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Cientistas conseguem regenerar corações depois de enfarte

Cientistas conseguem regenerar corações depois de enfarte

A dor sentida durante um ataque cardíaco é o reflexo de que parte das células do coração está a morrer, devido a um bloqueio das artérias que as alimentam. Essa interrupção da passagem do sangue a uma parte das células musculares cardíacas, na sequência da qual surge a dor do enfarte, pode ser motivada por maus hábitos alimentares, sedentariedade e até por fatores genéticos.
O ataque cardíaco afeta o coração de uma forma, até agora, irreversível. O músculo fica com uma cicatriz na região do tecido morto e deixa de conseguir bombear tanto sangue, sendo que uma caminhada de seis minutos pode ser um grande esforço para o paciente. Contudo, a equipa de cientistas norte-americana conseguiu regenerar parte do coração danificado e diminuir o tamanho das cicatrizes.
Os investigadores recolheram células saudáveis do coração de homens que tiveram ataques cardíacos e, em laboratório, conseguiram multiplicá-las em milhões de células musculares. Um mês depois, os doentes receberam entre 12 e 25 milhões de células musculares cardíacas. Um ano depois da operação, metade da cicatriz dos pacientes desapareceu e parte do tecido do coração regenerou.
De acordo com o médico, autor do estudo e diretor do Cedars-Sinai Heart Institute, “isto nunca foi conseguido antes, apesar de se ter passado uma década a fazer terapias de células em pacientes com ataques cardíacos”. “Agora conseguimos. Os resultados são substancialmente e surpreendentemente melhores do que os que obtivemos em animais”, assegurou Eduardo Marbán.

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