Recheio

O Dia do Juízo, Teatro Carlos Alberto

O Dia do Juízo, Teatro Carlos Alberto

O Dia do Juízo
Até 23 fevereiro, quinta e sexta 21h | sábado 19h | domingo 16h, TeCA

A encenadora Cristina Carvalhal visitou-nos em 2018 com a adaptação teatral de “Elizabeth Costello”, um romance de J.M. Coetzee. Dois anos depois, vamos reencontrá-la a braços com uma peça de Ödön von Horváth. Poderíamos começar por falar deste dramaturgo citando-lhe uma frase lapidar: “Em todas as minhas peças tentei afrontar impiedosamente a estupidez e a mentira.” Se acrescentarmos a esta brutalidade uma ternura pelas insuficiências humanas e um corrosivo sentido de humor, abeiramo-nos do tom dominante da obra de Horváth, cidadão do império Austro-Húngaro que se fixou em Berlim nos anos 1920, para a partir daí reinventar o teatro popular de língua alemã. Escrita em 1935-36, a intriga de “O Dia do Juízo” poderia facilmente confundir-se com um vulgar drama burguês, protagonizado por um imprevisto triângulo “amoroso”. Mas a peça vai adquirindo, à medida que progride, a densidade de uma parábola sobre a culpa e a inocência, problematizando a responsabilidade individual no dia-a-dia de uma comunidade. O recurso à linguagem vídeo é um dos elementos estruturantes do espetáculo. Assinado pelo realizador Pedro Filipe Marques, o vídeo será decisivo na concretização da dimensão fantasmática da culpa ou, dito de outro modo, na “materialização” da presença inusitada do “além”…
de Ödön von Horváth | encenação Cristina Carvalhal | versão e dramaturgia Cristina Carvalhal, Pedro Filipe Marques | assistência de encenação Sara Carinhas | participação em vídeo Álvaro Correia, Gracinda Nave, Isac Graça, Sara Carinhas | cenografia e figurinos Ana Limpinho & Maria João Castelo | vídeo Pedro Filipe Marques | desenho de luz José Álvaro Correia| música Sérgio Delgado | produção Bruno Reis, Sofia Bernardo | interpretação Carlos Malvarez, Cucha Carvalheiro, Eduardo Frazão, Ivo Alexandre, Lia Carvalho, Manuela Couto, Paulo Pinto, Pedro Lacerda | coprodução Causas Comuns, São Luiz Teatro Municipal, TNSJ

A Criada Zerlina
19 a 22 março, quinta e sexta 21h | sábado 19h | domingo 16h, TeCA

“Só se pode fazer bom teatro com algumas coisas belas”, diz-nos João Botelho, daí não constituir surpresa o facto de desviar para o palco aquela que é, nas palavras de Hannah Arendt, a “mais bela história de amor da literatura alemã”. Falamos de “A Criada Zerlina”, narrativa que o escritor austríaco Hermann Broch inseriu no romance “Os Inocentes”, publicado em 1950. Zerlina é uma velha criada que, num exercício de retrospeção, expõe uma história de paixão que a envolve a si, à patroa e ao amante desta. Um relato atravessado pelo ressentimento sexual e classista, por um erotismo primitivo e por uma obsessão ética, no qual a personagem de Broch vai desdobrando o seu estatuto: criada, amante, precetora, espia, instigadora de loucura, ciúme e vingança. A transformar “em verdade” este intenso monólogo vamos encontrar Luísa Cruz, desempenho que lhe valeu um Globo de Ouro em 2019. “Uma bela e prodigiosa atriz”, para citar João Botelho, realizador que se estreia (finalmente!) no teatro.
a partir de Hermann Broch | versão de António S. Ribeiro | com a colaboração de José Ribeiro da Fonte | a partir da tradução de Suzana Muñoz | encenação João Botelho | cenografia e figurino Pedro Cabrita Reis | desenho de luz Nuno Meira | sonoplastia Sérgio Milhano/Pontozurca | produção executiva Nuno Pratas | interpretação Luísa Cruz | coprodução Culturproject, Centro Cultural de Belém

Teatro Carlos Alberto (TeCA)
Rua das Oliveiras, 43
4050-449 Porto
www.tnsj.pt
Informações Linha Verde TNSJ – 800 10 8675
Número grátis a partir de qualquer rede

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