Pingo Doce

Cidade de Turismo… e comércio?, por Mário Dorminsky

Cidade de Turismo... e comércio?, por Mário Dorminsky

 

As medidas recentemente tomadas pelo Município de liberalizar os horários de funcionamento dos serviços, o facilitar da montagem de esplanadas, as animações culturais pontuais realizadas em diversos pontos da cidade, são uma porta para que os privados possam investir naquilo que é seu. Os seus negócios e a sua cidade. Abrir os restaurantes da baixa, os bares, as livrarias, as discotecas, as lojas de “lembranças” (que o Porto não tem em quantidade suficiente e deveria ter) até, pelo menos, à meia noite. Abrir esplanadas junto dos cafés e ter naturalmente toda essa área urbana sob controlo policial permitiria seguramente uma maior afluência da população que assim poderia fugir dos Centros Comerciais, “apanhar” um pouco de ar e gozar este magnífico Porto, como já acontece de alguma forma nas noites de fim de semana entre os Aliados e a Praça de Lisboa.O eixo Batalha, Aliados, Carlos Alberto com a ligação à Ribeira poderia assim ser um local aprazível para “estar” e tudo isto em ligação com os espaços culturais aí existentes, a servir de motor para toda esta “movida”. O S. João e o Batalha, o Coliseu e o Passos Manuel, o Rivoli e o Sá da Bandeira, o Teatro Carlos Alberto, o Mercado Ferreira Borges e a Alfândega e até o Mercado do Bolhão, trabalhariam em melhores condições oferecendo uma, cada vez maior oferta cultural à cidade.

Poderá ou não ser o Porto uma grande cidade de Turismo e de Comércio? A resposta está aí. A Câmara do Porto tem o principal papel neste cenário. Tem de garantir a segurança, desenvolvendo políticas de recuperação habitacional eficazes e atractivas para todos aqueles que ali querem sediar, apoiando os serviços e a cultura, sendo assim um “motor” capaz de conseguir gerar confiança na população.

Mário Dorminsky

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