Pingo Doce

“Porto, Cidade Compassiva”

Aprofundar os cuidados comunitários e apoio aos mais fragilizados é o objetivo do projeto “Porto, Cidade Compassiva”, que vai começar a ser implementado nas freguesias de Paranhos, Bonfim e Campanhã.

Resultado de uma parceria estabelecida entre a Câmara do Porto, o Centro Hospitalar Universitário de São João e a Compassio – Associação para a Construção de Comunidades Compassivas, as prioridades do projeto “Porto, Cidade Compassiva” são:sensibilizar e capacitar a sociedade para o tabu da morte e para a necessidade de a comunidade ajudar a cuidar das pessoas com necessidades paliativas que estão em casa; criar uma rede de suporte na comunidade para cada utente, no sentido de lhe ser prestado auxílio, nas suas tarefas diárias, de modo a atenuar o seu isolamento e sofrimento”.

Numa primeira fase, “este projeto virtuoso” vai abranger a área do ACES – Agrupamento dos Centros de Saúde Porto Oriental, ou seja o território das freguesias de Paranhos, Bonfim e Campanhã.

“As comunidades compassivas são uma forma de resposta ao desafio colocado a uma sociedade em envelhecimento, através do envolvimento da comunidade nos cuidados, mudando mentalidades e reativando as redes de cuidado”, destacou o presidente da autarquia, Rui Moreira, na sessão de apresentação do projeto, que decorreu segunda-feira, nos Paços do Concelho.

Para o autarca, o fenómeno contribui também para fazer “com que o cuidar deixe de ser uma obrigação e passe a ser visto e sentido como um privilégio”. Razão pela qual “a Câmara do Porto venha já a implementar um conjunto de políticas e medidas que concorrem para melhorar a qualidade de vida das pessoas, promovendo uma verdadeira inclusão social dos cidadãos, através de ações destinadas a apoiar os setores mais fragilizados”, salienta o portal da autarquia.

Apoiado e financiado pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos e pela Fundação “La Caixa”, o “Porto, Cidade Compassiva” vai ser difundido junto das entidades da Rede Social da cidade, “apostando o Município em promover a relação com os cuidadores informais e com a comunidade local”, lê-se no Porto..

A autarquia vai ainda focar-se em “integrar o projeto na Rede Local de Voluntariado e no domínio prioritário seniores e seus cuidadores do Plano de Desenvolvimento Social”, adiantou ainda Rui Moreira, manifestando a vontade de que “o Porto se transforme numa cidade ainda mais coesa. Um Porto mais compassivo. Mais solidário. Mais igual”.

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