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Espaços públicos, por Paulo Morais

Espaços públicos, por Paulo Morais

A VIVA inicia hoje a rubrica “A crónica e as cidades” que pretende se assuma como um espaço de debate, por excelência. Convidamos o professor Paulo Morais, docente universitário e ex-vice-presidente da Câmara do Porto, para dar o pontapé de saída no que desejámos venha a ser um fervilhante fórum cívico que, noblesse oblige, irá preferencialmente utilizar as novas tecnologias.

Se concorda, discorda ou quer opinar sobre o tema que Paulo Morais trouxe a debate, deixe aqui a sua opinião.

 

Espaços públicos

Os cidadãos andam divorciados do espaço público. Urge reconciliá-los. Com um esforço de parte a parte.
Por seu lado, os cidadãos têm de regressar ao convívio na cidade, aos cafés e às tertúlias, aos passeios ao entardecer e aos tradicionais serões portuenses.
O maior esforço de aproximação cabe, contudo, ao espaço público e aos seus gestores.
As ruas e os passeios, em estado de abandono crónico, têm de ser requalificados. A via pública deve ser amiga das famílias, permitir a circulação de carrinhos de bebés. A limpeza urbana tem de ser regra e não excepção. Os transportes públicos devem circular mais limpos, pontuais e assíduos. Há que ter estacionamento facilitado e barato. A oferta cultural e de animação tem de se multiplicar, com os multiplexes e salas de cinema a regressar aos centros. Por fim, os cafés e restaurantes devem poder trabalhar sem constrangimentos de horários.
Há que implementar um novo conceito de centro cívico, fervilhante de gente e animação. A vida urbana tem de regressar ao seu habitat natural, o espaço público.

Paulo Morais
Professor da Universidade Lusófona

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