Pingo Doce - Vinhos de Setúbal

Seattle | Pela água, Teatro Campo Alegre

Seattle | Pela água, Teatro Campo Alegre
© Mariana Silva

Seattle [FITEI]
21 maio, 19h | 22 maio, 21h, Teatro Municipal Campo Alegre
“Seattle” tem uma meteorologia própria, aquela gerida pela paisagem interior das personagens.
A dinâmica e o ambiente tchekhoviano apontam o frio, o passar dos dias a fio, sempre iguais, e o difícil divorciar dos espaços de recordação, de convivência e de partilha: em Seattle as mãos e os corações gelam, e a chuva que se impõe é uma tempestade da alma, a mesma que habita e inspira o espírito grunge que aqui se experimenta. Seattle é a metáfora dos sonhos, daqueles que apenas se apresentam como um lugar de memória que, afinal, nunca se habitou. A passagem do tempo e o ritmo dos dias apresentam-se como um escape paradoxal que apenas adia o confronto inevitável com a mudança. Perto de uma hora é a duração desta experiência cénica, sinédoque de um momento tão fugaz quanto o movimento de Kurt Cobain e companhia. “É melhor queimar de uma vez do que ir apagando aos poucos”.
Criação e direção artística João de Brito | Dramaturgia Statt Miller | Interpretação Diana Nicolau, José Pimentão, Jorge Albuquerque e João Pedro Dantas | Música Cristóvão Campos | Cenografia e adereços Rita Prata e Sara Marques | Desenho de luz Tasso Adamopoulos | Vídeo e documentário Diogo Simão | Produção LAMA

Pela água [FITEI]
21 maio, 21h, Teatro Municipal Campo Alegre
“Pela água” é um texto original de Tiago Correia, publicado pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, em 2017, no âmbito do Grande Prémio de Teatro da SPA / Teatro Aberto.
Em “Pela Água” fala-se do amor e dos seus desencontros. Um diálogo intenso, enigmático mas nítido, entre dois homens de uma mesma mulher. Diferentes idades, diferentes experiências, tanto e tão pouco em comum. Uma meditação conjunta acerca das relações humanas, que aprofunda o poder das palavras num diálogo dominado pela ausência dessa mulher – e pelo amor. “Pela água” é uma peça de teatro íntimo, de revelações e confidências, que suscita questões existenciais e sociais, geracionais e relacionais, como a da falta de perspetivas de futuro, a questão da superação dos ídolos, o confronto com a mudança de paradigmas de geração para geração e a crítica à estrutura familiar tradicional. Suscita ainda questões feministas – através do empoderamento da figura feminina – assente numa figura central ausente.
Texto e encenação Tiago Correia | Interpretação Eduardo Breda, João Melo | Cenografia Ana Gormicho | Figurinos Sara Miro | Desenho de luz Rui Monteiro | Desenho de som e operação Pedro Lima | Música original Les Saint Armand | Montagem e operação de luz José Diogo Cunha | Imagem Francisco Lobo | Design gráfico Inês Ferreira | Produção A TURMA | Produtora Sandra Carneiro / Marca-d’água

© Mariana Silva

Don Juan esfaqueado na Avenida da Liberdade [FITEI]
24 maio, 19h, Teatro Municipal Campo Alegre
Há um par de anos, Pedro Gil visitou o Museu do Aljube, antiga prisão do Aljube, onde o seu avô foi preso pelo regime salazarista.
Numa das paredes da exposição deparou-se com os cinco Nãos do Estado Novo em letras garrafais: “NÃO discutimos a pátria, NÃO discutimos a autoridade, NÃO discutimos a família, NÃO discutimos o trabalho e NÃO discutimos Deus”. Subitamente teve a ideia fazer um Don Juan. Este Don Juan desconfia do fantasma do Comendador. O fantasma quer que ele lhe aperte a mão. Don Juan pressente que não é boa ideia apertar a mão a um fantasma de uma pessoa que ele próprio matou. Decide então não comparecer à ceia acordada. Don Juan foge, mas para onde? É uma comédia.
Texto e direção artística Pedro Gil | Interpretação Filipa Matta, Miguel Loureiro, Pedro Gil, Raquel Castro, Rita Calçada Bastos e Tónan Quito | Apoio à criação Diogo Andrade | Desenho de Luz Daniel Worm d’Assumpção | Produção executiva Vítor Alves Brotas, Agência 25 | Fotografia de cena Mariana Silva | Residência O Espaço do Tempo, Companhia Olga Roriz | Apoio Forum Dança | Coprodução Barba Azul, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto e Centro Cultural Vila Flor

© João Fazenda

Quintas de Leitura
Os teus mamilos são as varandas do meu coração

30 maio, 22h, Teatro Municipal Campo Alegre
Valério Romão, o convidado desta sessão, nasceu em França em 1974.
Escreve romances, poesia, contos e peças de teatro. Em 2016 foi finalista do Prix Femina com o romance “Autisme”. Vive atualmente em Lisboa, numa rua estreita, na companhia dos seus gatos Rim e Croquete. As leituras da sessão, a cargo de Cristiana Sabino e Renato Filipe Cardoso, incidirão sobre os livros da trilogia “Paternidades Falhadas”, onde o autor explora até ao limite as dificuldades das relações humanas e a falência do modelo tradicional de família e as suas funcionalidades. Uma escrita irónica, dilacerante, crua, visceral. Um leque de fulgentes artistas completam o elenco da sessão: Miguel Calhaz (música), Sabeth Dannemberg (novo circo) e João Fazenda (imagem). A fechar, a sonoridade desarmante do músico e escritor de canções B Fachada

Teatro Municipal Campo Alegre
Rua das Estrelas s/n
4150-762 Porto

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