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Sopro, TNSJ

Sopro, TNSJ

Sopro
Até 22 junho, quarta + sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ
A dada altura de “Sopro”, os cinco atores em palco cantam a cappella a canção “Wild is the Wind”, imortalizada por Nina Simone. Na dramaturgia do espetáculo, com texto e encenação de Tiago Rodrigues, este é um momento simbolicamente muito forte. Nos escombros de um teatro, onde enormes cortinas brancas esvoaçantes demarcam uma espécie de além-mundo banhado pela luz, os atores são como essas “criaturas do vento” de que fala a canção, animados pelo texto soprado pela única sobrevivente, uma mulher toda vestida de preto, Cristina Vidal, ponto há mais de vinte e cinco anos no Teatro Nacional D. Maria II. Os atores cantam assim graças a ela (são como suas emanações), para ela e por ela, guardiã de uma profissão em extinção, pela primeira vez no centro do palco. É pelo seu sopro/anima que se ressuscitam fantasmas de teatro em cenas de “O Avarento”, “Três Irmãs” ou “Berenice” e se entrecruzam fragmentos da sua própria biografia e memória.
texto e encenação Tiago Rodrigues | cenografia e desenho de luz Thomas Walgrave | figurinos Aldina Jesus | sonoplastia Pedro Costa | assistência de encenação Catarina Rôlo Salgueiro | com Beatriz Brás, Cristina Vidal, Isabel Abreu, Romeu Costa, Sofia Dias, Vítor Roriz | produção TNDM II | coprodução ExtraPôle Provence-Alpes-Côte d’Azur, Festival d’Avignon, Théâtre de la Bastille, La Criée Théâtre National de Marseille, Le Parvis Scène Nationale Tarbes Pyrénées, Festival Terres de Paroles Seine-Maritime – Normandie, Théâtre Garonne Scène Européenne, Teatro Viriato | apoio Onda | estreia 7Jul2017 Festival d’Avignon (França) | Língua Gestual Portuguesa + Audiodescrição: 22 junho

Lux-Lucis
4 a 6 julho, quinta e sexta 21h | sábado 19h, TNSJ
A sinergia entre música e luz está na base de “Lux-Lucis: Quatro quadros – Homenagem a Caravaggio e Herbert W. Franke”, o espetáculo em estreia do Drumming – Grupo de Percussão, com criação e direção artística de Miquel Bernat. Considerando a luz nas suas múltiplas vertentes, do fenómeno físico à modelação do espaço, passando pela sua centralidade em certos períodos da história da arte (e remetendo para dois artistas, de épocas diversas, que admiravelmente a trabalharam como matéria-prima), “Lux-Lucis” releva a essência da luz como energia, um dos alicerces da sociedade atual. Fundamental também na visão, cujo sentido (com o da audição) nos permite uma relação próxima com o mundo exterior e a natureza, a luz é um instrumento-chave para a nossa descodificação do mundo. Assumida assim como o primeiro elemento criativo, em “Lux-Lucis” a luz é moldada como poesia do espaço e intimamente fundida com a música em peças de intensa e lúdica componente performativa (para quarteto de lâmpadas ou fósforos amplificados, por exemplo), de Thierry De Mey, Mátyás Wettl, Juliana Hodkinson, David del Puerto e Igor C. Silva. Através da contagiante sinestesia de interativas coreografias de luz e som, “Lux-Lucis” pretende iluminar “o nosso entendimento do fenómeno musical acústico e do mundo”.
criação e direção artística Miquel Bernat | interpretação Pedro Góis, João Miguel Braga Simões, Miguel Moreira, Miquel Bernat | coprodução Drumming – Grupo de Percussão, TNSJ

Primavera Selvagem
18 a 28 julho, quarta + sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TNSJ
Em estreia, “Primavera Selvagem”, espetáculo com encenação e cenografia de Jorge Pinto, assinala o reencontro do Ensemble com o prolífero dramaturgo inglês Arnold Wesker, após “Cartas de Amor em Papel Azul” (2005) e “Quando Deus Quis um Filho” (2006), encenados por Emília Silvestre e Carlos Pimenta, respetivamente. Autor multifacetado (escreveu também poesia, ensaio e literatura infantil), Wesker fez parte, com John Osborne, Harold Pinter e John Arden, de uma linhagem de dramaturgos que, no final dos anos 50 e na década de 1960, mudou a face do teatro inglês. Pioneiro na forma como dramatizou o mundo do trabalho, Arnold Wesker deu voz ao desencantamento político e social de um tempo (que é ainda o nosso) e ao modo como essa desilusão habita e mina um ambiente doméstico. “Primavera Selvagem”, “peça doméstica” de 1992, ao acompanhar a vida pessoal, profissional e relacional de Gertrude, atriz de sucesso mas insegura do seu talento, traz o universo do trabalho teatral para o centro da peça. Em “Primavera Selvagem”, o ofício da representação é explorado como uma metáfora das personae que construímos de nós próprios, essas falsas imagens com as quais nos apaixonamos, e nesse sentido faz-nos refletir sobre a vida como exercício de autoencenação.
de Arnold Wesker | tradução Ana Luísa Amaral | encenação e cenografia Jorge Pinto | música Ricardo Pinto | desenho de luz José Álvaro Correia | figurinos Bernardo Monteiro | interpretação Emília Silvestre, António Afonso Parra, José Eduardo Silva | coprodução Ensemble – Sociedade de Actores, TNSJ

Teatro Nacional São João (TNSJ)
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