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Exposições em Serralves

Exposições em Serralves

Joan Jonas
Até 1 setembro, Museu de Serralves
Joan Jonas (Nova Iorque, 1936) é uma pioneira da vídeo arte e performance e uma aclamada artista multimédia cuja obra engloba vídeo, performance, instalação, som, texto e desenho. Figura central da performance nos finais dos anos 1960, a sua prática artística foi fundamental para o desenvolvimento de muitos géneros artísticos contemporâneos, desde a performance e o vídeo até à arte conceptual e teatro, sendo atualmente considerada uma das vozes mais influentes na arte contemporânea, em particular para novas gerações de artistas.
Esta é a mais completa exposição da obra de Jonas alguma vez organizada. Trabalhos do final dos anos 1960 são mostrados ao lado das instalações mais recentes de uma artista histórica que continua a pensar alguns dos temas mais urgentes e importantes da atualidade.
A exposição é organizada pela Tate Modern em parceria com a Fundação de Serralves- Museu de Arte Contemporânea, Porto
[Imagem: Joan Jonas, Lines in the Sand, 2002, still de vídeo da performance, The Kitchen, Nova Iorque NYC, 2004. JOAN]

Manoel de Oliveira – A Casa
Até 27 outubro, Casa do Cinema
A exposição inaugural da Casa do Cinema Manoel de Oliveira incide sobre as múltiplas representações da casa no cinema do realizador, tendo por foco o filme “Visita ou Memórias e Confissões” (1982). Produzido numa altura em que Oliveira, já septuagenário, se viu forçado a abandonar a casa onde habitou com a família durante mais de quarenta anos, com a determinação de só ser apresentado postumamente, “Visita” estava predestinado a um estatuto paradoxal: filme de balanço, de memórias e confissões, onde o cineasta recorda o passado ao mesmo tempo que discorre sobre as suas convicções cinematográficas. “Visita” é também um filme onde se antecipam muitas das realizações – de resto, a parte mais substancial da obra – que, inesperadamente, estavam ainda por vir. O tom é marcado pela despedida (de um lugar, da própria vida), mas o filme acabaria por ser mais profético do que testamentário.
Nele encontramos a mais eloquente expressão da importância que o espaço da casa assume no cinema de Manoel de Oliveira, e que se desdobra nas muitas outras casas que povoam a sua obra.
Filme de partida e filme de regresso, “Visita ou Memórias e Confissões” mostra, como nenhum outro filme, que o cinema é uma arte espectral. Um dispositivo fantasmagórico que Manoel de Oliveira nos dá a ver – dando-se a ver – para, numa última palavra e numa derradeira imagem, demonstrar que é possível habitar um filme como se habita uma casa.
Excertos de filmes apresentados na exposição
Visita ou Memórias e Confissões, 1982
NON ou a Vã Glória de Mandar, 1990
O Dia do Desespero, 1992
Um Filme Falado, 2003
Porto da Minha Infância, 2001
Acto da Primavera, 1962
O Passado e o Presente, 1971
Benilde ou a Virgem Mãe, 1974
A Divina Comédia, 1991
Le Soulier de satin, 1985
Cristóvão Colombo: O Enigma, 2007
Inquietude, 1998

Manoel de Oliveira: O Acervo
Até 29 setembro, Casa do Cinema
Integralmente depositado na Fundação de Serralves desde 2016, o Acervo de Manoel de Oliveira reúne um vasto núcleo de documentação, composto por diversos materiais de trabalho – como, guiões, fotografias, textos, desenhos preparatórios e adereços, entre outros -, além de prémios, cartazes, correspondência e de toda a biblioteca pessoal do realizador, o que constitui um precioso instrumento para aprofundar o conhecimento da sua obra, bem como da história do cinema, da arte e da cultura em Portugal nos séculos XX e XXI.
A seleção de documentos que apresentada foi pensada em articulação com a exposição temporária “Manoel de Oliveira: A Casa” e oferece uma pequena amostragem da riqueza patrimonial do arquivo reunido pelo cineasta ao longo de mais de oitenta anos.

