Pingo Doce

Reinar Depois de Morrer, TNSJ

Reinar Depois de Morrer, TNSJ

Reinar Depois de Morrer
Até 7 dezembro, quinta e sexta 21h | sábado 19h, TNSJ

A lendária e trágica história de amor de D. Pedro e D. Inês de Castro deu origem a uma rica linhagem artística ao longo dos tempos, não apenas portuguesa. Depois de Garcia de Resende (no Cancioneiro Geral, 1516), Camões (no Canto III de Os Lusíadas, 1572) e sobretudo António Ferreira (em Castro, 1587), o dramaturgo espanhol Luis Vélez de Guevara (1579-1644) glosou o tema em “Reinar Depois de Morrer” (1635), peça em três atos que a Companhia de Teatro de Almada recupera, numa adaptação de José Gabriel Antuñano e encenação de Ignacio García. O texto de Guevara, uma das comedias mais representativas do chamado século de ouro do teatro espanhol, foi publicado em Portugal pela primeira vez em 1652. Com tonalidades intensamente líricas, a peça encena este famoso episódio histórico, no qual a razão de Estado – a que se poderia hoje chamar uma razão politicamente correta – se opõe e se sobrepõe ao amor e à liberdade individual. Centrando-se na forma como essa oposição se agudiza nas quatro personagens principais, moldando as suas ações, dilemas e sofrimentos, “Reinar Depois de Morrer” convida o espectador a refletir sobre um tema perene: “O da supremacia das conveniências sobre o indivíduo – sempre mais frágil – que as questiona.”

de Luis Vélez de Guevara | encenação Ignacio Garcia | tradução Nuno Júdice | cenografia José Manuel Castanheira | figurinos Ana Paula Rocha | desenho de luz Guilherme Frazão | adaptação José Gabriel Antuñano | voz e elocução Luís Madureira | assistência de encenação João Farraia | interpretação Ana Cris, João Lagarto, José Neves, Leonor Alecrim, Margarida Vila-Nova, Maria Frade, Pedro Walter | produção Companhia de Teatro de Almada | espetáculo inserido na Mostra Espanha 2019 | dur. aprox. 1:30 M/12 anos

Western Society
17 e 18 janeiro, sexta 21h | sábado 19h, TNSJ

Damos as boas-vindas a 2020 com “Western Society”, uma odisseia de trazer por casa, onde a civilização do século XXI cabe por inteiro no interior de uma sala de estar. É uma oportunidade imperdível para o público do TNSJ conhecer os Gob Squad, um coletivo de artistas fundado nos anos 1990 em Nottingham, Inglaterra, mas que opera presentemente a partir de Berlim, Alemanha. Habitam um território em que a banalidade coexiste com a utopia e onde a presença física é amplificada pelas tecnologias digitais, ferramentas que otimizaram para introduzir o mundo real da vida quotidiana no mundo artificial do teatro. Em “Western Society”, reconstituem em palco a gravação de um vídeo caseiro de uma reunião familiar. Este dispositivo, que convoca a participação ativa dos espectadores, é um revelador dos recantos mais luminosos e escabrosos da cultura contemporânea. Sim, a solidão, o consumismo, a procura de formas alienadas de intimidade, o sortilégio das canções pop, a obscenidade dos reality shows, a Internet como céu e inferno. “Western Society” é uma sucessão disfórica de janelas que se abrem e se fecham, do palco de teatro ao ecrã de um telemóvel, do maior ao mais pequeno. O mundo encolheu? É isto a felicidade?

conceito Gob Squad | vídeo Miles Chalcraft | desenho de som Jeff McGrory | desenho de luz e direção técnica Chris Umney | figurinos Emma Cattell & Kerstin Honeit | cenografia Lena Mody | dramaturgia e direção de produção Christina Runge | assistência artística Mat Hand | administração Gob Squad Eva Hartmann | criação e interpretação Johanna Freiburg, Sean Patten, Damian Rebgetz, Tatiana Saphir, Sharon Smith, Berit Stumpf, Sarah Thom, Bastian Trost, Simon Will (o elenco varia a cada apresentação) | produção Gob Squad (Alemanha, Inglaterra) | dur. aprox. 2:00 M/12 anos | Espetáculo em língua inglesa e alemã, legendado em português

Teatro Nacional São João (TNSJ)
Pr. da Batalha · 4000-102 Porto
Telf: 22 340 19 00 · Fax 22 208 83 03

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