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“Máscaras”| “Apesar De Não Estar, Estou Muito”, Galeria Municipal do Porto

Máscaras (Masks)
2 junho a 16 agosto, Galeria Municipal do Porto

As máscaras têm um lugar na história das sociedades desde tempos remotos. Atualmente, enquanto sintoma de um tempo de transformações extremas, as máscaras adquiriram uma renovada relevância e premência, materializando-se sob diversas aparências. Desde avatares usados online para fins de entretenimento, propaganda ou ativismo até aos diferentes movimentos que ocupam as ruas, as práticas da caricatura, do disfarce, do face swap, da mascarada, da imitação, do uso de maquilhagem para ridicularizar ou afirmar uma posição social, tornaram se uma componente básica do nosso quotidiano ritualizado. Os curadores João Laia (curador chefe de exposições no Kiasma Museum of Contemporary Art) e Valentinas Klimašauskas (curador, escritor e um dos curadores do Pavilhão da Letónia na 58ª Bienal de Veneza, 2019) propõem um olhar sobre a radical reformulação em curso das nossas múltiplas identidades sociopolíticas, sexuais e transcendentais, questionando os atuais processos em que nos metamorfoseamos de uma identidade noutra.
Curadoria de Valentinas Klimasauskas | João Laia
Artistas Caroline Achaintre | Bora Akinciturk | Evgeny Antufiev | Jakub Choma | Joana da Conceição | Adam Christensen | echo + seashell | Justin Fitzpatrick | David Hall | Kiluanji Kia Henda | Sidsel Meineche Hansen | Elena Narbutaitė | Joanna Piotrowska | Adrian Piper | Laure Prouvost | Jacolby Satterwhite | Cindy Sherman | Victoria Sin | Jonathan Uliel Saldanha | The Dazzle Club | Amalia Ulman
Imagem Užgavėnės or Mardi Gras in Samogitia, 2010. lt.wikipedia.org, Licença de Documentação Livre de GNU, utilizador: Algirdas

Apesar De Não Estar, Estou Muito – Diogo Jesus
2 junho a 16 agosto, Galeria Municipal do Porto
Há mais de uma década que Diogo Jesus produz desenhos, textos, banda desenhada e música sob vários pseudónimos. Como RUDOLFO edita e publica fanzines e música em edições de autor desde os 16 anos; desde então já criou mais de 40 publicações independentes e participou em diferentes antologias de banda desenhada, tanto em Portugal como noutros países; paralelamente, tem colaborado com diversos artistas, músicos e escritores. Com curadoria de João Ribas (ex diretor do Museu de Serralves e curador do Pavilhão de Portugal na 58ª Bienal de Veneza, 2019), a exposição reúne as obsessões autobiográficas do artista e a sua distinta perspetiva da cultura popular; nos seus desenhos e bandas desenhadas, o seu elenco de pessoas, mutantes, alienígenas e tudo o que se encontra pelo meio proporciona um incessante comentário sobre questões como a criatividade, o género e a masculinidade, e as condições de produção de arte, simultaneamente desafiando os limites do livro de banda desenhada. Apesar de não estar, estou muito apresenta desenhos, objetos, vídeos e textos de uma miríade de projetos e publicações do artista a partir de 2007, desde as suas primeiras bandas desenhadas underground independentes até aos seus mais recentes projetos como DJ Nobita e Gekiga Warlord, sempre atravessados tanto pelo seu sarcástico humor como por uma dilacerante honestidade.
Curadoria João Ribas
Imagem Diogo Jesus. O passeio, 2014. Cortesia do artista

Prémio Paulo Cunha e Silva – 2ª Edição
12 setembro a 15 novembro, Galeria Municipal do Porto

O Prémio de Arte Paulo Cunha e Silva foi criado em 2015, pela Câmara Municipal do Porto, como homenagem ao antigo vereador da cultura Paulo Cunha e Silva, direcionando se a artistas com menos de 40 anos. O júri da segunda edição do prémio – Isabel Lewis, John Akomfrah, Margarida Mendes e Shumon Basar – analisou os portefólios de 48 artistas selecionados por um conjunto de 16 curadores por eles indicados. Considerando que “Os centros consagrados já não podem assumir se como centros únicos” o júri selecionou seis artistas de diferentes geografias culturais que, nas suas palavras, são “vozes – estéticas, éticas, técnicas – que articulam o momento atual, ou pressentem até o que está para vir”, que “nos tocaram emocionalmente, seja pela articulação da beleza, da ternura, de circunstâncias políticas ou pela magia.” O vencedor será anunciado no decorrer da exposição.
Artistas Basir Mahmood | Firenze Lai | Lebohang Kganye | Shaikha Al Mazrou | Song Ta | Steffani Jemison

Waves and Whirlpools – Luís Lázaro Matos
12 setembro a 15 novembro, Galeria Municipal do Porto

