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A maldição da Praça de Lisboa, por Jorge Fiel

A maldição da Praça de Lisboa, por Jorge Fiel

Um árido parque de estacionamento à superfície é a mais antiga recordação que eu tenho da Praça de Lisboa. Depois houve uma tentativa de Belmiro de Azevedo de lhe dar vida, instalando lá um centro comercial. Não deixa de ser curioso que a Sonae, que da Grécia ao Brasil, passando por Alemanha e Itália, promove e gere shoppings florescentes, tenha falhado apenas no coração da cidade que a viu nascer e crescer.
Sei de um projecto, que está enguiçado, de recuperação desta praça que é uma ferida a largar pus mesmo ali ao lado das vibrantes Galerias de Paris. Ninguém me tira que se trata de uma maldição que só pode ter a ver com o nome. Da próxima vez que encontrar o Germano Silva vou sugerir-lhe que apresente na Comissão de Toponímia uma proposta de mudança de nome.

 

Jorge Fiel

Jorge Fiel cresceu e vive no Porto, onde nasceu, em Maio de 1956. Portista e regionalista. Licenciado em História. Jornalista há 31 anos. A Viva é o mais recente título onde tem textos publicados, uma lista onde convivem vivos e mortos, como o Norte Desportivo, O Comércio do Porto, Gazeta dos Desportos, Jornal do Comércio, Tripeiro, Crime, Expresso, Ideias & Negócios, Diabo, Briefing, Diário de Notícias, Advocatus e O Jogo.
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