Recheio

A música perdeu a pólvora?, Rivoli

A música perdeu a pólvora?, Rivoli

A música perdeu a pólvora?
18 março, 19h, Rivoli Teatro Municipal

Modos de Ocupar | Conferência
Curadoria e moderação de Pedro Santos Guerreiro
A partir do espetáculo “ESTRO / WATTS”, de Gonçalo Amorim & Paulo Furtado / Teatro Experimental do Porto (TEP)
“Em todos os lugares velhos germina a possibilidade de um tempo novo. O rebentamento nasce de uma súbita inquietação, do embate de um paradoxo, de uma insurreição, de uma intuição criadora ou de um medo destruidor, do átimo que desequilibra a natureza estável – a natureza morta? – do conforto sossegado. Se em 2006 um grupo de teatro ocupou o Rivoli para dar a volta ao mundo em 79 dias, a que lugar nos prenderíamos hoje para nisso o libertarmos? E que desconhecidos nos repelem ou impelem? A ocupação cria uma tensão na norma vigente, seja pela militância invasora, pela reivindicação política, pelo rapto do território ou pelo questionamento que retrai ou atrai no choque com o outro, com o diferente, com o inesperado. É um choque que fertiliza ou esteriliza, mas modula o presente, por vezes modifica a memória e manipula a identidade, quase sempre inaugura o futuro. É da aventura desse confronto que nos abrimos ou fechamos à revelação. Partamos da anunciação dos artistas e confrontemo-la com visões multidisciplinares, até porque o diferente do diferente não é o igual. O despenhamento está permitido, o empenhamento está proposto. Para que assim possamos escolher, não por exclusão mas por inclusão de partes.” Pedro Santos Guerreiro
Entrada gratuita

© DR

ESTRO / WATTS
20 março, 21h | 21 março, 19h, Rivoli Teatro Municipal

Teatro
“Estro”, do latim oestrus, significa inspiração, entusiasmo, fúria poética. Estro é também o título para um espetáculo com direção de Gonçalo Amorim e Paulo Furtado. O Teatro Experimental do Porto, companhia residente no Teatro Campo Alegre, através do programa Campo Aberto, e presença habitual na temporada do Teatro Municipal do Porto, propõe-se explorar a dualidade da palavra rock e da prática poética. Tal como a Ilíada ou a Odisseia – que se sabe terem sido coletâneas de histórias que se iam contando nas praças, de heróis e de guerras, de paixões – o rock usou a palavra poética para gritar na esfera pública a vida, para convocar todos a falar acerca da morte, da guerra, de amores e desamores, da solidão, das selvas de betão, da experiência da classe trabalhadora e da opressão. Esta dimensão pública, que reúne gente à sua volta, que congrega, contrasta drasticamente com a introspeção que o ato poético exige tantas vezes. Na idade do rock fundou-se um novo lugar na esfera pública para a referência política e estética, um lugar que outrora era ocupado pelo teatro. O que é feito desse património? Onde estão os trovadores? Estro quer devolver ao estilo o estatuto de cancioneiro popular.
Um projeto de Gonçalo Amorim & Paulo Furtado | tradução dos poemas e acompanhamento historiográfico João de Menezes-Ferreira | encenação e conceção Gonçalo Amorim | direção musical e conceção Paulo Furtado | música original The Legendary Tigerman | intérpretes Ana Brandão, Diana Narciso, Hugo Inácio, Íris Cayatte, Pedro Almendra, Pedro Galiza, Susie Filipe | artista convidado João Doce | cenografia e figurinos Catarina Barros | desenho de luz Nuno Meira | vídeo Luísa Sequeira | produção Teatro Experimental do Porto | coprodução Teatro Municipal do Porto

© Josanne van der Heijden

Understage: Sangre de Muerdago
20 março, 23h, Rivoli Teatro Municipal

Música | Coprodução com Amplificasom
É no coração pulsante dos bosques galegos, entre centenárias raízes de carvalhos e faias, que nasce a música dos Sangre de Muerdago. O coletivo liderado por Pablo C. Ursusson afirma-se como uma das mais honestas e emocionais vozes da folk moderna, onde as invocações e a devoção à Mãe-Terra soam em paralelo a uma forte ligação ao mundo celeste. O álbum “Noite” é a mais recente coleção de canções dos Sangre de Muerdago – canções tecidas, como sempre, através da voz, flauta, nyckelharpa, hurdy-gurdy e outras ferramentas ancestrais. Os Sangre de Muerdago descem ao palco do Understage, no Teatro Rivoli, na noite de 20 de março.

