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Exposições no Museu de Serralves

Exposições no Museu de Serralves

Biblioteca na Biblioteca | Autoedição no Porto, 1999–2019
Até 16 junho, Biblioteca de Serralves
Exposição que reúne livros, revistas, fanzines, múltiplos e materiais gráficos (cartazes, folhetos, flyers) editados de forma independente no Porto entre 1999, ano de abertura do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, e a atualidade. Além de refletir a vitalidade e diversidade dos muitos espaços artísticos independentes que funcionaram na cidade nos últimos 20 anos – uma parte dos materiais apresentados foi concebida para acompanhar, divulgar e em alguns casos para financiar a programação destes projetos –, “Biblioteca na Biblioteca” dedica-se, em grande medida, a apresentar objetos realizados noutras áreas, especialmente exploradas no Porto – banda desenhada, design, arquitetura e música, nomeadamente.
Os materiais que constituem a mostra são, além de expostos, consultáveis pelo público. Espera-se que o diálogo com determinados colecionadores (que cederam parte dos seus espólios) que ajudou a definir a exposição possa ampliar-se durante o período em que esta estará aberta ao público, e que novos interlocutores possam contribuir com mais materiais para esta “Biblioteca na Biblioteca” em permanente expansão.

Joan Jonas
Até 1 setembro, Museu de Serralves
Joan Jonas (Nova Iorque, 1936) é uma pioneira da vídeo arte e performance e uma aclamada artista multimédia cuja obra engloba vídeo, performance, instalação, som, texto e desenho. Figura central da performance nos finais dos anos 1960, a sua prática artística foi fundamental para o desenvolvimento de muitos géneros artísticos contemporâneos, desde a performance e o vídeo até à arte conceptual e teatro, sendo atualmente considerada uma das vozes mais influentes na arte contemporânea, em particular para novas gerações de artistas.
Esta é a mais completa exposição da obra de Jonas alguma vez organizada. Trabalhos do final dos anos 1960 são mostrados ao lado das instalações mais recentes de uma artista histórica que continua a pensar alguns dos temas mais urgentes e importantes da atualidade.
A exposição é organizada pela Tate Modern em parceria com a Fundação de Serralves- Museu de Arte Contemporânea, Porto
[Imagem: Joan Jonas, Lines in the Sand, 2002, still de vídeo da performance, The Kitchen, Nova Iorque NYC, 2004. JOAN]

Joana Vasconcelos – I’m Your Mirror
Até 24 junho, Museu e Parque de Serralves
Esta exposição reúne mais de 30 peças, datadas de 1997 até à atualidade, cobrindo duas décadas de prática artística e analisando o seu desenvolvimento como artista. Inclui muitas das suas obras mais conhecidas, como a Cama Valium (1998), A noiva (2001–05), Burka (2002), Coração independente vermelho (2005), Marilyn (2011) e Lilicoptère (2012), assim como novos trabalhos criados para esta mostra, como Finisterra, I’ll Be Your Mirror ou Solitário (todos de 2018). A exposição estende-se até aos jardins do Parque de Serralves através de monumentais esculturas de exterior.
Joana Vasconcelos: I’m Your Mirror é organizada pelo Museo Guggenheim Bilbao, em parceria com o Museu de Arte Contemporânea de Serralves e a Kunsthall Rotterdam, Roterdão, e é comissariada por Enrique Juncosa.

Susan Hiller – Coleção de Serralves
Até 30 junho, Museu de Serralves
A obra de Susan Hiller (Tallahassee, Florida, EUA, 1940–2019, Londres) foi objeto de uma exposição monográfica em Serralves, em 2005, que traduziu a importância histórica do seu trabalho iniciado na década de 1970, a par das suas pesquisas mais recentes no domínio do vídeo, do som e da ficção. Na sua prática, a artista conseguiu aliar a herança da arte conceptual e sistemas de conhecimento e cosmogonias alternativos (rituais místicos, fenómenos paranormais e forças sobrenaturais). Em 2013, a Fundação de Serralves integrou na sua coleção uma das obras mais impactantes da artista. A instalação interativa de Susan Hiller Die Gedanken sind frei [Os pensamentos são livres], de 2012, foi originalmente apresentada na Documenta 13 desse ano. A partir de uma jukebox, o público pode escolher ouvir, sentado em bancos desenhados pela artista e na ordem que entender, 100 canções de teor político colecionadas por Susan Hiller. As músicas são originárias de várias geografias e de culturas muito diversas, desde a Guerra dos camponeses na Alemanha de 1524–25 até à Primavera Árabe de 2011. As letras das canções podem ser encontradas nas paredes que rodeiam a jukebox e também é disponibilizado ao público um livro “cancioneiro” que compila letras de músicas, textos e imagens selecionados pela artista.
Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Doação da artista em 2013

Antoni Muntadas – Coleção de Serralves
Até 6 outubro, Casa de Serralves
“Intervenções: A propósito do público e do privado” é um projeto de Antoni Muntadas especificamente concebido e produzido para a Casa de Serralves em 1992. Constituído por 21 elementos em latão, cada um contendo a designação do correspondente espaço na Casa quando habitada e a fotografia da época (quando existente), o projeto representa uma das plataformas de pesquisa de eleição do artista.
Sobre este seu projeto, Muntadas escreve na publicação editada por Serralves em 1992:
“O projeto centra-se na observação e reflexão sobre o ‘privado’ e o ‘público’, as suas respetivas funções e o modo como um lugar privado se converte em lugar público e vice-versa. (…)
É-me fácil perceber que muitas vezes o uso e a distribuição do espaço na esfera do ‘público’ recriam a organização hierárquica do ‘privado’. O ‘público’ e o ‘privado’ partilham estruturas de organização, poder e tomada de decisão aparentemente similares.
A memória do ‘privado’ a partir da identificação de lugares ou espaços através de designações (textos/imagens) deverá constituir o ponto de partida para a reflexão sobre o uso e o consumo do ‘privado’ e do ‘público’ encarados numa perspetiva cultural (uma vez assumidas as perspetivas política e social).”
Com o Projeto CEE, 1992, Muntadas procurou centrar a sua atenção na relação entre os símbolos culturais e a economia, questionando os objetivos e as proezas económicas da Comunidade Europeia. O futuro cultural de uma Europa unida, apresentado sob a forma de um tapete com 6 x 4 metros, mostra a bandeira europeia, com a representação da moeda de cada Estado-membro em cada uma das doze estrelas. Nesse ano, várias cópias do tapete foram exibidas noutros espaços públicos de cidades europeias, como Bruxelas, Dublin, Londres, Madrid, Montpellier, para além do Porto.

Museu de Serralves
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto
Telf: 226 156 500
www.serralves.pt

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