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Crash Park, la vie d’une ile | Rafael Kyrychenko, Rivoli

Crash Park, la vie d'une ile | Rafael Kyrychenko, Rivoli
© Martin Argyroglo

Crash Park, la vie d’une ile
15 novembro, 21h | 16 novembro, 19, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Teatro
Um acidente de avião numa ilha deserta pode tornar-se uma metáfora para o presente, uma visão de futuro próximo, um recomeço para (quase) tudo, ou um bom início para uma história. Em “Crash Park, la vie d’une île”, Philippe Quesne constrói uma fábula para a natureza humana, em constante processo de tentativa e erro. O encenador, artista visual e cenógrafo inventa uma ilha, uma fauna e flora improvisadas, onde umas palmeiras, certas espécies animais (como sereias fantásticas e répteis gigantes) e um vulcão coabitam pacificamente, até serem ocupados por sobreviventes de um desastre. Inspirada no drama épico, com momentos cantados e melodias ao piano, o enredo criado para a vida na ilha faz uma incursão à la Robinson Crusoé para que o destino das personagens recém-chegadas se desenlace. Entre o universo pós-apocalíptico e o parque de diversões, é mesmo a ilha que ocupa o papel principal, com todos os simbolismos que suscita, de Homero a Shakespeare, de Júlio Verne a Gilles Deleuze, cenário idílico de utopias, de descobertas, de abandonos… O humor refinado de Quesne neste trabalho coloca o espetador nesse lugar onde a imaginação começa e a salvação acaba.
Conceção, encenação e cenografia Philippe Quesne | com Isabelle Angotti, Jean-Charles Dumay, Léo Gobin, Yuika Hokama, Sébastien Jacobs, Thomas Suire, Thérèse Songue, Gaetan Vourc’h | banda sonora Pierre Desprats | excertos de Shea & Jasha Klebe, Pan Sonic, Frank Martin, Riz Ortolani, Debussy, Daniel Johnston, Chopin, Delinquent Habit, Frank Sinatra

© Tom Mckenzie

Rafael Kyrychenko
16 novembro, 17h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

(Piano)
Novos Talentos
Em parceria com Curso de Música Silva Monteiro
Natural da ilha de São Miguel, Açores, Rafael Kyrychenko começou a tocar piano aos 5 anos de idade com a sua mãe, Cristina Pliousnina. Ganhou o primeiro concurso regional 6 meses depois de iniciar os seus estudos musicais e o seu primeiro prémio num concurso internacional aos oito anos de idade (IV Concurso Internacional Vila de Capdepera, Palma de Maiorca, Espanha). Desde então, tem participado em vários concursos internacionais, alcançando os 1º e 2º prémios em Portugal, Espanha, Itália, França, Estónia, San Marino, Chipre, Dinamarca e nos EUA. Em maio de 2014, Rafael foi eleito vencedor da 25ª edição de atribuição das bolsas da Yamaha. Já atuou em auditórios de grande prestígio como, por exemplo, na Sala de Congressos e Teatro Baltazar Dias (Funchal, Madeira); Genebra Congress Hall (Narva); Estonia Concert Hall (Tallinn, Estónia); DeSantis Chapel de Palm Beach Atlantic University (EUA); Sala Suggia da Casa da Música (Porto) e CCB (Lisboa, Portugal), Charlottenborg Festsal (Copenhaga, Dinamarca), Flagey Studio 1 (Bruxelas, Bélgica), entre outros. Tem sido convidado com regularidade para tocar a solo e com orquestras tanto em Portugal como no estrangeiro, colaborando com maestros de renome como Rui Massena, Andris Poga, Michael Schønwandt, Michail Jurowski, Philippe Entremont, Joseph Swensen e Cesário Costa.
Estudou na Queen Elisabeth Music Chapel em Bruxelas, Bélgica, orientado pela Maria João Pires. Atualmente, frequenta o 1º ano de mestrado no Conservatório Real de Bruxelas com Daniel Blumenthal.

