Pingo Doce

Estratégias promocionais para a valorização dos casinos portugueses

Estratégias promocionais para a valorização dos casinos portugueses

Os casinos portugueses têm passado por dificuldades no último ano. Os dois principais grupos económicos de estabelecimentos territoriais de jogo em Portugal apresentaram ao longo de 2019 preocupantes quebras a nível financeiro, mas não só. Estiveram também envolvidos em polémicas administrativas e foram alvo de fortes críticas vindas dos seus próprios funcionários. A STDM (Sociedade de Turismo e Diversões de Macau), liderada pelo magnata macaense Stanley Ho, anunciou recentemente estar a estudar a possibilidade de não reactivar as concessões de jogo relativas ao Casino Estoril. O Grupo Solverde, por sua vez, foi há dias alvo de uma greve de funcionários que pediam melhores salários e melhores soluções de carreira. As contas também não estão nada bem, com as margens de lucro a apresentarem diminuições superiores a 1 milhão e meio de euros durante o presente ano civil.

O motivo? O crescimento do jogo online

Os empresários do jogo em Portugal têm tido dificuldade em valorizar os seus activos territoriais face à nova ‘ameaça’ do jogo online. Com os sites de apostas e de jogos de sorte e azar a conquistarem terreno desde as mudanças legislativas autorizadas em 2015 (e que definiram a obrigatoriedade de licenças de exploração exclusivas para o território nacional), o crescimento económico tem sido cada vez mais difícil no contexto do já abatido mercado dos casinos territoriais portugueses. Perante a concorrência de grandes marcas internacionais, o futuro adivinha-se complicado para a STDM e para o Grupo Solverde. O último grande nome do jogo online a chegar a Portugal foi a 888 Holdings, que com sites licenciados como o 888 Poker tem vindo a conquistar cada vez mais terreno no mercado nacional e a criar novos hábitos de jogo entre os portugueses. Afinal, para quê sair de casa e ir até a um casino quando se pode jogar – e ganhar dinheiro – de forma segura e confortável?
É neste contexto que acreditamos que é pertinente procurar novas soluções de acção e promoção para os casinos portugueses; se por um lado parece impossível contrariar as vantagens do jogo online, por outro lado é necessário ter em conta que, mais do que espaços de jogo, os casinos portugueses são estabelecimentos transversais com um impacto económico e cultural significativo em várias regiões do país. Ao contrário de um site de apostas, cujo património é essencialmente digital e promocional, um casino territorial dispõe de inúmeras alternativas complementares à actividade do jogo, e cuja exploração pode em muito enriquecer o seu papel social actual.

Maior intervenção cultural

A intervenção recreativa e cultural é essencial para a sobrevivência dos casinos portugueses. Actualmente, a maior parte dos nossos casinos dispõe de mais do que uma sala de espectáculos onde se pode assistir a diversos tipos de evento. No entanto, a abertura cultural dos casinos portugueses parece funcionar sempre a meio gás. Resolver de vez os problemas normalmente associados aos espectáculos em casinos é urgente. A primeira mudança? O preço dos bilhetes. São poucos os cidadãos que dispõe de €50 para pagar uma entrada num espectáculo de fim-de-semana, e este é sem dúvida o principal factor por detrás do relativo insucesso dos espectáculos de casino em Portugal; descer o preço médio dos eventos é essencial.
Aumentar de forma balanceada as diferentes ofertas de cartaz também pode ajudar. Espectáculos de cariz generalista e popular obrigam a um forte investimento publicitário, assim como ao pagamento de cachets elevados (normalmente atribuídos aos artistas). O foco em espectáculos e eventos culturais de nicho pode ser útil para trazer novos públicos ao casino, e dispensa em grande medida os custos adicionais que estão associados a concertos, peças de teatro, ou espectáculos de comédia com forte interesse popular.

Aproximação às comunidades

É também importante exercer uma aproximação cada vez maior entre o casino e as comunidades locais. Em cidades como Espinho, onde se encontra um dos maiores casinos de Portugal, existe uma forte dependência económica entre o espaço e a população. Relações como esta devem ser exploradas ao máximo de forma a maximizar o lucro e impacto dos casinos. Começar a promover os estabelecimentos de jogo como espaços de elevado interesse turístico e cultural pode ser o primeiro passo para exercer uma maior influência a nível local. Exibições de interesse municipal, museus provisórios, exposições de artistas locais ou promoção de eventos para toda a família podem ser soluções interessantes para expandir o núcleo de acção dos casinos portugueses.
Os casinos territoriais podem ainda implantar novas estratégias de promoção ao nível dos jogos em si. Grandes torneios de poker como aqueles que se registaram no Algarve, mais concretamente no Casino Vilamoura, podem ser uma das melhores maneiras de atrair novos jogadores às salas de jogo. Este tipo de evento interessa não só a turistas e locais, como a jogadores profissionais. Modalidades como o poker estão por trás de comunidades cada vez maiores de jogadores 100% dedicados, mas que na maior parte das vezes raramente exploram as suas oportunidades para lá das mesas de jogo digitais. Trazer estes profissionais para os casinos territoriais pode ser um processo complicado, mas extremamente frutífero.

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