardo Matosinhos e André Costa, teremos a oportunidade de ouvir um repertório extremamente diversificado passando por vários estilos musicais.

Final Tchaikovski
Sexta, 13 dezembro, 21h, Sala Suggia | 17,85 € – 21,60 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Joseph Swensen direção musical
Carlos Alves clarinete
Joseph Swensen Sinfonietta (estreia em Portugal)
Aaron Copland Concerto para clarinete e orquestra
Piotr Ilitch Tchaikovski Sinfonia nº 6, “Patética”
Foi uma encomenda do grande clarinetista de jazz Benny Goodman que deu origem ao Concerto para clarinete do compositor americano Aaron Copland, uma obra que se tornou central no repertório do instrumento. Os dois músicos chegaram mesmo a gravar a obra juntos, em 1950, tendo Copland considerado ser a sua melhor gravação de sempre enquanto maestro. Também americano, o maestro-compositor Joseph Swensen interpreta a sua “Sinfonietta” em estreia nacional e apresenta a última obra escrita por Tchaikovski, a emotiva e enigmática “Sinfonia Patética”.

Pedro Burmester
Sábado, 14 dezembro, 18h, Sala Suggia | 18,80 € – 22,55 €
Pedro Burmester piano
Franz Schubert 4 Improvisos
Fernando Lopes-Graça Sonata para piano nº 3
Fryderyk Chopin 24 Prelúdios, op.28
Pianista sempre muito bem recebido pelo público da Casa da Música, Pedro Burmester corresponde invariavelmente com recitais de grande nível artístico. Com uma carreira de concertista iniciada aos 10 anos de idade, é uma figura maior do piano em Portugal. No regresso à Sala Suggia, apresenta algumas obras emblemáticas do piano romântico assinadas por Schubert e Chopin. Pelo meio dá a ouvir a “Sonata nº 3” de Lopes-Graça, uma obra que rendeu ao compositor o 1º Prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical em 1952.

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