Game, Set, Match
Até 20 outubro, Serralves
A coleção de livros de artista do Museu de Serralves, orientada por Guy Schraenen até à sua morte em 2018, é uma das mais importantes da Europa. Nela estão representadas todo o tipo de tendências deste género artístico que surgiu em finais dos anos 1950, quando os artistas inventaram o conceito de “livro de artista”, uma nova e revolucionária forma de lidar com o espaço do livro para a difusão de ideias e obras. Por ocasião do 20º aniversário do Museu, a exposição em três capítulos “Game, Set, Match” apresentará as mais destacadas publicações de artistas visuais em todas as áreas, analisando os três campos principais de investigação dentro do universo dos livros de artista: se no primeiro capítulo da exposição estará em foco a noção tautológica do livro de artista enquanto livro, o segundo capítulo irá refletir sobre o livro de artista como obra de arte de direito próprio, equivalente a uma pintura ou escultura; o terceiro capítulo centrar-se-á em trabalhos que se situam na interface entre livro e objeto. Em conjunto, os trabalhos apresentados são exemplos de como os artistas metamorfoseiam os aspetos correntes do livro: não destruindo as suas ideias-chave, mas antes dando-lhe nova vida e perspetivas.
[Imagem: excerto de Sol LeWitt “Lignes en quatre directions et toutes leurs combinaisons”, Bordeaux, Capc Musée d’art contemporain, 1983]

“Viagem ao Princípio: Ida e Volta”
Até 3 novembro, Museu de Serralves
A exposição “Viagem ao Princípio: Ida e Volta. Coleção de Serralves 1989–2019” assinala o 30.º aniversário da Fundação de Serralves através da apresentação de obras da sua coleção que, de alguma forma, têm um significado e um lugar destacado na génese e na história da Coleção e do Museu. Ou porque fizeram parte do grupo do núcleo seminal de obras reunidas com vista à constituição do Museu e da Coleção, ou porque foram produzidas especificamente para Serralves (para o espaço da Casa, do Museu ou para outros espaços na cidade sob encomenda de Serralves) ou ainda porque a sua primeira apresentação pública ocorreu em Serralves ou porque aí integraram grandes exposições individuais (e recordadas como momentos fundamentais quer no percurso dos artistas quanto da história da instituição).
Álvaro Lapa, António Dacosta, Ângelo de Sousa e Joaquim Rodrigo são alguns dos artistas que estiveram ligados a Serralves desde os seus primórdios e cujas obras integraram o núcleo constituído pela então Secretaria de Estado da Cultura. Entre os artistas que apresentaram trabalhos especificamente realizados para Serralves estão Mathieu Abonnenc, André Cepeda, Hamish Fulton, Runa Islam, Albuquerque Mendes, Charlotte Moth, Maria Nordman, Lygia Pape, Augusto Alves da Silva, Mariana Silva e Simon Starling que serão apresentados ao lado de artistas que tiveram importantes exposições em Serralves, casos de, entre outros, Pedro Cabrita Reis, Luc Tuymans ou Lothar Baumgarten.
Também a Casa de Serralves foi palco de grandes exposições individuais e inspiração para projetos e obras especificamente concebidos para os seus espaços. É o caso de artistas como Pedro Barateiro, Ana Jotta, Nick Mauss, Antoni Muntadas, Richard Tuttle e Luc Tuymans. Nesta exposição serão apresentadas algumas das obras nos locais da Casa para que foram concebidas, assim como obras anteriormente apresentadas noutros locais e agora instaladas na Casa, possibilitando novas leituras e interações.

Olafur Eliasson – “O Vosso/Nosso Futuro é Agora”
Até 14 junho 2020, Museu e Parque de Serralves
Olafur Eliasson é conhecido por esculturas e arte de instalação em larga escala, empregando materiais elementares, como luz, água e temperatura do ar para melhorar a experiência do espectador.
“O Vosso/Nosso Futuro é Agora” é o título da exposição do artista em Serralves e é “constituída por novas esculturas e instalações de grande escala que dialogarão com a organicidade do Parque de Serralves e a arquitetura do edifício do Museu projetado por Siza Vieira”, pode ler-se no site da instituição.
A mostra é comissariada por Philippe Vergne, Marta Almeida e Filipa Loureiro e organizada em parceria com o Estúdio Olafur Eliasson, a galeria neugerriemschneider (Berlim) e Tanya Bonakdar Gallery, (Nova Iorque/Los Angeles).
No Museu de Serralves, “O Vosso/Nosso Futuro É Agora” pode ser vista até 8 de março; já no Parque, ficará patente até 14 de junho de 2020.

Imagem: Olafur Eliasson, Yellow forest, 2017. Bétulas, luzes de frequência única Vista da instalação: Hamburger Bahnhof Museum, Berlin, 2017. Fotografia: David von Becker. Cortesia do artista; neugerriemschneider,⁠
Berlin; Tanya Bonakdar Gallery, New York/ Los Angeles © 2017 Olafur Eliasson

Museu de Serralves
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto
Telf: 226 156 500
www.serralves.pt

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