© Anne Van Aerschot

Achterland
25 março, 21h | 26 março, 21h, Rivoli Teatro Municipal

Dança
“Achterland” é uma coreografia seminal na obra de Anne Teresa de Keersmaeker. É neste trabalho de 1990 que, pela primeira vez, a consagrada coreógrafa coloca os músicos numa posição central no palco, concedendo-lhes um papel ativo na dinâmica geral do espetáculo – uma abordagem que repetiria em muitos projetos subsequentes. A combinação invulgar das composições de música clássica – os seis estudos para piano, de György Ligeti e as sonatas 2, 3 e 4, de Eugène Ysaÿe – inspirou Keersmaeker e os intérpretes da Rosas a criar uma partitura de dança que se situa num equilíbrio peculiar entre uma energia virtuosa e momentos de desaceleração. Além disso, “Achterland” foi a primeira peça que a coreógrafa também criou para corpos masculinos, acrescentando três bailarinos ao elenco. A emblemática peça explora uma terra ambígua, entre o masculino e o feminino, feita ora de contrastes, ora de um esbatimento das fronteiras e dos símbolos. Três bailarinos movem-se pela cena e, tímidos, pretendem atrair a atenção de cinco sedutoras e poderosas bailarinas, que assumem o comando deste microuniverso. Anne Teresa de Keersmaeker regressa ao palco do Rivoli para a reposição deste emblemático “concerto de dança”.
Coreografia Anne Teresa de Keersmaeker | encenação Jean Luc Ducourt | interpretação Laura Bachman, Lav Crnčević, Léa Dubois, José Paulo dos Santos, Anika Edström Kawaji, Bilal El Had, Frank Gizycki, Robin Haghi, Yuika Hashimoto, Laura Maria Poletti, Soa Ratsifandrihana, Luka Švajda | criado em 1990 por Nordine Benchorf, Bruce Campbell, Vincent Dunoyer, Fumiyo Ikeda, Marion Levy, Nathalie Million, Carlotta Sagna, Johanne Saunier | música György Ligeti, “8 Études for piano solo (Désordre, Cordes à vide, Touches bloquées, Fanfares, Arc-en-ciel, Automne à Varsovie, Galamb Borong, Fém)” ; Eugène Ysaÿe, “Sonatas 2, 3 & 4 for solo violin” | músicos Wilhem Latchoumia / Joonas Ahonen (piano), Juan María Braceras / Naaman Sluchin (violino) | cenografia Herman Sorgeloos

© DR

Novos Talentos: Inês Brandão Leite
21 março, 17h, Rivoli Teatro Municipal

Música | Em parceria com Curso de Música Silva Monteiro
Inês Eurídice Brandão Leite nasceu em 2003. Iniciou o estudo de piano aos 6 anos no Conservatório de Música Joly Braga Santos de Portimão. Foi aluna particular de Álvaro Teixeira Lopes. Atualmente pertence à sua classe de piano e frequenta o 7º grau de Piano no Curso de Música Silva Monteiro no Porto. Participou em vários Concursos de Piano no país e estrangeiro. Teve o 3º prémio no XIX Concurso Internacional de Piano Cidade San Sebastian (2015). Em Portugal, obteve, entre outros, sete 1ºs prémios e três 2ºs prémios. Os 1ºs prémios foram, a exemplo: no Concurso Internacional Cidade do Fundão (2011); Concurso de piano Olga Prats (Palmela 2012); no Concurso Nacional de Piano S. Teotónio (Coimbra 2011 e 2014) e no 13º Concurso Santa Cecília no Porto.

© DR

Novos Talentos: Francisco Berény Domingues & Tiago Azevedo e Silva
4 abril, 17h, Rivoli Teatro Municipal

Música | Em parceria com Curso de Música Silva Monteiro
Francisco Berény Domingues e Tiago Azevedo e Silva juntaram-se para fazer um duo em 2019. As várias possibilidades de timbre, de textura e volume do violoncelo e guitarra permitem ao ensemble a exploração de várias cores e sons. Neste momento, Francisco é aluno de mestrado na Universität Mozarteum Salzburg com a Prof. Laura Young e Tiago é aluno da licenciatura na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo com o Prof. Filipe Quaresma. Ambos participaram em competições onde obtiveram prémios. Na sua estreia nacional, o programa apresentado pinta uma imagem da música popular espanhola eternizada por compositores do século XX e XXI marcado pelo flamenco, pelo canto do violoncelo e pelo acompanhamento típico da guitarra.

© Clara Não

Capicua – Madrepérola
4 abril, 21h, Rivoli Teatro Municipal

Música
Após anos intensos de concertos, com repertório dos discos anteriores, Capicua faz um reset e começa nova tour, com novo disco, nova formação e novo cenário. Madrepérola vem para renovar o repertório, mas sobretudo o espírito do espetáculo da rapper. A ideia é tocar o disco na íntegra, falando de cada tema cuidadosamente, como quem faz uma visita guiada a uma casa nova. Sendo um álbum de canções, com muitas vozes convidadas e muito mais dançável, exige que no palco se concretize essa energia. Assim, além dos músicos que habitualmente a acompanham (D-One, Virtus, Luís Montenegro e Sérgio Alves), Capicua passará a estar ladeada de duas vozes cantadas (Inês Pereira e Joana Raquel), para fazer jus à musicalidade dos novos temas e abrir novas possibilidades de descoberta do antigo repertório, com a reinvenção de velhos temas. Visualmente, o espetáculo ganha nova identidade, com muita luz, texturas e brilho, numa alusão à iridescência da madrepérola e à policromia dos encantos subaquáticos. É sem dúvida uma nova etapa que começa, plena de energia vital e poesia convertida em música. Venham fazer parte!
Voz Capicua | coro Joana Raquel Inês Pereira | dj D-One | mpc Virtus | assistente Maria Fontes | baixo e guitarra Luís Montenegro | teclados Sérgio Alves | som de frente Eduardo Maltez | som de palco Carlos Casaleiro | luz Virgínia Esteves | road manager Mário Castro | roadies Emanuel Rocha, Jorge Jacinto | produção executiva e booking Radar dos Sons

Teatro Municipal Rivoli
Praça D. João I
4000-295 Porto
Tel. 223 392 200

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