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Exposições em Serralves

Exposições em Serralves

Yoko Ono – O jardim da aprendizagem da liberdade
30 maio a 15 novembro, Museu e Parque de Serralves

“’Yoko Ono: O jardim da aprendizagem da liberdade’ é uma vasta exposição dedicada ao trabalho da icónica artista Yoko Ono, que reúne objetos, obras em papel, instalações, performances, gravações em áudio e filmes, além de materiais de arquivo raramente vistos. A mostra apresenta um abrangente panorama da multifacetada produção desta artista pioneira da arte conceptual e da performance que durante os primeiros anos de sua extensa carreira viveu entre Nova Iorque, Tóquio e Londres, tendo tido um papel precursor no desenvolvimento do conceptualismo, da arte performativa e do filme experimental a nível internacional. Ideias, mais do que materiais, são a principal componente do seu trabalho. Muitas dessas ideias são poéticas, absurdas e utópicas, enquanto outras são específicas e práticas. Algumas são transformadas em objetos, enquanto outras permanecem imateriais. Frequentemente, a obra reflete o sentido de humor da artista, bem como sua postura marcadamente sociocrítica. O ponto de partida para muitos dos trabalhos de Yoko Ono encontra-se nas suas Instructions [Instruções]: diretrizes orais ou escritas para os espectadores, que oferecem um conjunto de sugestões e atribuem ao público um papel muito mais ativo do que é geralmente esperado no mundo da arte”.

Olafur Eliasson – “O Vosso/Nosso Futuro é Agora”
Até 14 junho, Museu e Parque de Serralves

Olafur Eliasson é conhecido por esculturas e arte de instalação em larga escala, empregando materiais elementares, como luz, água e temperatura do ar para melhorar a experiência do espectador.
“O Vosso/Nosso Futuro é Agora” é o título da exposição do artista em Serralves e é “constituída por novas esculturas e instalações de grande escala que dialogarão com a organicidade do Parque de Serralves e a arquitetura do edifício do Museu projetado por Siza Vieira”, pode ler-se no site da instituição.
A mostra é comissariada por Philippe Vergne, Marta Almeida e Filipa Loureiro e organizada em parceria com o Estúdio Olafur Eliasson, a galeria neugerriemschneider (Berlim) e Tanya Bonakdar Gallery, (Nova Iorque/Los Angeles).
No Museu de Serralves, “O Vosso/Nosso Futuro É Agora” pode ser vista até 8 de março; já no Parque, ficará patente até 14 de junho de 2020.

Imagem: Olafur Eliasson, Yellow forest, 2017. Bétulas, luzes de frequência única Vista da instalação: Hamburger Bahnhof Museum, Berlin, 2017. Fotografia: David von Becker. Cortesia do artista; neugerriemschneider,⁠Berlin; Tanya Bonakdar Gallery, New York/ Los Angeles © 2017 Olafur Eliasson

Filipe Braga, © Fundação de Serralves, Porto.

Paula Rego. O Grito da Imaginação
Até 5 julho, Casa de Serralves

O núcleo de obras de Paula Rego na Coleção de Serralves, realizadas entre 1975 e 2004, é o ponto de partida para a concretização de uma exposição monográfica intitulada “Paula Rego. O Grito da Imaginação”.
Esta mostra traz a artista de volta a Serralves depois da referencial exposição que o Museu organizou em 2004. A exposição que agora se apresenta habita a Casa de Serralves e reúne trabalhos representativos de vários períodos da obra desta autora que definiu um novo paradigma na pintura portuguesa contemporânea.
“Paula Rego. O Grito da Imaginação” integra também duas séries de gravuras, “Pendle Witches” (1996) e “Shakespeare’s Room” (2006) do espólio da Casa das Histórias Paula Rego (e propriedade da Câmara Municipal de Cascais), reforçando o pano de fundo desta mostra que incide sobre a capacidade da arte, nomeadamente na sua vertente figurativa, revelar universos onde a surpresa e o espanto se ancoram nos mais básicos e fundamentais anseios da sociedade contemporânea, do papel da mulher nesse universo e, finalmente, da capacidade da arte questionar o quotidiano.