DR

Do you remember that time we were together and dance this or that?
20 e 21 novembro, 18h/19h/20h/21h/22h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Performance
“To remember a dance by remembering the counts, the space, the feeling. Also, the sweat, the steps and context; to remember the memory of what we remember dancing, the ones that we danced with or imagined while dancing. To remember a dance that we never really danced. Dancing as a fake title, an imagination, fantasy and fiction.” Esta performance apresenta uma publicação imaterial. Em vez da forma impressa, a publicação foi decorada por dois performers e é dita oralmente, em sessões individuais, com a duração de 30 minutos.
Uma publicação escrita por Clara Amaral | em diálogo com Lana Coporda, Loïc Perela, Magda Widlak, Ofir Yudilevitch, Serge Amoussou-Guenou, Yang Zhen | designer gráfico Dongyoung Lee | consultor editorial Becket Mingwen | tradução Clara Amaral, Sónia Baptista | decorado por Clara Amaral, Sónia Baptista | produzido por Julidans

DR

Stand still you ever-moving spheres of heaven
20 novembro, 19h + 21 novembro, 21h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Performance
Duas figuras falam numa língua que lhes pertence apenas a elas, num espaço-tempo que nos escapa. Misturam e mesclam destroços de palavras e reminiscências da língua inglesa, superando o seu significado mas sublimando a musicalidade dos fonemas utilizados. Reconhecemos atitudes, palavras, entoações, mas a leitura é constantemente perturbada. Usam as mãos para se conectar, dialogar, criar significados: são mãos-objetos, mãos-máscaras, mãos-próteses que despertam e esculpem a imaginação no seu caminho. A languidez e a delicadeza desta gestualidade pantomímica instigam a aparição do fantástico. Num impulso dadaísta, “Stand still you ever-moving spheres of heaven” desenrola um longo linóleo branco, microcosmo minimalista da imaginação em movimento. Poema visual e sonoro com erupções surrealistas, a peça coloca em jogo as possibilidades da imaginação.
Conceção, interpretação, figurinos e maquilhagem Chiara Taviani, Henrique Furtado P. Vieira | design de luz Eduardo Abdala | operação de luz, som e vídeo Manuel Abrantes | apoio à dramaturgia Céline Cartillier, Antonio Ianniello
Falado em inglês sem legendagem

© Frame de Prelúdio Cooperativa

Amigos imaginários
20 novembro, 21h | 21novembro, 19h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Performance
“Amigos imaginários” é um filme-performance, no qual o público é convidado a assistir à projeção de um filme, em fase de montagem, que é sonorizado ao vivo num estúdio de foley (). Uma especulação sobre o que poderá ser o cinema, tirando partido de um dos artifícios mais utilizados para a construção da ilusão da verdade. Um realizador diletante e três performers não-profissionais do foley, fazem do filme uma partitura. Enquanto o gesto dos performers procura de forma literal e obsessiva os ruídos que mexem com as coisas e com os seres do filme, o que vemos é o desmantelar da ilusão, pondo a nu os mecanismos da mentira, num contraponto entre imagem-filme e imagem-performance. O realizador aproveita-se da oportunidade para jogar com as possibilidades, fazendo experiências com narrações, que oscilam entre o “mundo contado” em pequenas e lúdicas histórias e o “mundo comentado” em desabafos de um montador inquieto. Como num espaço neo-cubista, a verdade é libertada dum automatismo percetivo, abrindo caminho ao acaso e evocando fantasmas – os amigos imaginários.
(*) O foley (ou bruitage) é uma técnica de criação de efeitos sonoros gravados em estúdio, onde sons de passos, portas a fechar, trovões, etc., são reproduzidos por sonoplastas em sincronia com o filme, com o objetivo de conferir mais realismo às cenas.
Realização e direção artística Rita Barbosa | design de som Rui Lima e Sérgio Martins, com participação de Jonathan Saldanha | performance Rui Lima, Sérgio Martins, Daniel Pizamiglio | produção Henrique Figueiredo

