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Português cria o primeiro kit de sobrevivência a incêndios

Português cria o primeiro kit de sobrevivência a incêndios

O primeiro kit de sobrevivência a incêndios, que inclui uma manta patenteada e certificada, a Manta Faraday®, que reflete até 95% do calor radiante, foi criado por um português e já está em fase de produção. O kit chega ao mercado este mês, mas já pode ser pré-reservado.

O kit Faraday, concebido para ser leve e de baixa volumetria, inclui proteção contra os gases tóxicos produzidos pelo fogo, com um Respirador que protege as vias respiratórias e oculares de +95% dos fumos tóxicos; e contra o calor, com a Manta Faraday®, patenteada e testada, que reflete 95% do calor radiante, e com as Luvas de Aramido, que protegem o seu utilizador de temperaturas até 200°C. Uma versão Pro, a ser lançada em junho, inclui ainda um Mini-extintor Eco, de 500ml.

A Manta Faraday®, batizada com esse nome por se inspirar no conceito da Gaiola de Faraday, criado pelo físico e químico britânico Michael Faraday (1791-1867), permite isolar um corpo do calor radiante de um incêndio. O facto torna-se essencial quando se sabe que, em determinadas situações, o risco de morte chega antes das chamas — de acordo com os resultados das autópsias das vítimas da estrada N236-1, no incêndio de 17 de junho de 2017, a maioria morreu incinerada pelo calor.

Foi com este conhecimento em mente, que um engenheiro português, natural de Leiria, um dos distritos mais afetados pelo fogo de junho de 2017, se lançou na missão de procurar uma solução para o problema do calor radiado de um incêndio, isto é, o calor sentido sem estar com contato direto com a chama, que chegou aos 500-600°C no caso de Pedrógão Grande.

Ricardo Roque, bacharel e mestre em Engenharia Mecânica pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, considerado o quinto melhor do mundo no ramo de engenharia e tecnologia, voltou assim ao estudo dos princípios da termodinâmica até compreender que existia uma forma de proteger um corpo do calor radiado.

A Manta Faraday®, criada sob esses princípios, foi testada pelo CITEVE, o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário, e revela-se eficaz até 95% do calor radiado — isto significa que, perante uma temperatura na ordem dos 500°C, o corpo sentirá apenas 40°C, tendo a capacidade (e o tempo) para fugir às chamas.

Com a questão do calor resolvida, compreendeu-se que isso não seria o suficiente para garantir a sobrevivência de alguém numa situação de incêndio. Primeiro, porque uma das causas da mortalidade em situação de incêndio prende-se com a elevada concentração de fumos tóxicos. Os fumos de um incêndio podem matar em menos de 15 segundos, dependendo da concentração destes e do tipo de combustível — celulósico, têxtil, plástico. Cada tipo de combustível liberta fumos específicos que têm que ser bloqueados de forma eficaz.

Assim, foi desenvolvido um kit de sobrevivência a incêndios que, além da Manta Faraday®, inclui um Respirador certificado, capaz de proteger as vias respiratórias e oculares de mais de 95% dos fumos tóxicos, e ainda um par de Luvas de Aramida, também com certificação, que protegem do toque de temperaturas até 200°C.

A empresa FARADAY GO tem como missão proporcionar um acesso democrático a um sistema de proteção, de fácil uso. O objetivo passa sobretudo por promover a proteção das populações, especialmente as mais isoladas e fragilizadas, bem como os operacionais no terreno no combate a incêndios.

Por fim, e não menos importante, o kit inclui instruções que permitem saber o que fazer em caso de incêndio, funcionando como uma miniformação, podendo ser guardado em casa ou facilmente arrumado no carro, sob o banco do condutor. Mas a sua funcionalidade não se fica por aqui: o Kit Faraday pode fazer a diferença quando presente numa fábrica, num barco, numa cozinha de um restaurante, num quarto de hotel, etc. No fundo em todos os espaços onde existe um risco elevado de incêndios, mantendo as pessoas protegidas.

Estes kits, que já podem ser pré-reservados, começarão a ser entregues em maio e a missão passa por democratizar uma ferramenta de segurança que pode salvar vidas, apostando numa comercialização ágil e num preço acessível.

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