Inspirado na forma triangular do espaço da Mezzanine da Galeria Municipal do Porto como uma potencial metáfora do Triângulo das Bermudas, Luís Lázaro Matos irá transportar nos para um remoinho de imagens caleidoscopicamente suspensas no espaço.
Progressivamente interessado nos processos contemporâneos de constante monetização e vigilância no espaço cibernético, o artista tem se preocupado ultimamente com intersecções entre a leveza da arquitetura moderna de vidro e a transparência das redes sociais. Será esta área triangular na GMP não apenas um espaço expositivo, mas também um lugar de desaparecimento? “Waves and Whirlpools” tem curadoria de Martha Kirszenbaum, curadora do pavilhão de França na 58ª Bienal de Veneza, 2019.
Curadoria Martha Kirszenbaum
Imagem Luís Lázaro Matos. Waves and Whirlpools, 2020. Cortesia do artista

Que Horas São Que Horas – Uma galeria de histórias
5 dezembro a 14 fevereiro 2021, Galeria Municipal do Porto

A Galeria Municipal do Porto propôs a três curadores que desenvolvessem um exercício de revisão de momentos, expressões e fluxos que definiram o contexto artístico nacional a partir da atividade das galerias de arte do Porto entre 1950 e 2010. A cena galerística da cidade teve, ao longo das décadas, um papel fundamental no desenvolvimento de novas linguagens de produção artística no contexto nacional, e foi igualmente determinante na construção de perspetivas sobre a arte portuguesa e internacional. A história que se quer recuperar e explicar traduz essa força individual e coletiva de espaços e agentes que criaram novos modos de fazer e pensar a arte.
O entendimento de três curadores do Porto sobre este património será materializado numa exposição reveladora de várias narrativas, umas esquecidas, outras não totalmente esquecidas mas cujo valor histórico artístico se quer repensar, outras ainda absolutamente presentes hoje em dia, pretendendo se em qualquer caso problematiza las no momento económico e cultural atual. Esta é por isso uma exposição que indaga a cidade a partir de quem redefiniu o conceito de ‘galeria de arte’, ou de quem por ele foi sendo redefinido a nível intelectual, artístico e ético.
Curadoria José Maia | Paula Parente Pinto | Paulo Mendes
Imagem Albuquerque Mendes e Gerardo Burmester. Férias no Espaço Lusitano, 1983. Imagem da performance no Espaço Lusitano, Porto, 05.07.1983 © Autor desconhecido

Nets of Hyphae – Diana Policarpo
5 dezembro a 14 fevereiro 2021, Galeria Municipal do Porto

Em “Nets of Hyphae Diana Policarpo propõe prosseguir a sua investigação sobre as consequências globais e a diversas escalas da extração. Nos dois últimos anos, a sua pesquisa incidiu sobre o fungo parasita Ophiocordyceps sinensis, que se encontra em zonas de grande altitude da Índia e do Nepal. Este tornou se um bem extremamente valorizado, particularmente na China, onde atualmente é sintetizado em laboratório. A procura e extração deste fungo afeta as comunidades e ecologias locais e tem repercussões globais. A exposição de Diana Policarpo, simultaneamente investigativa e sensorial, com curadoria de Stefanie Hessler (Diretora da Kunsthall Trondheim), traça paralelismos especulativos entre uma diversidade de fenómenos, tanto parasitários como recíprocos, e aponta humildemente para possibilidades de sobrevivência terrestre num planeta precário.
Curadoria Stefanie Hessler | Coprodução Kunsthall Trondheim
Imagem Diana Policarpo. Death Grip, 2019. Still de vídeo de animação digital (HD, 16:9, cor). Cortesia da artista e Fundação EDP

Boy Meets Girl (Behind The Border) – Inés Moldavsky
13 março a 16 maio 2021, Galeria Municipal do Porto

“The Men Behind the Wal”l, a curta metragem de Inés Moldavsky vencedora do Urso de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) de 2018, aborda o conflito israelo palestiniano sob uma perspetiva provocadoramente articulada. Através da aplicação de encontros no telemóvel Tinder, a artista dialoga com homens que vivem em diferentes zonas do outro lado da fronteira, na Cisjordânia e em Gaza, na tentativa de tornar possível um encontro real. O contexto particular das interações íntimas na era digital serve de pano de fundo para questionar o absurdo da segregação, ao mesmo tempo que discute relações de poder e estereótipos de género a partir de temáticas como a cultura e a religião. “Boy Meets Girl (behind the border)” resulta de uma proposta curatorial de Guilherme Blanc (Diretor artístico da GMP e do Departamento de Arte Contemporânea e Cinema da Ágora, E.M.) feita à artista com o intuito de traduzirem múltiplos elementos do seu filme num projeto expositivo densificador das personagens reais e do contexto sociopolítico inerente à obra.
Curadoria Guilherme Blanc
Imagem Inés Moldavsky. Wall for print, 2018. Cortesia da artista

As exposições são de entrada livre.

Horário: terça-feira a sábado, entre as 10h e as 18h | domingo ,entre as 14h e as 16h.

Galeria Municipal do Porto
Jardins do Palácio de Cristal
Porto

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