DR

Cristaleira Coletivo
20 novembro, 22h | 21 novembro, 22h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Performance
Dois artistas plásticos da geração dos telemóveis operam as entranhas do “Auto-Deus”, a máquina que criaram para os auxiliar na sua busca pelo sagrado. O “Auto-Deus” marcha ruidosamente por colinas e aldeias, devorando todos os símbolos e crenças que encontra. Entretanto, dentro do tanque escuro da máquina, todas as manchas são desenhos, todos os ruídos são litanias, todas as operações são rituais, todas as avarias são sinais, e todos os silêncios são respostas.
Conceção e interpretação Miguel Jaques, João Gomes Gago | som Miguel Jaques | cenografia Miguel Jaques, João Gomes Gago | figurinos Daniela Carneiro Lino | residências artísticas Teatro Municipal do Porto, Casa d’Artes do Bonfim | produção Cristaleira
Espetáculo com utilização de fogo

© azuky

Limbo
22 novembro, 21h | 23 novembro, 19h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Teatro
“Limbo” passa-se num espaço não convencional, ocupado por um grupo de jovens atores de diferentes nacionalidades e percursos, que constroem um discurso em torno da violência, da maldade e do medo, numa tentativa de responder ao estado do mundo – a guerra que rebenta por fora e por dentro de cada um deles. Num registo que varia entre a realidade e a ficção, o sonho e a morte, limbo entrelaça síndromes e traumas com canções, coreografias, chá e bombas.
Direção artística e encenação Sara Carinhas | apoio à dramaturgia Cristina Carvalhal | assistente de direção Pedro Rei | interpretação António Bollaño, Carolina Amaral, Filomena Cautela, Marco Nanetti, Nádia Yracema, Pierre Ensergueix | produção Bruno Reis / Causas Comuns | coprodução Teatro Municipal do Porto, Causas Comuns e São Luiz Teatro Municipal
Espetáculo falado em português, inglês e francês com legendas em português

DR

Understage: Sereias
29 novembro, 23h30, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Coprodução com Lovers & Lollypops
Música
Enquanto o país arde de tédio, as Sereias mergulham uma vez mais com o seu jazz-punk pós-aquático nas águas turvas do junk-zapping pré-píxelástico de Francisco Laranjeira.
Um concerto de Sereias promete um ambiente imersivo e sinestésico. Arquivos de filmes super 8, fitas VHS, ruído analógico, video-feedback e glitch, manipulados ao vivo através de instrumentos virtuais e software dedicado, interagem com a poesia mordaz de A. Pedro Ribeiro e seus mascadores sónicos de barba rija. Durante a performance serão usadas imagens dos filmes “Porto Abril 1975”, “O 11 de Março de 1975” e “O 25 de Novembro depois…” de José Alves de Sousa, realizados nas ruas do Porto durante o PREC. O concerto do Understage servirá para apresentar o disco de estreia do coletivo, intitulado “País a Arder”.
Voz António Pedro Ribeiro, Arianna Casellas | documentação Celestino Monteiro | vídeo Francisco Laranjeira | bateria João Pires | saxofone Julius Gabriel | sintetizadores Nils Meisel | guitarra Sérgio Rocha | baixo Tommy Luther Hughes

DR

Manual da Falla
6 dezembro, 21h | 7 dezembro, 19h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Teatro
“Manual da Falla” surge na continuidade do trabalho de pesquisa e criação que Ana Rocha tem vindo a elaborar desde 2011, em torno da performatividade da linguagem e da sua potencial presença física. A linguagem, verbalizar o valor da linguagem como elemento de transformação, transposição do espaço-tempo e da imagem de liminalidade existente na história contemporânea e no espaço performativo, são as diretrizes que irão guiar a decomposição desta presença, Hamlet, para de algum modo relevar a(s) figura(s) central(ais) – a mulher e a voz feminina, geradoras e curadoras desses espaços de mediação e cultura, que se manifestam num espaço político e em cada ser humano. “Manual da Falla” inspira-se na obra musical do compositor espanhol do séc. XX, Manuel de Falla, na obra “Hamlet ex-Machina” de Heiner Müller, na obra “Hamlet” de Shakespeare e nas várias versões contemporâneas desta figura masculina, Hamlet. O que ela representa, agora?
Direção artística Ana Rocha | cocriação e interpretação Eliana Veríssimo, Leonor Keil e Sara Barbosa, Maria João Luís, Albano Jerónimo e Davis Freeman (participações especiais) | elementos visuais e cenografia Daniel Blaufuks, Paulo Capelo Cardoso | sonoplastia Pedro Augusto | desenho de luz Luís Silva e Rui Monteiro | apoio ao vídeo e à fotografia Patrícia Barbosa | direção de produção Pedro Barbosa  | coprodução Teatro Municipal do Porto, O Cão Danado & Cia