Electric | A Virtual Reality Exhibition
Até 5 julho, Serralves

“Electric” é uma exposição de realidade virtual, comissariada por Daniel Birnbaum e organizada pela Acute Art. Nela se apresenta uma seleção de trabalhos de artistas emergentes e consagrados, que exploram este novo meio de ângulos radicalmente diferentes.
“Electric” inaugurou em maio de 2019 na Frieze de Nova Iorque como mostra coletiva, reunindo obras do Städelschule Architecture Class (SAC), de Anish Kapoor, R. H. Quaytman, Nathalie Djurberg & Hans Berg.
Acute Art é uma organização que junta artistas internacionais, novos meios e tecnologias para produzir obras visuais de grande qualidade e promover exposições em instituições artísticas de renome a nível internacional.
“The Third Glass” [O terceiro vidro], um objeto espaço-digital da SAC baseado na obra seminal de Marcel Duchamp The Large Glass [O grande vidro], é a lente ideal através da qual se podem ver estes diferentes trabalhos, uma metáfora perfeita para as novas possibilidades da arte.
Em + x, Chapter 34, R. H. Quaytman recorre à imagética oculta da artista Hilma af Klint – concebida para conduzir o observador a diferentes níveis de consciência para além dos que conhecemos do ilusionismo bidimensional e da realidade tridimensional – para criar vislumbres de outro universo.
Anish Kapoor, R. H. Quaytman, Nathalie Djurberg & Hans Berg usam a realidade virtual como forma de levar a sua prática para uma nova dimensão. Construídas a partir de motivos e técnicas recorrentes nas respetivas obras dos artistas, estas experiências imersivas levam o observador por percursos desconcertantes através de mundos fictícios.
Adaptado para Serralves, o projeto integra ainda uma obra de Olafur Eliasson, artista atualmente em exposição no Museu e no Parque de Serralves, e uma obra em Realidade Aumentada de Koo Jeong A, apresentada no Parque de Serralves.

Arthur Jafa, Monster, 1988.
Courtesy of the artist and Gavin Brown’s Enterprise, New York/Rome

Arthur Jafa
Até 6 setembro, Museu e Casa do Cinema Manoel de Oliveira

Arthur Jafa, vencedor do Leão de Ouro da Bienal de Veneza 2019, é um reconhecido diretor de fotografia e realizador de cinema. Nesta exposição em Serralves apresenta trabalhos que vem realizando enquanto artista visual nas últimas duas décadas. Em filme, fotografia e escultura, a obra de Jafa revela o papel determinante da raça, do género e da classe social na cultura popular dominante e nos meios de comunicação dentro e fora dos Estados Unidos.
De Spike Lee e Stanley Kubrick a Beyoncé e Solange, Arthur Jafa tem colaborado com muitos cineastas, artistas e músicos notáveis. Para esta exposição, Jafa convidou a fotógrafa Ming Smith e a artista visual Frida Orupabo, e nela incorporou materiais de Missylanyus disponibilizados no canal YouTube para criar uma experiência audiovisual que é ao mesmo tempo uma reflexão política e uma perspetiva visionária.
Curadoria de Amira Gad e Hans Ulrich Obrist
Exposição apresentada em parceria com as Serpentine Galleries

Rita Burmester, © Fundação de Serralves, Porto.

A vida como ela é | Lourdes Castro na Coleção de Serralves
Até 18 de outubro, Museu de Serralves

Esta exposição apresenta trabalhos de Lourdes Castro (Funchal, 1930) produzidos desde a década de 1960, em diversos meios – edições, desenho, bordados, plexiglass –, em nome próprio e com outros artistas, que sublinham a importância na sua prática artística das colaborações e da relação entre arte e quotidiano.
Artista ligada originalmente ao movimento francês nouveau réalisme – que enfatizava a relação da arte com a realidade, nomeadamente com as paisagens visuais das cidades, crescentemente saturadas de signos, e com a acumulação de objetos cuja obsolescência é depois da II Grande Guerra cada vez mais rápida –, Lourdes Castro construirá ao longo do seu percurso uma obra irredutivelmente singular, ligada às silhuetas e às sombras.
Na exposição poder-se-ão ver, além da revista KWY (1958–1963) e da obra que realizou com Francisco Tropa para a Bienal de São Paulo de 1998 – exemplos da referida importância do trabalho colaborativo –, trabalhos contextualizados pelo nouveau réalisme – colagens e assemblagens de objectos do quotidiano pintados com tinta de alumínio; cartazes que anunciam exposições e teatros de sombras (estreita colaboração com Manuel Zimbro) dominados por aquele que seria, a partir de meados da década de 1960 o seu tema de eleição – a Sombra; obras em plexiglass, bordados em lençóis de sombras deitadas e a série de desenhos Sombras à volta de um centro, realizada em dois períodos, em Paris (1980) e na Madeira 1984/87, e apresentada na exposição da artista em 2003 no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Estes desenhos, na sua simplicidade e na sua evidência – neles vemos as sombras de várias flores e plantas (Camélia, Gerânios, Lilases, Malmequeres, Miosótis, Narcisos, Primaveras, Rosas, Salsa, Túlipas, folhas de palmeira, entre outras) de uma forma tão natural que exclui quaisquer esforços, habilidades –, revelam a vontade, por parte da artista de ver “sempre pela primeira vez e em primeira mão”. Estes desenhos constituem – além de uma espécie de diário íntimo de Lourdes Castro com as plantas e as flores –, um tratado sobre a atenção, sobre estar inteiramente presente no “aqui e agora”. São por isso mesmo testemunhos de uma “eternidade efémera”, e da relação da arte com A vida como ela é.

Museu de Serralves
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 Porto
Telf: 226 156 500
www.serralves.pt

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