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O Poeta Acorrentado à Mesa, Teatro Carlos Alberto

O Poeta Acorrentado à Mesa, Teatro Carlos Alberto

O Poeta Acorrentado à Mesa
27 a 30 junho, quinta e sexta 21h | sábado 19h | domingo 16h, TeCA
Já em “O Papagaio de Céline” (2014), o dramaturgo e encenador João Samões se abeirara do ideário iconoclasta e audacioso do escritor (e médico, soldado, viajante) francês Louis-Ferdinand Céline (1894-1961), adaptando a sua revolucionária obra-prima “Viagem ao Fim da Noite”. Agora, a viagem imbrica-se e adensa-se ainda mais, uma vez que “O Poeta Acorrentado à Mesa” se inspira tanto na obra experimental e na mundivisão mordaz de Céline como na sua acidentada biografia, já o fértil terreno de base da sua torrencial escrita. Este é, em estreia, o segundo retrato de um tríptico (após “Hotel Louisiana Quarto 58”, tributo ao egípcio Albert Cossery, estreado e coproduzido pelo TNSJ em 2016), dedicado à “memória do espírito livre e libertário” de figuras cruciais da história da literatura mundial (sobre o americano/tangerino Paul Bowles se debruçará o terceiro tomo). “O Poeta Acorrentado à Mesa” retoma a interioridade da forma monologada para mais bem percorrer, iluminar e dialogar com os “rastos e restos” de Céline. No solo do ator Cláudio da Silva, de novo desafiado por João Samões a habitar a vertigem do universo do escritor, condensa-se a energia e poder transformadores das suas palavras, capazes de “fazer tremer toda a vida inteira”.
texto João Samões | a partir da vida e obra de Louis-Ferdinand Céline | criação, dramaturgia, cenografia, desenho de som, encenação João Samões | desenho de luz Celestino Verdades | direção de produção João Samões, Mónia Mota | interpretação Cláudio da Silva | coprodução Debataberto – Associação Cultural e Artística, TNSJ | apoio Teatro-Estúdio António Assunção, Oficinas Reunidas

Bonecas
11 a 21 julho, quarta + sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TeCA
Em “Bonecas”, espetáculo em estreia, Ana Luena parte de um conto inédito de Afonso Cruz (“Boneca de Papel”, inspirado num episódio real ocorrido num orfanato feminino nos anos sessenta) e da “brutalidade bela” da pintura de Paula Rego para escrever uma dramaturgia em torno das noções de território, identidade e memória. No âmbito do programa da Malvada Associação Artística em torno de processos de desterritorialização por desvinculação e sobre o retrato, a encenadora integra igualmente em “Bonecas” a experiência partilhada com um grupo de raparigas de um centro de acolhimento temporário e um grupo de mulheres vítimas de violência doméstica de uma casa abrigo. A severidade e crueldade destes territórios femininos tornam as suas vítimas cativas da sua própria condição. Como num tableau vivant, as personagens de “Bonecas” expressam-se em relações dicotómicas de vulnerabilidade e força e numa inversão de papéis onde submissão e dominação se confundem. Cruzando exercícios de improvisação, criação de cenas, desenho de personagens, técnicas de role-play com fotografia, cria-se uma narrativa rizomática, “como um livro que cose diferentes cadernos numa só lombada”. Nessa “cartografia de multiplicidades” que o teatro e a fotografia oferecem, “Bonecas” trabalha possibilidades de reconstrução identitária, de reconhecimento e pertença.
a partir do conto inédito Boneca de Papel, de Afonso Cruz e do universo de Paula Rego | dramaturgia e encenação Ana Luena | música original Zé Peps | desenho de luz Pedro Correia | caracterização Chissangue Afonso | fotografia, vídeo e comunicação José Miguel Soares | direção artística e criação Ana Luena, José Miguel Soares | interpretação Mariana Magalhães, Nádia Yracema, Susana Sá e Matilde Magalhães | coprodução Malvada Associação Artística, São Luiz Teatro Municipal, Câmara Municipal de Évora, TNSJ | apoio Montepio Geral – Associação Mutualista, Fundação GDA

Território II
27 julho, 19h | 28 julho, 16h, TeCA
Na temporada de 2017-18, doze jovens bailarinos de todo o país habitaram os Estúdios Victor Córdon numa partilha diária do que foi o ambiente mais próximo das suas ambições profissionais. Para além de desenvolver as capacidades técnicas e artísticas, o programa “Território” revelou-se um lugar de troca de experiências e vivências. Em 2018-19, “Território II” convoca o coreógrafo e bailarino sueco Alexander Ekman e o também coreógrafo e bailarino americano, sedeado na Holanda, Maurice Causey, para dirigirem mais um grupo de jovens bailarinos, naquela que será a sua primeira experiência profissional. Pelo segundo ano consecutivo, o programa divide-se em três momentos: um primeiro de criação e ensaios, a que se segue a estreia no Teatro Camões, em Lisboa, e, finalmente, a digressão pelas cidades das escolas envolvidas. “Território II “chega à cidade do Porto no último fim de semana de julho, onde será apresentado no palco do Teatro Carlos Alberto.
coreografias Alexander Ekman e Maurice Causey | vídeo 12 Bis | realização alunos do AR.CO | interpretação Alexandre Sellani, Ana Raquel Silva, Elia Santonastaso, Filipa Prata, Inês Pedro, João Santos, Margarida Silva, Maria Sousa, Mariana Familiar, Miguel Lopes, Miguel Pinheiro, Tomás Ruão | escolas Academia de Dança de Matosinhos, Conservatório de Dança do Vale do Sousa, EDD – Escola Domus Dança, Escola da Companhia de Dança do Algarve, Ginasiano Escola de Dança, Pallco Performing Arts School & Conservatory – Oporto Ballet School | produção Companhia Nacional de Bailado/Estúdios Victor Córdon | estreia 19Jul2019 Teatro Camões (Lisboa)

Teatro Carlos Alberto (TeCA)
Rua das Oliveiras, 43
4050-449 Porto
www.tnsj.pt
Informações Linha Verde TNSJ – 800 10 8675
Número grátis a partir de qualquer rede

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