© José Caldeira

Drama
13 dezembro, 21h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

Dança
“Drama” retoma a pesquisa de Victor Hugo Pontes em torno das fronteiras da palavra e do movimento, do teatro e da dança. Esta nova criação parte do canónico enredo de Pirandello “Seis Personagens à Procura de Um Autor”, um ensaio de teatro subitamente interrompido por seis personagens que pedem ao diretor da companhia que encene as suas vidas. Num resgate dessa meta-narrativa, experimenta-se alargar a discussão sobre o próprio ato criativo: até que ponto é possível coreografar um clássico da dramaturgia (que pressupostos se mantém e se perdem)? De que modo é que o próprio espaço de ensaio pode espelhar o que não acontece no palco, mas apenas na cabeça do criador? Através da multiplicação de personagens, de sucessivas tentativas e do desdobramento de coreógrafos que encenam outros coreógrafos, este trabalho engendra ações em cadeia que colocam o observador no lugar do observado, e vice-versa. Tal como com Pirandello, “Drama” remete para os primórdios do jogo teatral: o drama, ou seja, a forma narrativa em que se imita a ação direta dos indivíduos.
Direção e coreografia Victor Hugo Pontes | cenografia F. Ribeiro | desenho de luz e direção técnica Wilma Moutinho | música original Rui Lima e Sérgio Martins | pianista Joana Gama | interpretação Ángela Diaz Quintela, Daniela Cruz, Dinis Santos, Félix Lozano, Pedro Frias, Valter Fernandes, Vera Santos e participantes da comunidade local  | coprodução Teatro Municipal do Porto, Nome Próprio, Centro Cultural Vila Flor e São Luiz Teatro Municipal | apoio à residência artística Circolando e Teatro Nacional São João

© Lisa Kannenbrock

Novos Talentos: Joaquim Santos Simões
14 dezembro, 17h, Teatro Municipal do Porto – Rivoli

(Guitarra) Música
Em parceria com Curso de Música Silva Monteiro
Joaquim Santos Simões nasceu em 1995, em Coimbra. Iniciou os seus estudos de Guitarra Clássica na Academia de Música de Espinho, sob a orientação do professor Ricardo Abreu. Continuou os seus estudos na Universidade Robert Schumann, em Dusseldorf, com o Professor Joaquín Clerch, onde completou a licenciatura com distinção e foi agraciado pela Câmara Municipal de Ovar e Junta de Freguesia de Esmoriz, com o título de Cidadão de Mérito. Atualmente frequenta o Mestrado com o professor Joaquín Clerch, na mesma instituição. Durante o seu percurso teve a oportunidade de tocar em algumas salas de concertos de renome, como a Casa da Músic” (Porto), Tonhalle Duesseldorf, Auditório Manuel de Falla (Madrid), Robert Schumann Saal e Palais Wittgenstein (Dusseldorf). Venceu vários prémios em competições internacionais de guitarra, destacando-se o 1º prémio no Concurso Internacional de guitarra de Amarante (2017) e o 1º Prémio no prestigiado Certamen Internacional de Guitarra Andrés Segovia em la Herradura (2018). Obteve ainda prémios em concursos de Composição como o 1º lugar na categoria de instrumento solo com a peça “Transfigurações Nocturnas” para solo de guitarra no Prémio de Composição Século XXI – Bernardo Sassetti e Emmanuel Nunes.

Teatro Municipal Rivoli
Praça D. João I
4000-295 Porto
Tel. 223 392 200

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